quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Homens de Guerra. Parte 1.

Então,
no dia 12 de outubro, uma quarta-feira, e eu abria as porteiras e voltava a receber um trabalho dos amigos Everton Acosta, Kiko Prata e Rodrigo Perfex, agora associados ao Matheus Giuseppe e meu amigo de longa data Lucas Farias, para o qual eu abria as porteiras as 9 da manhã. Ele chegava ao rancho para a produção do mais novo single da banda Mandala, Homens de Guerra. É sempre legal receber os guris pois o astral é sempre ótimo. Depois daquele bate-bola rápido, algumas risadas, pusemos as novidades em dia e fomos logo ao que interessa. Eu já conhecia a música, embora de muitos anos atrás e com uma roupagem totalmente diferente, de forma que serviu para dar um toque de familiaridade com o tema. Eu a recebi junto de um e-mail com as idéias para o rumo da produção, de forma que não mais que um telefonema foi preciso para acertar grande parte dos detalhes. E o mais legal é que como os guris confiam no meu trabalho tenho a liberdade de trabalhar como gosto. "Tira o teu som." disse o tio Everton pra mim, e dessa frase em diante a mente já foi pondo as peças do quebra-cabeças no seu devido lugar, de forma que no dia em que abri as porteiras para receber o Lucas, já era dia de gravarmos a bateria. E tudo estava pronto. A minha idéia era fazer algo moderno e pesado, porém, de uma forma que tudo soasse muito real, natural e orgânico, sem o tratamento mais plástico que imprimi dos dois últimos temas. Bóra.
Optei pela sala Maragato bem aberta e densa. O kit foi o meu Pearl, o bumbo aberto foi microfonado com o meu AKG D112 enviando o sinal ao Universal Audio LA610. A caixa foi minha Ludwig Supraphonic com afinação média sendo ouvida por um Shure SM57 sem transformador e enviando ao Neve Amek Purepath CIB. A esteira microfonei com um Shure SM57 regular e enviei o sinal ao Avalon VT737sp. Os tambores com peles mono-filme porosas e afinação bem baixa microfonei com os Sennheiser MD421II. Como overheads utilizei os Shure KSM109 em X/Y e cápsula atenuada enviando ao Focusrite ISA428 e então ao Manley Massive Passive. O legal é que agora que tenho um par de Earthworks SR25MP posso perceber o quão flat e com uma característica mais macia, embora também granulada, são os KSM109. O que para este trabalho, mais nervoso, "sujo" e rockeirão, ele foi melhor que a transparência, brilho e precisão clínica dos SR25MP. Para a ambiência usei um para de Shure KSM44 em omni enviando o sinal ao Focusrite ISA428 e em seguida a uma compressão esmagadora no Universal Audio 1176. Depois foi barbada. Como sempre o Lucas mandou muito e rapidão eu já tinha o material que precisava. Como ele tinha compromisso e eu também, nos despedimos e missão cumprida!
Infelizmente o tempo foi curto e só deu tempo de fazer uma foto.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!


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