quinta-feira, 30 de junho de 2011

Percussando a Vera.

E ainda não tinha acabado o mês...
Na quinta-feira, dia 30, no início da tarde eu voltava a abrir as porteiras para receber mais uma voz o Luigi Vieira. Missão? Captar as percussões para o 4º álbum da banda Vera Loca. Após aquele bate-bola rápido, fomos direto ao ponto. Preparei mais uma vez a sala Chimango para a empreitada. Peguei o Manley Reference Cardioid, enviei o sinal ao Avalon VT737sp, depois ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. Acertado o fone, bóra! O Luigi deu de mão numa porção de instrumentos e montou um belo arsenal para a tarefa, que incluiu 2 meia-luas, um ovinho (shaker), meu tamboréco, agogô de madeira, 2 caxixis de tamanhos diferentes, pau-de-chuva, pandeiro e 2 chocalhos. Resolvemos abrir música por música, ouvir e então bolar o arranjo e quais instrumentos gravar. E nesse clima fomos seguindo até que umas 3 horas depois tínhamos todo o material necessário. Foi uma rápida sessão para a quantidade de material captado. Agora sim, o disco está todo captado!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!


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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Um novo conversor!

Pois bem... Quase nem deu tempo para descansar e na quarta-feira de dia 29 era hora de eu e do Sasandro acertar o posicionamento definitivo do Manley Massive Passive e refazer quase todo o cabeamento do móvel da sala Farrapos já que estrearíamos nossa nova interface... A Avid HD I/O Analog 16x16. Sim, a mais nova e top-de-linha interface da Avid está agora instalada, regulada e calibrada milimetricamente! Mas não depois de um bom caos e quase 12 horas de trabalho e litros de chimarrão! Estamos felizes!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!




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domingo, 26 de junho de 2011

Ainda mais fogo!!!!

Então,
em estado de "semi-ressaca", levantávamos cedito no domingo para o último dia da produção do tema Fogo da por enquanto Lasombra. O Dill deixou cedo a pousada para buscar o Gui, vulgo Guilherme Acauan, este, que recuperávasse de uma pereba de garganta das brabas e por isso ficou em casa até a hora H, e era chegada tal hora. Assim que os dois chegaram, pusemos rapidamente o papo e o plano em dia, dei um rápido briefing no Gui e bóra! Começaríamos com o Dill e logo, sabia que vinha porrada. O Dill canta mega-thunder-hyper-power saturado e para a faixa pedi que mantivesse o dial do ganho, na maioria do tema, entre o 4 e o 5, prepareia a sala Chimango, peguei o Manley Reference Cardioid, enviei o sinal ao audioFARM Electronics A312 pois já que era pra ser do mal, então bóra ser do mal mesmo, dali o sinal foi ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176. Lindo! Puta som! Thrashera e ainda assim mega definido e na cara! Mais uma vez repito, a Manley é minha empresa de audio favorita! Acertamos a mixagem de fones pro Dill e demos início. Levou um tempo, eram muitas linhas e muito do arranjo fomos acertando enquanto captávamos, mas foi bom que o Gui pode ir se aclimatando com como estava ficando o tema. Um bom par de horas depois e finalizávamos. Aproveitamos para comer um bóia que o Sasandro caprichou e logo seguimos. Para a voz do Gui alterei somente o pré-amplificador e fui de Neve Amek Purepath CIB. Acertamos sua mixagem de fones, passamos algumas vezes o arranjo e metemos bala! O Gui matou a pau e fez belíssimos takes! Mais um par de horas e missão cumprida? Ainda não... Hora de captar algumas trilhas de violão para a intro do tema, tarefa da qual o Sasandro assumiu o console. Como o Alex já sabia exatamente o que fazer, foi fácil, o Sasandro permaneceu com o Manley Reference como cápsula, acertou o posicionamento, enviou o sinal ao Universal Audio LA610 onde o opto-compressor estilo LA-X fez toda a diferença, e daí sim, após mais 1 par de horas, missão cumprida. Devo dizer que o fone de ouvidos Direct Sound Extreme Isolation EX-29 é maravilhoso e faz exatamente o que o nome sugere. Todos que trabalham com áudio sabem que vazamento de fones em violão é um saco, pois bem, com este fone de ouvidos, isso não é problema!
Nos despedimos do pessoal após passar um corrido e cansativo fim-de-semana que foi além de tudo muito produtivo e extremamente divertido...
...agora NÃO VAMOS FICAR NERVOSOS! VAMOS MANTER A CALMA!!
Hehe, piada interna ;)

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!







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sábado, 25 de junho de 2011

Mais Fogo!!!

...
Cedo e eu acordava. Ainda meio zumbi recebia os guris após uma breve noite de sono. Café da manhã tomado e nos tocávamos a captar o resto das coisas. A missão do dia era captar todas as guitarras e baixos. Preparamos mais uma vez a sala Chimango e posicionamos a caixa 4x12" Marshall JCM900A. Começamos testando todas as guitarras que tínhamos disponíveis e acabamos ficando com uma Strato turbinadíssima que o Alex trouxe consigo. Escolhemos o Mesa Boogie Dual Rectifier Road King e para minimizar ruídos decidimos por mandar o Alex para dentro da sala junto do amplificador já que o fone de ouvidos Direct Sound Extreme Isolation EX-29 possibilita isso. E foi golaço!
Para o transporte mais uma vez fui de Cascade Gomez, Shure SM57 (sem transformador) e Sennheiser MD421II. O resto da cadeia ficou assim, o Gomez eu enviei ao audioFARM Electronics A312, dali ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176, o SM57 enviei ao Universal Audio LA610, dali ao outro canal do Massive e então ao 1176. O MD421II enviei ao Neve Amek Purepath CIB e voilá! Tínhamos 3 sons lindos! Mais tarde adicionamos um Wah-Wah Cry Baby ao sinal para fazer um solo e foi isso. O Alex matou a pau e rapidão tínhamos todas as trilhas necessárias. Paramos para um almoço e logo o Sasandro se juntava à nós. À tarde era a vez do Henrique capturar as trilhas de baixo e então era vez do Sasandro assumir o leme. Pusemos no trabalho pela primeira vez outra de nossas novas aquisições, o Radial JDV Mk. 3, um super DI que serviu de plataforma para que gerássemos os sinais do baixo. O primeiro enviamos, para que pela primeira vez ele desempenhasse tal tarefa, ao audioFARM Electronics A312, dali ao Massive Passive e então para o DBX 160A, nooossa! Ficou um absurdo e concordo com o Sandro que foi de longe um dos melhores sons de baixo que já fizemos. O segundo sinal enviamos ao Avalon VT737sp que com sua maciez era um contraponto ao in-your-face A312, o 3º e último sinal enviamos ao LA610 e pronto. Agora era com o Henrique. Apanhamos um pouco, mas não culpa do Henrique e sim ao fato de que para esta trilha o baixa faria uma costura delicada entre groove, harmonia e melodias, de forma que muito de seu arranjo foi alterado conforme íamos captando. Próximo das 10 da noite terminávamos a sessão com a missão cumprida! Hora do... Churrasco!! E gente... Ok, não é uma notícia assim tão musical mas preciso contar aqui. Essa noite vai ficar marcada pra sempre hehe pois foi uma das noites em que mais ri em toda minha vida!! Tentem imaginar TODOS pegando todos os vídeos mais engraçados que conhecem e pondo um atrás do outro... O mesmo com casos de estúdio, piadas, "pérolas musicais". Juntem isso com uma bela cervejada e terminem com "High's Cu Musical Parte 1"... Nossa. Passei mal hehe.

Continua...
Life's too short for bad tones!






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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Fogo!!!

Sexta-feira... Dia 25 de junho. Deixem-me explicar. Eu precisava realizar a produção relâmpago do que por enquanto ainda é conhecido por aqui como a banda Lasombra. Tínhamos 3 dias para fazer a pré-produção e toda a captação do novo single do povo. Obviamente que não conseguiria realizar a tarefa sozinho, e por isso, o Sasandro vinha para me ajudar a produzir o material. Cantavam 8 badaladas de mais uma manhã chuvosa quando aportava por aqui o povo montenegrino, o Henrique Giaretta, o Alessandro W. H., o Rafael Kniest e o Felipe Dill. Enquanto o Sandro contava carneirinhos, eu e os guris nos acomodamos, pusemos o papo em dia exercitando a goela, demos alguns boas risadas, levamos as coisas à pousada, conversamos sobre o tema à ser produzido, traçamos rapidamente um plano e já nos grudamos à captar as trilhas guia. Sabíamos que a missão seria longa, então bóra!
Logo após fazermos as guias, nada mais que uma voz simples, um bateria programada, click, uma guitarra simulada e um baixo, comecei a preparar a sala Chimango para a empreitada. Mais uma vez posicionei meu bom e velho kit Pearl, ajustei a afinação e iniciei o planejamento do transporte e input-list. Como caixa optei pela infalível Ludwig Supraphonic '69 e utilizamos quase todos os pratos do Rafa com exceção do hi-hat, splash e china, os quais optei por meus Wuhans série Traditional. No fim das contas ficou assim. O bumbo sem a pele de resposta e com bastante damping foi captado via AKG D112. Ávido por pôr o Manley Massive Passive no trabalho, enviei o sinal do microfone ao audioFARM Electronics A312. Decidi por equalizar após a compressão para evitar que os lindíssimos agudos acentuados pelo EQ clipassem. Na caixa, pûs mais uma vez meu Shure SM57 sem transformador utilizando meu chapéu anti-hi-hat-dos-infernos e enviei o sinal ao Universal Audio LA610, comprimi e dali enviei ao Massive Passive. Mais uma vez comprimi e depois equalizei. Para a esteira enviei o sinal de mais um SM57 agora ao Avalon VT737sp. Os tons captei como de costume com os Sennheiser MD421II e enviei os sinais ao Focusrite ISA428. Conforme eu ia acertando o som das peças ia aplicando o damping necessário. Como overheads, em posicionamento X/Y sobre o kit, usei meu par de Shure KSM109, com a cápsula atenuada, e enviei o sinal aos pré-amplificadores da Focusrite/Digidesign Control 24. Finalmente, para os microfones de ambiêcia, ou room mics, fui de Shure KSM44 com a cápsula atenuada e em padrão polar omnidirecional. Pronto. Acertamos os últimos detalhes do arranjo e... Bóra almoçar pois já era próximo da hora da sesta. O Dill fez um super de um molho e nos atracamos, literalmente, de unha e dente em uns super cachorro-quentes que realmente aniquilaram a pênis! Enquanto comíamos íamos acertando arranjos, planos, etc. Quando chegou a hora do Rafa sentar a palheta, o novo fone Direct Sound Extreme Isolation EX-29, recente aquisição, mostrou-se uma das melhores novidades que trouxemos até o rancho. Acertamos a mixagem de fone, tínhamos volume de sobra e o vazamento? ZERO! Aí foi fácil, após passar o som algumas vezes começamos a sentar a lenha e pouco tempo depois já tínhamos o material necessário. Por aí o Sandro juntava-se à nós. E lá pelo início da noite era hora de trocarmos os postos, eu dirigia-me à cama, o Rafa estava de missão cumprida e o Sandro assumia o posto para captar o talento nas teclas do Evandro Tiburski, que vinha até o rancho para, além de captar inúmeras trilhas MIDI, também para compartilhar as risadas. Utilizamos o controlador MIDI M-Audio que estava de mau humor mas cumpriu com sua função. O Evandro, além de tudo, ainda ajudou muito nos arranjos e somos muito gratos por isso, principalmente porque no mesmo dia sua escola de música, a Raio de Sol foi assaltada! =(
Era uma quantidade enorme de material para registrar de forma que quando acordei, lá pelas 23 horas, eles ainda estavam na função. Quando chegávamos ao dia 26 finalizávamos a sessão, nos despedíamos, organizávamos os planos para o próximo dia e bóra pra cama! O Dill ainda foi dar uma carona ao Evandro e eu e o Sandro ainda ficamos até umas 4 horas da manha projetando algumas coisas para a reforma da sala Maragato.

Continua...
Life's too short for bad tones!

















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Mais mixes com o Expresso.

Era isso pra quinta-feira? hehe que nada...
Na madrugada de quinta para sexta-feira, iniciando-se a meia-noite aportavam aqui pelo rancho o pessoal do Expresso, mais precisamente o Gabriel e o Rodrigo Mendes, e o Gaspar. Missão? Seguir mixando e fazendo pequenos ajustes na mixagem do novo DVD do pessoal. Nas mãos do Rodrigo, produtor do pessoal, a coisa seguiu-se até pelo menos umas 5 horas da manhã... Eu? Já estava na cama, uma vez que o Rodrigo além de produtor é um engenheiro de mão cheia e, agora que já está aclimatado com as dependências e estrutura do audioFARM, não precisa de meu auxílio.

E foi isso!
Um forte abraço.
Bring me sound and I'll make you music!



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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Enfim. Versão Baltimore.

Enfim, era hora do último encontro com a banda Baltimore... Na mesma quinta feira dia 23 de junho, à noitinha, e eu abria as porteiras do rancho para receber o povo. Missão? Gravar as vozes para o EP do pessoal e os últimos overdubs de guitarra do pessoal. Para tanto vinha ao rancho toda a trupe e o Ray Z. Começamos direto com o Slashinho, vulgo Marcelo Allende, e sua Epiphone Custom Signature Slash. Armei a caixa Marshall JCM900A ao centro da sala Chimango, preparamos o amplificador de guitarra Mesa Boogie Dual Rectifier Road King e pronto. Ávido por pôr em atividade os brinquedos novos, não tive dúvidas, pequei o Cascade Gomez enviei o sinal ao audioFARM Electronics A312 e em seguida ao Manley Massive Passive para então mandar ao Universal Audio 1176. Lindo! O Massive é simplesmente mágico! Depois peguei meu Shure SM57 sem transformador, posicionei-o e enviei seu sinal ao Universal Audio LA610 e então ao Massive Passive. Novamente, nossa! Ficou lindo. Daí foi vez do Slashinho sentar a palheta e rapidão dar cabo desta etapa. Hora das vozes. Se já estávamos abismados com o Massive daí sim foi a redenção. Ainda na sala Chimango preparei o Manley Reference Cardioid para que o Ijuí, vulgo Gabriel Costa, fosse lá e chamasse na goela. Enviei o sinal ao Neve Amek Purepath Channel in a Box, realizei a estabilização do sinal no 1º estágio de compressão e então mandei ao Massive... Credo, parecia pronto! Enviei então ao UA 1176 para um segundo estágio de compressão e voilá! O Ijuí aniquilou a pênis e logo já tínhamos todo o material necessário. Foi daí que ocorreu algo que tem acontecido poucas vezes por aqui. Hora do Slashinho registrar uns backing tracks... E o Reference Cardioid se mostra não ser o microfone para ele. Foi então que o Shure KSM44 se mostrou um casamento mais adequado para sua voz. E daí sim, pouco tempo depois podíamos dizer... Missão cumprida e eu, muito feliz com o resultado e o brinquedo novo! Que venham as mixes!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!










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Massivando!

Mazaaah!
Quarta-feira seria um dia especial... Lá pelas 10 da matina e eu abria as porteiras do rancho pra receber o Diego Dias e logo seríamos acompanhados pelo Ray Z, missão? Captar algo que nem eu esperava e foi uma grata surpresa, uma gaita para uma das canções do disco novo da Vera Loca. Logo que o Diego chegou, pusemos o papo em dia e a par da missão me preparei para a empreitada. Ouvi o som do bichano, uma belíssima Scandalli e peguei o Manley Reference Cardioid para captar as teclas. Pensei um pouco, relutei, e graças ao bom Deus peguei também um Shure KSM44 e o posicionei de forma a captar a baixaria do brinquedo. Bem, até aí tudo bem... Por que especial vocês se perguntam? Há, na noite anterior, como vocês verão nas fotos abaixo, eu e o Sasandro, não conseguimos resistir à tentação e já pusêmos no ar o Manley Massive Passive, mesmo que em carácter provisório e daí era óbvio que não importaria o que eu fosse gravar hoje, ele já mostraria suas armas! E o primeiro "wow" já surgiu! Que puta som de baixaria meu Deus! Mesmo em uma gaita "pequenina" e mesmo microfonado em um local que não é exatamente o "sweet spot" para a tarefa. O Massive é assustadoramente silencioso, natural e musical! Após acertarmos o som foi fácil, o Ray acertou os detalhes do arranjo com o Diego e este sentou o dedo e após algumas poucas passadas já tínhamos o material em não mais que uma horinha de trampo. Despedímo-nos do Diego e seguimos mixando e fazendo ajustes nos backing vocals das trilhas até o fim da sessão quando demos por encerradas as atividades do dia.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!










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