quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Uma bateria montada estranha...

Ae, era dia 6 de outubro, cedito, e eu e o Foca, vulgo André Zinelli, já estávamos de pé preparando a sessão que iniciaria logo no início da tarde, quando eu abri as porteiras do rancho audioFARM para receber o amigo Carlo Amaral Lopes da banda Alcaphones para iniciar os registros oficiais para o álbum debut do povo, trabalho que carregará minha assinatura frente à produção musical do projeto. Esse dia seria longo, tínhamos muitos compromissos e agenda apertadíssima então nos concentramos no trabalho sem pestanejar. Após finalizarmos as pré-produções, os guris da Alcaphones se trancaram em seu estúdio privado e ensaiaram incansavelmente para consolidar os arranjos e performances. Aproximadamente 1 mês depois eu recebo a notícia do Carlo "Mateus, tô pronto".
Durante as pré-produções eu tive tempo de saber de antemão exatamente o que eu gostaria de usar para cada tema, de forma que nesta 1a sessão, tínhamos que registrar 35% do material. O kit foi o meu velho Pearl Export com tambores de 10", 14" e 16", todos com pele duplo filme clear, afinação bem baixa, damping delicado e posicionamento do microfones também bastante delicado. A caixa para esta sessão foi minha Ludwig Supraphonic porém com uma afinação bem mais baixa do que costumo usar. Fizemos uma escolha de pratos muito mais pelo casamento sonoro do que necessariamente pelo "clima" de cada tema. A sala foi a Maragato. Optei por um bumbo aberto, mas com uma microfonação que me deixava aberta a porta para deixá-la natural e orgânico ou moderno e plastificado. Ficou muito próximo do que costumo fazer rotineiramente em termos de input-list. No bumbo foi um AKG D112 enviando ao audioFARM Electronics A312, e este com delicado ajuste de ganho. Nas músicas mais rockeironas eu acionava o pad e girava bastante ganho na entrada, deixando o maravilho e parrudo transformador adicionar com vontade sua característica agressiva e coloração presente. O contrário ocorria com as músicas mais "calminhas", sem o pad e com pouco ganho de entrada, de forma que ainda fosse possível discernir o DNA do ferro na sonoridade, o suficiente pra fazer o bumbo declarar alto e claro, "estou aqui", mas sem fazer isso de forma ditadora como o outro método. Dali o bumbo ia direto ao Pro Tools. Na caixa foi meu Shure SM57 sem transformador enviando ao Universal Audio LA610. A Supraphonic quando afinada baixa canta bonito com os harmônicos extra e compressão musical da unidade. A esteira recebeu um SM57 também e mandou o sinal ao Avalon VT737sp. Os tambores microfonei com os Sennheiser MD421II e mandei o sinal à Digidesign/Focusrite Control 24. Os overheads foram um par de Shure KSM109 com cápsula atenuada e enviando ao Focusrite ISA428 e em seguida ao Manley Massive Passive. Os microfones de ambiência, ou room mics, foram um par de Shure KSM44 em padrão omni enviando ao primeiro ao Focusrite ISA428 e então ao Universal Audio 1176. Ainda adicionei um Rode NT5 ao hi-hat e enviei seu sinal ao Neve Amek Purepath CIB. Pronto. Agora era hora do Carlo sentar a mão. E gente, sem exageiros aqui, quando ele disse "estou pronto", ele falou a verdade gravando impecavelmente cada tema, lembrando de todos os detalhes, nota por nota dos arranjos que trabalhamos. Aniquilou a pênis! E assim fomos metendo ficha até as 19 horas quando chegava a turma do IGAP.

Muito legal.
Life's too short for bad tones!







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