sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Um bongô com baquetas.

Sexta-feira, dia 30 de setembro, e lá pelas 14 horas eu voltava a abrir as porteiras do rancho, novamente para receber o pessoal da Gangue do Batidão. Dessa vez eu iria conhecer um membro novo, o Vinny Soares, que vinha fazer, adivinha? Percussão! hehe.
Pois bem, como na noite passada eu havia visto e revisto tudo à respeito de percussão, fui de cara no meu armário de microfones e nem pensei, peguei 2 Shure KSM109, para bongôs e congas, um Shure KSM44 para alguns dos efeitos e o Cascade Gomez para outros. Os KSM109 enviei ao Focusrite ISA428, então ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. O KSM44 enviei ao Neve AMEK Purepath CIB e o Gomez ao Avalon VT737sp e em seguida ao DBX160A. Conforme o instrumento eu ia lá dentro e alterava o posicionamento além das configurações dos periféricos. Tudo correu muito tranquilo e com ótimo astral, com direito a algo inusitado, pelo menos para mim. Bongôs com baqueta! oO Sim, bongôs com baqueta. Parece que, de acordo com o Vinny que tá mais por dentro, é moda lá pra cima e a dona Ivete andou usando...
Gravamos uma porção de coisas diferentes. Congas, bongôs, caxixis, xequerê e até cuíca! Foi muito divertido. Lá pelo fim da tarde, finalizávamos a sessão.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!



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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Batucando com o IGAP.

Mal havia saído o pessoal da Gangue do Batidão e já chegava por aqui o pessoal do curso de Técnicas de Gravação do IGAP, que dessa vez vinham acompanhados novamente do Sasandro, e agora também do Rafael Martins, percussionista que atualmente acompanha o cantor Wilson Paim e que hoje vinha dar um palinha e servir de cobaia para que mostrássemos aos alunos as técnicas para captar essa infinidade de instrumentos que chamamos genericamente percussão... E começamos com os membranofones... Mas não ficamos apenas nas "coisas de bater" não, também usamos as coisas de chacoalhar, de girar, de esfregar e etc.
Para que eu passe uma breve idéia do terreno que cobrimos, mostrando as diferentes técnicas de microfonação, resposta de microfones, ajustes de ambiência, afinação, sonoridade de prés e ajustes de ganho, e etc., passamos por instrumentos tais como: Conga, bongô, pandeiro, tabla, moringa (ou udu, como preferirem), cajón, caxixi, carrilhão, pau de chuva, ganzá, meia-lua, entre outras "perfumarias". O Martins não se mixou, entendeu o esquema e foi lá, 1 take pra cada instrumento e daí sim, começou a ficar bonita nossa música!
Fomos brincando de percussão até lá pela meia-noite quando demos por encerrada a missão.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!








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"Dor".

E na quinta-feira dia 29,
logo cedo e eu abria as porteiras do rancho, com os olhos ainda remelentos, passadas lentas e incertas, voz rouca e ossos meio-moles, para receber uma turma que vinha com as baterias cheias, o pessoal da Gangue do Batidão. E dessa vez era hora de gravar o homem "Dor" Jefinho Jackson hehe. O Jefinho trouxe o seu Yamaha Motif 6 e deixem-me dizer de antemão que este é um baita instrumento. Missão? Fazer todas as teclas do DVD do povo. Me surpreendi com a sonoridade das timbres do "brinquedinho" do Jefinho. Os timbres de Fender Rhodes e Hammond são lindos, e até mesmo os efeitos mais eletrônicos soam orgânicos e naturais. O Jefinho é um excelente músico e matou a pau, mesmo tendo uma quantidade bastante grande de material à registrar ele não se mixou e matou tudo até o final da sessão, lá pelas 19 horas da noite quando chegavam por aqui o povo do IGAP. O Rodrigo Rosa a estas alturas, já operava a estação com uma naturalidade impressionante, pois meu cansaço era latente hehe. Para a gravina, como trata-se de um DVD, eu não podia me dar ao luxo de fazer algo que gostaria de ter feito com um teclado desse porte, que seria re-ampar alguns dos timbres, principalmente os pianos elétricos, ou arriscaria tornar algo que deveria ficar ainda mais natural em algo totalmente artificial dada a natureza da "localização" de um teclado em um show gravado ao-vivo. Por tanto, utilizei a saída do Motif ligada diretamente aos pré-amplificadores Focusrite ISA428 e então no Universal Audio 1176. Dali direto ao Pro Tools via AVID Analog HD I/O.

E foi isso! Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!




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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Técnicas de guitarra.

Quarta-feira 28 de setembro.
E embora eu houvesse iniciado cedo atividades, desta vez mixando o álbum debut da Teto e Muro, que está ficando fantástico, foi somente no fim da tarde que eu precisei abrir as porteiras do rancho, era hora da aula do Técnicas de Gravação do IGAP, e além da turma, de mim e do Foca, vulgo André Zinelli, hoje vinham também o Náná, vulgo Sasandro, e meu amigo de longa da data, que já mencionei diversas vezes aqui no blog, e que faz parte de minha tragetória no mundo do áudio e da música, o engenheiro Nando Pontin, que vinha para dar uma aula totalmente unbiased sobre guitarra, amplificadores e efeitos, topologias, história, porquês e segredinhos. E ele trouxe um arsenal de coisas, muito mais do que minhas fotos mal batidas puderam registrar. Posso dizer de antemão que essa é uma das aulas mais legais de todo o curso. O povo todo ficou vidrado no Nando até um bom par de horas além do horário de termino oficial.
Foi muito divertido e eu aproveitei pra descansar. =)
Mais uma vez valeu Nando! Continuo no débito... Mas uma hora isso muda!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!









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segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Online parte 2.

...Ainda era dia 26 de setembro. Havíamos acertado toda a estrutura da música, idéia para os arranjos e gravado bateria como expliquei no post anterior. E agora, enquanto o Foca descansava, começaríamos as guitarras... Sim, não falei no post anterior mas tanto o Leonardo Arrué quanto o Rodrigo Vieira vieram junto do Lucas. "...Não, não se preocupem, o Mateus não vai fazer vocês gravarem hoje" foi o que o Lucas disse a eles, de forma que o olho meio que saltou fora das órbitas quando eu anunciei que íamos gravar e um olhar cruzado foi direcionado ao Lucas hehe. Mas ele foi sincero, nem ele sabia ao certo que íamos gravar, mas por precaução ele fez o povo trazer todos os seus instrumentos, e como as idéias estavam fluindo eu não quis perder a inspiração. O próximo passo foi então gravarmos os violões. Na noite anterior eu havia me apropriado do violão Martin do amigo Ray Z, novamente lhe sou grato. Aqui não teve mistério. Manley Reference Cardioid nele enviando ao Universal Audio LA610 e então ao Manley Massive Passive para aplicarmos os filtros. Não tem como tirar som feio com aquele violão. A sala escolhida foi a Chimango totalmente aberta já que a Maragato ainda estava com o kit montado e o Foca descansava. O Rodrigo gravou as violas em poucos takes, e enquanto o fazia, meu cérebro ia processando as linhas lead, os pads e fills. Assim que ele terminou não demos nem tempo de respirar e já preparamos a sala com as duas caixas, a 2x12" Serrano Amps com falantes Jensen C12N e a Marshall JCM800 2x12" com os Celestion Vintage 30. A microfonação foi também a já tradicional por aqui. O ribbon Cascade Gomez enviando ao audioFARM Electronics A312, em seguida ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176, e um Shure SM57 sem transformador enviando ao Universal Audio LA610 e então ao Manley Massive Passive. Iniciamos com as camadas de guitarras limpa utilizando o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head com uma 12AU7 de placa longa no segundo estágio e saída em single-ended sem o loop de negativação, as válvulas foram as EL34. Optei pela sonoridade dos single-coils de minha Tagima T735S. Novamente nada mais que alguns poucos takes e pronto. Passamos à Les Paul do Rodrigo e ao Marshall JCM800 para as guitarras sujas. Feitos os ajustes, iniciamos a empreitada, pois aqui sim, eu tinha muitas idéias para registrar, dobras, overdubs, licks e mini-solos... Mas um a um eles foram acabando e lá umas 3 horas depois, terminávamos as guitarras. O Rodrigo tinha que ir embora e por isso precisamos fazer toda a correria. No fim, tudo correu bem. Mas ainda não era o fim do fim. Hora do Leo. Sim, estavamos cansados, mas a mente ainda fluía bem. Acertei o mesmo Classman para utilizar com o Precision do Leo, posicionei um Sennheiser MD421II no lugar do SM57 e passei a enviar o sinal ao Neve Amek Purepath CIB. Splitei o sinal através do Radial JDV Mk.3 para mais 2 pré-amplificadores, o Focusrite ISA428 e o Universal Audio LA610, assim, com 4 sinais de baixo, iniciamos a tarefa... Que acabou muito rápido, visto que o Leo estava com a trilha na ponta dos dedos, e após passar o dia todo decorando o novo arranjo e estrutura, já sabia exatamente o que fazer. Deixamos ele ficar alguns minutos tocando junto da música e daí sim iniciei a gravina. Acertamos alguns detalhes do arranjo do solo e pronto!
Tarde da noite, depois de um longo dia, encerrávamos a sessão com a sensação de missão bem cumprida!
Que venha o Lucas!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!









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Online!

Segunda-feira dia 26 de setembro...
Seria um dia longo e logo cedo eu abria as porteiras para receber primeiramente o Foca, vulgo André Zinelli, e depois o meu amigo Lucas Restori que retornava para gravar seu novo single, mesmo sob meus protestos de que ele ainda deveria continuar divulgando seu álbum debut. Mas tudo bem, ele tinha suas motivações hehe.
Trabalhar com o Lucas é sempre um desafio, no bom sentido, pois o Lucas não para um segundo e é muito importante conseguir gerenciar corretamente todas as informações, prazos e ambições e traduzi-las em uma produção bem sucedida em tempo hábil de forma sadia. Nesta data faziam poucos dias que eu havia recebido a honra de ser escolhido pelo Lucas para mais esse trabalho, de forma que eu tive apenas um dia para traduzir as idéias do Lucas, que quase sempre chegam na forma de uma linha melódica, uma letra, uma, ainda bruta, idéia de harmonia e algumas idéias de direcionamento e texturas. O convite inicial era para que eu tocasse também bateria como aconteceu no disco, porém, forçado pela sinceridade, estava muito enferrujado, de forma que seria trabalhoso demais me ter como baterista e com isso convidamos o Foca para a empreitada, que além de grandes idéias estava totalmente em forma. Então. Com a ampulheta derramando seus grãos contra nós, fomos ao trabalho. Eu sabia que a produção seria quase que totalmente online e desafiaria minhas habilidades de objetividade, e era exatamente neste ponto que eu me agarraria e direcionaria o trabalho.
Optei pela nova sala Maragato, pelo meu kit Pearl e caixa Ludwig Supraphonic. Peles duplo filme clear nos tambores, caixa com afinação média e bumbo sem a pele de resposta. Eu buscava um som bastante natural e orgânico porém com uma boa dose de "plastificação". Enquanto preparávamos a sala eu e o Lucas íamos estudando as idéias e montando a estrutura do tema, e conforme eu mostrava a ele minhas idéias e arranjos íamos definindo o andamento da carruagem. Assim que finalizamos, foi a vez do Foca meter ficha. Como fiz com toda a produção, gravei "sobrando" ou seja, fiz o Foca gravar todas as idéias em diversos takes diferente, para que eu pudesse editar, cortar, mover, fazer um comp das faixas e etc., conforme eu fosse podendo ouvir melhor as coisas se encaixando. Após selecionarmos o set de pratos iniciamos a microfonação. Para o bumbo fui de AKG D112 e enviei o sinal ao Universal Audio LA610. Para a caixa, posicionei meu chapéu-anti-hi-hat-dos-infernos e meu Shure SM57 sem transformador enviando o sinal ao Neve AMEK Purepath CIB. Para os tambores fui de Sennheiser MD421II e enviei o sinal as pré-amplificadores da Focusrite/Digidesign Control 24. Os microfones de ambiência, um par de Shure KSM44 enviei ao Focusrite ISA428 e em seguida ao Universal Audio 1176 e por fim, os overheads, um par de Shure KSM109 com as cápsulas atenuadas, enviei também ao Focusrite ISA428 e em seguida ao Manley Massive Passive. Finalmente, para a esteira, usei outro Shure SM57 e enviei o sinal ao Avalon VT737sp. Hora de gravar. E assim fomos até darmos por cumprida a missão desse post, pois muito mais tinha o dia a oferecer e ele se estenderia ainda por muitas e muitas horas, mas deixemos ao próximo post...

Um dos pontos fortes, que mais tarde se mostrou absolutamente necessário, foi o Lucas ter levado sua nova câmera e uma luz que ele montou para fazer a iluminação correta pro clipe que ele faria depois "é muito escuro pra filmar" dizia ele, e com razão.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!





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sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Violas da Gangue parte 2.

Sexta. 23 de setembro.
As porteiras de abriam para receber novamente o pessoal da Gangue do Batidão. E chegava por aqui a mesma trupe da sessão anterior, Rodrigo Rosa, Jefinho Jackson, Cleber Silva e César Martins, e vinham com o mesma mesma missão da sessão anterior. Finalizar as captações de violão para o futuro DVD do povo. Da sessão anterior para esta nada mudou no signal chain, mas sim houveram alguns poucos ajustes de posicionamento e regulagens, principalmente quando passamos para a captação das trilhas de violão nylon. O que posso afirmar é que foi mais um dia longo onde o Foca, vulgo André Zinelli e eu, ficamos bastante cansados mas felizes com o som e com a quantidade de risadas do dia.

Foi isso! Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!












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quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Baixos com o IGAP.

Quinta-feira 22 de setembro e eu voltava a receber o pessoal da turma do Técnicas de Gravação do IGAP. Missão da aula do dia? Baixo. Deixa eu iniciar agradecendo de antemão o irmãozinhão André Lacet, vulgo Gordinho, da banda ZeroDoze por ter emprestado seus belíssimos instrumentos para a turma. Do Gordinho "roubamos" para a sessão dois de seus filhos, um MusicMan Stingray 5 cordas e um Fender Precision. Na última sessão eu não cheguei a explicar corretamente então aqui vai. No curso de Técnicas, os alunos mesmos tocam as trilhas e compõe tudo on-the-go. Sem tempo de respirar ou pensar. Sim, a idéia é captar com erros, com imperfeições, para que isso possa ser visto durante a mixagem. E foi assim que o Foca na sessão de bateria criou a trilha de 1 minuto sem nenhuma guia, apenas o click e em um take. E foi assim que o Murilo gravou os baixos ouvindo a bateria e click e com direito a não mais que um take. Bem, fora isso, devo dizer que obviamente estudamos técnicas de captação de baixo e foi muito legal pois até eu pude re-experimentar algumas coisas hehe.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!








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