segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Online parte 2.

...Ainda era dia 26 de setembro. Havíamos acertado toda a estrutura da música, idéia para os arranjos e gravado bateria como expliquei no post anterior. E agora, enquanto o Foca descansava, começaríamos as guitarras... Sim, não falei no post anterior mas tanto o Leonardo Arrué quanto o Rodrigo Vieira vieram junto do Lucas. "...Não, não se preocupem, o Mateus não vai fazer vocês gravarem hoje" foi o que o Lucas disse a eles, de forma que o olho meio que saltou fora das órbitas quando eu anunciei que íamos gravar e um olhar cruzado foi direcionado ao Lucas hehe. Mas ele foi sincero, nem ele sabia ao certo que íamos gravar, mas por precaução ele fez o povo trazer todos os seus instrumentos, e como as idéias estavam fluindo eu não quis perder a inspiração. O próximo passo foi então gravarmos os violões. Na noite anterior eu havia me apropriado do violão Martin do amigo Ray Z, novamente lhe sou grato. Aqui não teve mistério. Manley Reference Cardioid nele enviando ao Universal Audio LA610 e então ao Manley Massive Passive para aplicarmos os filtros. Não tem como tirar som feio com aquele violão. A sala escolhida foi a Chimango totalmente aberta já que a Maragato ainda estava com o kit montado e o Foca descansava. O Rodrigo gravou as violas em poucos takes, e enquanto o fazia, meu cérebro ia processando as linhas lead, os pads e fills. Assim que ele terminou não demos nem tempo de respirar e já preparamos a sala com as duas caixas, a 2x12" Serrano Amps com falantes Jensen C12N e a Marshall JCM800 2x12" com os Celestion Vintage 30. A microfonação foi também a já tradicional por aqui. O ribbon Cascade Gomez enviando ao audioFARM Electronics A312, em seguida ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176, e um Shure SM57 sem transformador enviando ao Universal Audio LA610 e então ao Manley Massive Passive. Iniciamos com as camadas de guitarras limpa utilizando o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head com uma 12AU7 de placa longa no segundo estágio e saída em single-ended sem o loop de negativação, as válvulas foram as EL34. Optei pela sonoridade dos single-coils de minha Tagima T735S. Novamente nada mais que alguns poucos takes e pronto. Passamos à Les Paul do Rodrigo e ao Marshall JCM800 para as guitarras sujas. Feitos os ajustes, iniciamos a empreitada, pois aqui sim, eu tinha muitas idéias para registrar, dobras, overdubs, licks e mini-solos... Mas um a um eles foram acabando e lá umas 3 horas depois, terminávamos as guitarras. O Rodrigo tinha que ir embora e por isso precisamos fazer toda a correria. No fim, tudo correu bem. Mas ainda não era o fim do fim. Hora do Leo. Sim, estavamos cansados, mas a mente ainda fluía bem. Acertei o mesmo Classman para utilizar com o Precision do Leo, posicionei um Sennheiser MD421II no lugar do SM57 e passei a enviar o sinal ao Neve Amek Purepath CIB. Splitei o sinal através do Radial JDV Mk.3 para mais 2 pré-amplificadores, o Focusrite ISA428 e o Universal Audio LA610, assim, com 4 sinais de baixo, iniciamos a tarefa... Que acabou muito rápido, visto que o Leo estava com a trilha na ponta dos dedos, e após passar o dia todo decorando o novo arranjo e estrutura, já sabia exatamente o que fazer. Deixamos ele ficar alguns minutos tocando junto da música e daí sim iniciei a gravina. Acertamos alguns detalhes do arranjo do solo e pronto!
Tarde da noite, depois de um longo dia, encerrávamos a sessão com a sensação de missão bem cumprida!
Que venha o Lucas!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!









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