segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Online!

Segunda-feira dia 26 de setembro...
Seria um dia longo e logo cedo eu abria as porteiras para receber primeiramente o Foca, vulgo André Zinelli, e depois o meu amigo Lucas Restori que retornava para gravar seu novo single, mesmo sob meus protestos de que ele ainda deveria continuar divulgando seu álbum debut. Mas tudo bem, ele tinha suas motivações hehe.
Trabalhar com o Lucas é sempre um desafio, no bom sentido, pois o Lucas não para um segundo e é muito importante conseguir gerenciar corretamente todas as informações, prazos e ambições e traduzi-las em uma produção bem sucedida em tempo hábil de forma sadia. Nesta data faziam poucos dias que eu havia recebido a honra de ser escolhido pelo Lucas para mais esse trabalho, de forma que eu tive apenas um dia para traduzir as idéias do Lucas, que quase sempre chegam na forma de uma linha melódica, uma letra, uma, ainda bruta, idéia de harmonia e algumas idéias de direcionamento e texturas. O convite inicial era para que eu tocasse também bateria como aconteceu no disco, porém, forçado pela sinceridade, estava muito enferrujado, de forma que seria trabalhoso demais me ter como baterista e com isso convidamos o Foca para a empreitada, que além de grandes idéias estava totalmente em forma. Então. Com a ampulheta derramando seus grãos contra nós, fomos ao trabalho. Eu sabia que a produção seria quase que totalmente online e desafiaria minhas habilidades de objetividade, e era exatamente neste ponto que eu me agarraria e direcionaria o trabalho.
Optei pela nova sala Maragato, pelo meu kit Pearl e caixa Ludwig Supraphonic. Peles duplo filme clear nos tambores, caixa com afinação média e bumbo sem a pele de resposta. Eu buscava um som bastante natural e orgânico porém com uma boa dose de "plastificação". Enquanto preparávamos a sala eu e o Lucas íamos estudando as idéias e montando a estrutura do tema, e conforme eu mostrava a ele minhas idéias e arranjos íamos definindo o andamento da carruagem. Assim que finalizamos, foi a vez do Foca meter ficha. Como fiz com toda a produção, gravei "sobrando" ou seja, fiz o Foca gravar todas as idéias em diversos takes diferente, para que eu pudesse editar, cortar, mover, fazer um comp das faixas e etc., conforme eu fosse podendo ouvir melhor as coisas se encaixando. Após selecionarmos o set de pratos iniciamos a microfonação. Para o bumbo fui de AKG D112 e enviei o sinal ao Universal Audio LA610. Para a caixa, posicionei meu chapéu-anti-hi-hat-dos-infernos e meu Shure SM57 sem transformador enviando o sinal ao Neve AMEK Purepath CIB. Para os tambores fui de Sennheiser MD421II e enviei o sinal as pré-amplificadores da Focusrite/Digidesign Control 24. Os microfones de ambiência, um par de Shure KSM44 enviei ao Focusrite ISA428 e em seguida ao Universal Audio 1176 e por fim, os overheads, um par de Shure KSM109 com as cápsulas atenuadas, enviei também ao Focusrite ISA428 e em seguida ao Manley Massive Passive. Finalmente, para a esteira, usei outro Shure SM57 e enviei o sinal ao Avalon VT737sp. Hora de gravar. E assim fomos até darmos por cumprida a missão desse post, pois muito mais tinha o dia a oferecer e ele se estenderia ainda por muitas e muitas horas, mas deixemos ao próximo post...

Um dos pontos fortes, que mais tarde se mostrou absolutamente necessário, foi o Lucas ter levado sua nova câmera e uma luz que ele montou para fazer a iluminação correta pro clipe que ele faria depois "é muito escuro pra filmar" dizia ele, e com razão.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!





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