quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Violas da Gangue.

Quarta-feira dia 21 de setembro e era hora de começar as etapas de estúdio do novo DVD da Gangue do Batidão... Eu explico.
Vou tentar resumir aqui meses de preparação para que eu chegue ao ponto principal sem entrar em detalhes não tão musicais assim.
O trabalho de um DVD começa muito antes das etapas de estúdio. É feita uma longa pré-produção, avaliação de estrutura, seleção de input-list, e muitas tarefas antes das captações propriamente ditas. Neste caso, foram 2 dias de show e captações, onde a equipe da Make Video do amigo Adriano Preuss, e meu companheiro Sasandro, encarregado da captação do áudio junto de nosso fiel técnico auxiliar Roger Ferreira, locomoveram-se até Rio Grande com os equipamentos e estação de captação ao-vivo do audioFARM para as noites, e dias, das gravações. A assinatura de produção do projeto é do Rodrigo Sanches, por aqui conhecido pelo trabalho com o Expresso Tchê. Pois bem, depois de tudo captado, ainda fizemos diversas reuniões aqui no rancho para organizarmos os arquivos, planilhar tudo que seria necessário gravar ou corrigir. Fazer as edições, alinhar as trilhas, acertar as arestas e escolher os takes. Enquanto paralelo a isso, a equipe de vídeo fazia o mesmo com a parte visual da coisa. Entre edições e audições fizemos cinco encontros e finalmente cá estávamos agora, em nosso sexto encontro no rancho para dar início a parte mais divertida da coisa. Apertar botões em estúdio!

Estavam por aqui desde cedo o alemão, vulgo Rodrigo Rosa, o brother "Dor", vulgo Jefinho Jackson, que é simplesmente um figura incomparável, o Cleber Silva e nossa músico para a sessão, o violeiro César Martins. Tínhamos uma longa jornada pela frente. Captar as trilhas extra de violões nylon e aço, suas dobras, overdubs e correções, de forma que fomos direto ao ponto! Em ótima companhia, super bom astral, quase nem vimos passar as 8 horas diretas de captação. O César matou a pau e só parou quando quase não enxergava mais.
Iniciamos captando as trilhas de violões aço com seu Crafter e para a empreitada preparei mais uma vez a "nova" sala Maragato, e se tratando de trilhas extras para uma acústica originalmente de um ao-vivo, me surpreendi mais uma vez com a nova resposta da sala ao perceber quão bem ela agora responde as reduções de dimensão com os rebatedores, visto que pudemos aproveitar sua resposta flat e "vivacidade" com, ainda assim, uma resposta curta e controlada. Ficou lindo! Usei mais uma vez o Manley Reference Cardioid enviando o sinal ao Universal Audio LA610, que agradeceu muito a natureza muito musical e "laid-back" compressor opto da unidade, além de uma leve adocicada de pós equalização com o Manley Massive Passive. Como segundo microfone posicionei também um Shure KSM109 e enviei o sinal ao Avalon VT737sp para mais uma vez me beneficiar da natureza de filtros passivos e compressão opto. Ficou lindo!

Era o fim do primeiro dia de captações mas o início da longa caminhada. Bóra pra próxima!

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!







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