sábado, 15 de outubro de 2011

Uma pitada de adolescência na bateria.

Então.
Dia 15 de outubro, sábado. Eu sabia que seria mais um longo dia. Como todos em que exista a captação de um kit de bateria envolvido. E dessa vez eu abria as porteiras cedito para voltar a receber o Carlo Amaral Lopes da banda Alcaphones para a segunda sessão de bateria para o álbum debut do povo. Se formos prestar atenção aos detalhes da última sessão, perceberíamos que este set possui sonoridade bastante diferente, e este é mesmo o objetivo. Deixem eu me aprofundar um pouco neste quesito. O disco do povo possui algo como 4 conceitos "tempo/espaço" diferentes. Ele possui pontos na nostalgia, na sonoridade que tornou-se clássica em nossa infância/adolescência, na época mais "antigona" do rock. Vintage sim, mas sem aquele ar indie britânico que parece perfume da moda, ele remete a nossa adolescência, não a de nossos pais. E tem também pontos fortes no rock contemporâneo, esse sim talvez mais londrino, mas mesmo se for por ali, somente uma pitadinha. E entre estas, outras 2 intermediárias que fazem o disco como um todo fazer sentido, ter uma linha temporal e contar uma história, mas mesmo assim, são 2 opostos bastante distantes em alguns dos elementos, e a sonoridade da bateria é quem mais evidencia isso. Então. O set de hoje gravaria o restante do material e muitos detalhes foram alterados do set anterior. Vamos a configuração. Os tambores foram os de 10", 14" e 16", todos com pele duplo filme clear, afinação baixa e damping pesado. A caixa para esta sessão foi minha Ludwig Supraphonic porém agora com uma afinação mais alta. Fizemos uma escolha de pratos adequada ao clima mais antigueira. A sala foi a Maragato. Fechamos o bumbo e pûs o AKG D112 enviando ao Universal Audio LA610. Na caixa foi meu Shure SM57 sem transformador enviando ao Neve Amek Purepath CIB. A esteira recebeu um SM57 também e mandou o sinal ao Avalon VT737sp. Os tambores microfonei com os Sennheiser MD421II e mandei o sinal à Digidesign/Focusrite Control 24. Os overheads foram um par de Shure KSM109 com cápsula atenuada e enviando ao Focusrite ISA428 e em seguida ao Manley Massive Passive. Os microfones de ambiência, ou room mics, foram um par de Shure KSM44 em padrão omni enviando primeiro ao Focusrite ISA428 e então ao Universal Audio 1176. Usei também o Cascade Gomez como ambiência mono e enviei o sinal ao audioFARM Electronics A312 para em seguida mandar ao DBX 160A, ficou muito legal. Ainda adicionei um Rode NT5 à meia-lua que adicionamos ao kit e enviei seu sinal à Control 24. Pronto. Agora era tudo com o Carlo e, como na última sessão, ele matou a pau e embora a grande quantidade de material, o desgaste mental e o cansaço ele conseguiu finalizar tudo nesta sessão e assim, manter o cronograma e levantar a bandeira de missão cumprida!

Agora é com as guitarras! Forte abraço!
Life's too short for bad tones.









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