domingo, 31 de julho de 2011

Constan____pla!

Domingo dia 31 de julho e também na segunda dia 1 de agosto...
Eram os dias em que captaríamos as baterias para o 3º disco da ZeroDoze. Trabalho este que estou encarregado da produção musical junto do amigo Ray Z. Desde o início eu já dizia "não vai dar", mas mesmo assim o pessoal resolveu insistir (piada interna). Pois então, decidimos por utilizar meu fiel e velho kit Pearl para a empreitada, de forma que quando o pessoal aportou por aqui, falo do Gordinho, vulgo André Lacet, do Alemão, vulgo Cristiano Wortmann, e do Tino, vulgo Alberto Andrade, além do Ray Z claro, eu já tinha o kit e a microfonação toda pré-acertada esperando apenas pela regulagem fina do Tino. Após um bate-papo e em mãos de todas as notas de pré-produção, iniciamos. Como em todo setup de batera, a montagem levou um tempinho. Optei pela sala Chimango. O kit era bastante complexo pois mudaríamos de caixa constantemente, mudaríamos de pratos e até de tambores.
Mas enfim, o transporte das texturas ficou assim:
Bumbo in - AKG D112 - Universal Audio LA610.
Bumbo out - Rode K2 - audioFARM Electronics A312.
Caixa top - Shure SM57 sem transformador e com o chapéu-anti-hi-hat-dos-infernos - Neve Amek Purepath CIB.
Esteira - Shure SM57 - Avalon VT737sp.
Overheads - Shure KSM109 - Focusrite/Digidesign Control 24 - Manley Massive Passive.
Hi-hat - Rode NT5 - Focusrite ISA428 - DBX 160A.
Room mics - Shure KSM44 - Focusrite/Digidesign Control 24 - Universal Audio 1176.
Tons - Sennheiser MD421II - Focusrite ISA428.
Acertamos o damping e fiz pequenos ajustes no posicionamento. Acertei a ambiência e pronto. Após ajustarmos a mixagem de fones pro Tino com o Direct Sound Extreme Isolation EX29 foi moleza, o Tino é um monstrinho e sentou a mão com precisão quase cirurgica de forma que gravar as baterias foi um passeio, e tanto no domingo quanto na segunda tudo correu muito tranquilo e divertido. Quase não parecia trabalho! =)
Preparem-se pra uma patada MESMO.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!










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quarta-feira, 27 de julho de 2011

Projeto Pantana parte 3.

Quarta-feira dia 27 de julho.
Descansado, mas ainda cansado, nos reencontrávamos para a última parte de nossa longa jornada. Desmontamos a sala enquanto conversávamos. Era hora do João Pedro captar as trilhas de baixo. Utilizei mais uma vez o super DI Radial JDV Mk3 como plataforma para gerar os sinais. O primeiro enviei ao audioFARM Electronics A312, então ao Manley Massive Passive e então ao DBX 160A. Um segundo sinal enviei ao Universal Audio LA610 e um terceiro ao Avalon VT737sp. Pronto. Eu tinha tudo que precisava para o que der e vier. Bóra! E assim, com muita tranquilidade e atenção o João foi registrando os takes. Ao fim de umas 2 horas tínhamos o material necessário. Hora de captar as vozes do povo. Eu não sabia exatamente qual cápsula utilizar para o Kiko, mas sabia que não seria o Manley Reference Cardioid. O Kiko tem uma característica bastante brilhante de forma que eu imaginava que um microfone FET poderia resultar em um melhor desempenho, mesmo assim, conhecendo as características agressivas do Rode K2, resolvi posicioná-lo também e assim ter maior possibilidades para a mixagem e o blending do sinal. O sinal do Shure KSM44 enviei ao Neve Amek Purepath e então Universal Audio 1176 para um segundo estágio de compressão. O sinal do K2 enviei ao audioFARM Electronics A312 e a característica over-agressiva de ambos casou muito bem! Dali o sinal foi ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. Bóra! Mais uma vez tínhamos muito material à captar e seguimos por umas quatro horas registrando vozes. Ao término da missão do Kiko, o Pohl voltou ao trabalho para captar algumas trilhas de backing vocals e somente então, lá pelas 10 horas da noite, dávamos por encerrada a missão, os guris pegavam suas coisas da pousada, nos despedíamos e eles seguiam para uma longa viagem de volta à Santa Maria. Encerráva-se um longo início de semana que apesar de cansativo foi muito bacana e produtivo, fiz bons novos amigos, me diverti e mais uma vez aprendi bastante além de testar ao extremo a capacidade de produção.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!







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terça-feira, 26 de julho de 2011

Projeto Pantana parte 2.

Mesmo tendo ido dormir tarde e endurado 10 horas de trabalho no dia anterior, acordei cedito na terça-feira para preparar toda a sala para captar as baterias. Combinei com o pessoal que subissem da pousada até o estúdio lá pelas 13 horas e por isso acordei as 10 da manhã. Acertei a afinação do kit do Ique, uma RMV Expression de Bapeva muito bonita, montei tudo, acertei a microfonação, posicionamento e acertei a ambiência da sala. O transporte ficou assim:
Bumbo - AKG D112 - Neve Amek Purepath CIB.
Caixa - Shure SM57 sem transformador utilizando o chápeu-anti-hi-hat-dos-infernos - Avalon VT737sp.
Esteira - Shure SM57 - Universal Audio LA610.
Tom e surdo - Sennheiser MD421II - Focusrite ISA428.
Overheads - Em padrão X/Y pûs um par de Shure KSM109 com a cápsula atenuada - Focusrite ISA428 - Manley Massive Passive.
Room mics (microfones de ambiência) - Shure KSM44 - Focusrite/Digidesign Control 24 - Universal Audio 1176.
No horário marcado o pessoal chegou e ficamos aguardando o Ray Z que viria trazendo as baquetas e pratos do Ique que vinham pelo correio e que o Ray teve de buscar na rodoviária, de forma que o Ique ficou praticando. Assim que o Ray chegou iniciamos a empreitada. Levamos algum tempo terminando de acertar o som do kit fazendo algumas modificações de posicionamento e aplicação de damping e, sem muita surpresa, a caixa escolhida acabou sendo minha Ludwig Supraphonic '69. Hora de acertar a mixagem de fones. Levamos algum tempo até acharmos a regulagem da qual conseguiríamos extrair o necessário da performance do Ique, mas depois que achamos a "mãnha", daí foi tranquilo. Mais uma vez o fone de ouvido Direct Sound Extreme Isolation EX29 matou a pau! Ele é impressionante. Lá pelo fim da tarde finalizávamos esta etapa. Fim? Que nada. Hora de captar as guitarras. Após desmontarmos a sala parti para preparar o setup de guitarra. Os guris desceram para comer algo enquanto eu editava as baterias para a captação que seguiria. O amplificador escolhido foi o Marshall JCM800 e para o transporte fui de Cascade Gomez e Shure SM57 sem transformador. O sinal do Gomez foi ao audioFARM Electronics A312, então ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. O SM57 foi ao Universal Audio LA610 e então ao Manley Massive Passive. O Pohl deu de mão na Gibson Custom do Ray e foi para junto do amplificador para minimizar ao máximo ruídos. E assim deu início à jornada... Era muito material. Muito mesmo. O Pohl se puxou e captou tudo em tempo record. Logo após desfiz o setup e preparei o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head e a caixa 4x12" Marshall JCM900A para captar as trilhas de guitarras limpas, já que para tanto os amplificadores Serrano são imbatíveis. Depois de 12 horas de trabalho non-stop o corpo começa a se aproximar da exaustão e o julgamento começa a falhar, de forma que vencer as últimas trilhas parecia uma tarefa inacabável e cada minuto uma eternidade. A 1 da manhã dávamos por encerrada a sessão! O pessoal ainda foi fazer um churrasco para relaxar na área de recriação da pousada mas fui obrigado a perder a confraternização pois o combustível havia acabado. Combinávamos então de nos re-encontrarmos às 14 horas...

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!







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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Projeto Pantana parte 1.

Segunda-feira dia 25 de julho,
iniciava uma semana que ia provar a capacidade de produção do rancho, pois tínhamos uma missão árdua pela frente, receber o pessoal do Projeto Pantana de Santa Maria e em 3 dias produzir 3 músicas completas sem comprometer a qualidade do trabalho. Assustador? Bastante. Bóra! Acordei cedásso e esperava o povo lá pelas 9 horas da matina mas por diversos motivos o pessoal acabou chegando por aqui apenas lá pelas 11 badaladas da manhã. O Ray Z, produtor deste EP do pessoal, chegava guiando o povo e eu abria então as porteiras para receber o Kiko Spohr, o Eduardo Pohl, o João Pedro Wiznievski e o Henrique Schreiber. Logo que chegaram, após um rápido bate-bola e devidas apresentações, tratei de acomodar o pessoal na pousada para que pudessem descarregar e comer algo antes de darmos início ao trampo. Enquanto isso eu preparava a sala Chimango para receber o pessoal para uma rápida pré-produção. Algum tempo depois e o povo subia para início a jornada. O Ray foi para dentro da sala com o povo e deram início enquanto eu preparava as sessões e gravava o que ocorria dentro da sala. Após umas 3 horas e meia os 3 temas recebiam o carimbo de OK, prontos para a produção. Fizemos mais uma pequena pausa e logo nos re-encontramos para registrar as guias que contaram com uma bateria MIDI, guitarra, baixo e voz. Em uma correria que só seria batida no próximo dia dávamos como encerrada a sessão bastante cansados.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!





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domingo, 24 de julho de 2011

Mais um exército de Gilsons.

Faltava então realizar a pré-texturização do Alemão, vulgo Cristiano Wortmann, para que encerrássemos as pré-produções para o 3º disco da ZeroDoze. Bóra! Então, lá pelas 20 horas do dia 24 de julho, domingueira, eu abria as porteiras do rancho e recebia o povo todo. Com a tarefa em mente pegamos todos os amplificadores e todo arsenal de efeitos disponíveis e levamos para dentro da sala Chimango. Armados de uma Gibson Standard, uma Gibson Custom, uma Gibson Flying V e uma Gibson SG fomos a luta para que algumas horas depois déssemos por missão cumprida a empreitada da sessão. E agora sim, que venham as gravinas.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!






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sexta-feira, 22 de julho de 2011

Tinoooooo.

Sexta dia 22 de julho...
Não demorou muito e já nos reencontrávamos. Dessa vez porém, ainda em pré-produção, eu abria os portões do rancho para receber novamente o pessoal da ZeroDoze que vinha representada pelo André Lacet e pelo Ovomal... Ou Alpa... Ou Pales... Enfim, do vulgo Alberto Andrade, por aqui chamado de Tino, e claro, do Ray Z que assina a produção junto deste que vôs escreve. Neste encontro tratamos de realizar a pré-texturização dos timbres de contrabaixo e de bateria, selecionamos os amplificadores, caixas e efeitos que seriam usados bem como aproveitei para realizar um pequeno teste de transporte com o Shure KSM44 e o Rode K2, escolhemos as caixas, set de pratos e estilo de microfonação. Levamos algumas horinhas e com tudo anotado encerrávamos a sessão com a missão cumprida!

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!





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domingo, 17 de julho de 2011

Eu aviso se estiver muito distorcido.

...
Ainda naquele domingo 17 de julho, mais a noitinha e eu recebia o pessoal da banda ZeroDoze. Sim, agora é oficial, pelo menos aqui pelo blog. Ok, este post é atrasado então não é mais novidade que estou trabalhando com o povo. Fico muito feliz em anunciar que estou à frente deste álbum assinando a produção musical e técnica ao lado do amigo Ray Z. Do que estou falando? Do terceiro disco do povo. Assim como com a Alcaphones e como todas as outras, não tenho muito o que falar quando ainda estamos na etapa de pré-produção exceto que faço aqui minha promessa, esse VAI ser o disco mais tico duro do povo aí. Aguardem!

P.S.: Eu aviso se estiver muito distorcido.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!








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Cabou as prés da Alcaphones.

Domingo dia 17 de julho.
Era dia de pré-produções e seria longo. Lá pelas 15 horas chegavam por aqui o povo da banda Alcaphones, chegavam o Pilão, vulgo Wagner de Negri, o Carlo Amaral Lopez, o Luiz Otávio Mello e o Julio Caldo Velho. Este seria o último encontro de pré-produção, ao menos para acertar o arranjo dos temas, uma vez que a próxima etapa, a pré-texturização e a preparação das guias, ainda fazem parte da etapa de pré-produção, mas enfim, era o último encontro dessa fase. E como sempre, não tenho muito o que contar novamente, exceto que está ficando muito legal e todos para que fiquem de olho no que vem por aí! Como sempre, Shure KSM44 em padrão omni ao centro da sala ouvia tudo e todos enquanto enviava o sinal ao Neve Amek Purepath CIB.

Foi isso, e que venham as texturas!
Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!














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