sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Uma nova acústica.

Sexta-feira dia 9 de setembro...

Eu abria as porteiras do rancho para voltar a receber o Jean Charliston e conhecer o produtor do trabalho, J. Peu. Após aquele bate bola muito rápido e algumas audições, começamos a planilhar as coisas para que iniciássemos as captações. O disco já demorou o suficiente para sair, agora era hora de agirmos.
Montamos o Manley Reference Cardioid na sala Maragato... E aqui, preciso fazer um adendo. Naquela data faziam 2 meses que a sala Maragato estava em reformas. O objetivo, alterar a resposta de frequência e RT60 da sala para algo mais neutro e com RT60 mais longo nas frequências altas. Acústica totalmente modulável assim como RT60. No momento que fazíamos as planilhas, a sala ainda não estava pronta, faltavam pequenos detalhes, a grande maioria deles estéticos, de forma que, minha curiosidade e ansiedade, e assumo, precisava ter certeza que o altíssimo custo da reforma estava sendo prontamente justificado, ou meu coração não iria descansar, de forma que para a pergunta do Foca, vulgo André Zinelli meu assistente, a responta foi "monta na Maragato", o que resultou em "!" sobre as cabeças e pronta ação. Nem nós sabíamos como a sala iria soar. O resultado foi novamente uma "!". O sinal enviamos ao Neve AMEK Purepath CIB, em seguida pequenos ajuste e filtros no Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. Gente. O som estava maravilhoso. Iniciamos com a sala totalmente aberta, sem rebatedores, e a resposta era plana com altas em abundância e uma longa, presente e brilhante ambiência. Na hora pensamos, "credo, imagina bateria e percussão". Nos entreolhamos e seguimos ouvindo. A voz parecia viva, real, com um halo de ar que eu, por conhecer este mesmo signal chain em uso há anos, pude ver que era devido a nova acústica da sala. Fomos lá dentro para dosar a ambiência e adequa-la ao tema. A resposta foi fantástica... Podíamos aumentar ou diminuir o tempo da ambiência. Torná-la mais ou menos densa, com característica mais dark ou mais brilhante, mais parecido com um patch "room" ou com um patch "hall". Todos ficaram realmente extasiados... Tanto que não lembrei de tirar mais fotos... =(

Mas as lembranças seguem aqui. Seguimos gravando as vozes do Jean sob ouvidos atentos do Peu até literalmente ele não ter mais voz e nem nós mais piadas ou sorrisos hehe. Isso era próximo das 23 horas e então, dávamos como cumprida a missão.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!

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