terça-feira, 26 de julho de 2011

Projeto Pantana parte 2.

Mesmo tendo ido dormir tarde e endurado 10 horas de trabalho no dia anterior, acordei cedito na terça-feira para preparar toda a sala para captar as baterias. Combinei com o pessoal que subissem da pousada até o estúdio lá pelas 13 horas e por isso acordei as 10 da manhã. Acertei a afinação do kit do Ique, uma RMV Expression de Bapeva muito bonita, montei tudo, acertei a microfonação, posicionamento e acertei a ambiência da sala. O transporte ficou assim:
Bumbo - AKG D112 - Neve Amek Purepath CIB.
Caixa - Shure SM57 sem transformador utilizando o chápeu-anti-hi-hat-dos-infernos - Avalon VT737sp.
Esteira - Shure SM57 - Universal Audio LA610.
Tom e surdo - Sennheiser MD421II - Focusrite ISA428.
Overheads - Em padrão X/Y pûs um par de Shure KSM109 com a cápsula atenuada - Focusrite ISA428 - Manley Massive Passive.
Room mics (microfones de ambiência) - Shure KSM44 - Focusrite/Digidesign Control 24 - Universal Audio 1176.
No horário marcado o pessoal chegou e ficamos aguardando o Ray Z que viria trazendo as baquetas e pratos do Ique que vinham pelo correio e que o Ray teve de buscar na rodoviária, de forma que o Ique ficou praticando. Assim que o Ray chegou iniciamos a empreitada. Levamos algum tempo terminando de acertar o som do kit fazendo algumas modificações de posicionamento e aplicação de damping e, sem muita surpresa, a caixa escolhida acabou sendo minha Ludwig Supraphonic '69. Hora de acertar a mixagem de fones. Levamos algum tempo até acharmos a regulagem da qual conseguiríamos extrair o necessário da performance do Ique, mas depois que achamos a "mãnha", daí foi tranquilo. Mais uma vez o fone de ouvido Direct Sound Extreme Isolation EX29 matou a pau! Ele é impressionante. Lá pelo fim da tarde finalizávamos esta etapa. Fim? Que nada. Hora de captar as guitarras. Após desmontarmos a sala parti para preparar o setup de guitarra. Os guris desceram para comer algo enquanto eu editava as baterias para a captação que seguiria. O amplificador escolhido foi o Marshall JCM800 e para o transporte fui de Cascade Gomez e Shure SM57 sem transformador. O sinal do Gomez foi ao audioFARM Electronics A312, então ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. O SM57 foi ao Universal Audio LA610 e então ao Manley Massive Passive. O Pohl deu de mão na Gibson Custom do Ray e foi para junto do amplificador para minimizar ao máximo ruídos. E assim deu início à jornada... Era muito material. Muito mesmo. O Pohl se puxou e captou tudo em tempo record. Logo após desfiz o setup e preparei o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head e a caixa 4x12" Marshall JCM900A para captar as trilhas de guitarras limpas, já que para tanto os amplificadores Serrano são imbatíveis. Depois de 12 horas de trabalho non-stop o corpo começa a se aproximar da exaustão e o julgamento começa a falhar, de forma que vencer as últimas trilhas parecia uma tarefa inacabável e cada minuto uma eternidade. A 1 da manhã dávamos por encerrada a sessão! O pessoal ainda foi fazer um churrasco para relaxar na área de recriação da pousada mas fui obrigado a perder a confraternização pois o combustível havia acabado. Combinávamos então de nos re-encontrarmos às 14 horas...

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!







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