quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Homens de Guerra. Parte 2.

Quinta-feira dia 13 de outubro.
Dia de receber o pessoal da banda Mandala novamente, desta vez toda a trupe exceto o Lucas Farias. Logo no início da tarde chegavam por aqui o Matheus Giuseppe, o Kiko Prata, o Rodrigo Perfex e o Everton Acosta. A missão desta vez seria captarmos as trilhas de baixo. Eu já sabia o que queria e conhecia o baixo da sessão, já havia utilizado o mesmo em duas outras ocasiões, de forma que fui direto plugando o brinquedo no super DI Radial JDV Mk. 3 e dali pluguei no Universal Audio LA610, no audioFARM Electronics A312 e no Focusrite ISA428. Os dois últimos passaram pelo Manley Massive Passive e então por um estágio de compressão. O A312 no Universal Audio 1176 e o Focusrite no DBX 160A. Eu sabia que haveriam trechos em que a grosseira bruta, aquela característica na cara do A312 seriam definitivamente necessárias, enquanto em alguns outros trechos o Focusrite e sua sonoridade neve-ish sentariam melhor na mixagem. O LA610 é totalmente outra besta e serviu para o fazer um blending entre os sinais e buscar características originais e texturas diferenciadas para trechos de maior importância. Embora isso seja assunto de mixagem, e pouco eu fale no blog sobre a parte puramente técnica da coisa, até porque esse não é o objetivo inicial da coisa toda, as vezes algumas coisas são mais musicais que técnicas e vale a pena fazer menção delas. É este o caso aqui. Durante a mixagem, na maior parte da musica, a sonoridade mais macia e "no seu devido lugar" do Focusrite predominou, porém, a sonoridade do LA610 era um páreo a exata mesma altura, embora totalmente diferente. Resumindo. Estaríamos bem tanto com um ou com o outro. Normalmente durante a mixagem eu faço uma série de automações e mutes. Enquanto estou montando a parte lead do arranjo, presto atenção que todos os fills dêem continuidade a esta linha, algumas vezes entretanto, o instrumento que faz um dado fill em um dado trecho estava realizando uma outra função, neste caso, o baixo, encarregava-se de acertar a fundação e também parte do ritmo, e sua "visibilidade", digamos assim, era menor que os instrumento que vinham fazendo a linha lead, por "n" motivos, de forma que quando teve que assumir o holofote, estava "menor" que os demais instrumentos que normalmente se encarregavam da tarefa. Isto é normal e um dos motivos que a música moderna possui uma etapa extensa que trata apenas das automações, e para sanar este problema, o "padrão" é simples. Aumentar o volume do trecho. Eu fiz diferente. Aumentei o blending dos 2 sinais subindo o fader do LA610. Isso trouxe mais pressão a trilha no momento correto, adicionou uma característica diferente atraindo a atenção e interesse ao dado trecho, como objetivado, cumprindo a função de fill corretamente, enquanto mantinha a fluidez e coesão timbral do instrumento como um todo. Funcionou pra mim e adorei o resultado. Voltando ao dia. Depois de acertar a sonoridade das 3 trilhas, o Mattheus sentou a mão e rapidão tínhamos as trilhas que eu precisava. Missão cumprida!
Chegava a turma do IGAP para mais aulas sobre mixagem.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!




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