sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Trancado.

Longas sessões de mixagens e pré-produções, além das baterias da Death by the Colt que o Foca, vulgo André Zinelli, esqueceu de fotografar, e mais uma bateria de guitarras da Alcaphones nos separam desta data. 25 de novembro, sexta-feira, data em que eu abria as porteiras do rancho pra receber o trio Alemão, vulgo Cristiano Wortmann, Gordinho, vulgo André Lacet, e o Ray Z, para mais uma sessão de guitarras, agora porém para o 3o álbum da ZeroDoze, trabalho que carrega minha assinatura assim como a do Ray frente à produção musical do trabalho, que tá ficando uma patada!
Como sempre, seguimos a noite em ótimo clima e muito bom humor. O alemão veio armado de suas duas Gibsons, uma Standard e uma SG, e o Ray trazia consigo sua Gibson Custom.
O Alemão gosta de gravar dentro da sala junto do amplificador e da caixa, que desta vez seria o Marshall JCM800 e a caixa 2x12" com falantes Celestion Vintage 30 open-back. Essa prática tem vantagens, cabos menores, menos ruído, maior resposta das interações captador/cone e o fator emocional. Também possui desvantagens, altíssimo nível SPL fuzilando os ouvidos do músico, pior capacidade de comunicação, menor conforto, mais difícil acesso aos controles do amplificador/efeitos aos produtores e engenheiros realizarem ajustes, e maior resposta das interações entre captador/cone, sim isso é também uma desvantagem. Além das guitarras o Alemão tinha consigo dentro da sala Chimango, no ato configurada de uma sonoridade seca, dark e com pouca densidade, alguns efeitos, o Boss DS1, o Wah Wah Cry Baby, um afinador e um slide, alguns paninhos e nada mais. Eu não queria muita ação da sala e por isso resolvi deixá-la com todas as tralhas que lá estavam. Achei uma boa posição e fiz o transporte com minha dupla usual, Cascade Gomez e um Shure SM57 que removi o transformador. Um pequeno esclarecimento quanto ao meu transformerless SM57. O fato de removê-lo faz o sinal da cápsula perder 10 dBs na saída, mas como as fontes sonoras das quais geralmente queremos um SM57 captando quase sempre possuem SPL mais que suficiente... Free pad! Yea! A vantagem para meu gosto pessoal é a melhor definição dos transientes. O microfone, mesmo que marginalmente, torna-se mais rápido e preciso, por motivos óbvios, além de, em uma forma mais aparente, alterar a resposta de sinal. O espectro muda de uma forma notável com uma extensão maior para as altas e baixas além dele perder em parte aquele som hyper hyped-up característico do SM57 ao diminuir o bump natural lá pelos benditos 3-5 KHz. O sinal enviei respectivamente ao audioFARM Electronics A312 e ao Universal Audio LA610, dali enviei o sinal ao Manley Reference Cardioid e então ao Universal Audio 1176. Acertamos a mixagem de fones do Alemão e bóra! Senta a palheta aí!
E ele sentou! Lá pelas 23 hora encerrávamos a sessão com mais uma missão cumprida!

Tá afunilando! Forte abraço!
Life's too short for bad tones!








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