sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um bumbo que é uma tempestade!

É verdade!
Quarta-feira foi dia de captar as trilhas de bateria para o último tema da Teto e Muro. O nome do tema? Tempestade. O dia havida sido puxado, pedi ao Capanga, vulgo Eduardo Sarrafo, que ligasse ao Guilherme Borsa e pedisse ao mesmo que trouxesse algumas Heinekens. Abrimos as porteiras do rancho para receber o Guilherme e o Eduardo Polidori lá pelas 21 horas. Durante toda manhã e tarde passamos fazendo algo que o estúdio muito precisava... Limpeza e organização! Depois de, literalmente, semanas funcionando no modo non-stop, essa foi a oportunidade de pôr as coisas em dia. Após a limpeza me grudei em preparar a sessão. Eu já sabia o que queria e fui direto preparando o kit da forma que eu tinha em mente. Peles duplo-filme clear, caixa Ludwig Supraphonic afinada baixa, pouca atuação de esteira e um kit de pratos misto porém o com um hi-hat bastante brilhante e "berrão". Mais uma vez fui direto para a sala Maragato, desta vez porém, eu tinha uma idéia diferente de ambiência e alterei um pouco o posicionamento do kit pensando principalmente nos room mics, ou microfones de ambiência. A explicação para o restante do título do post porém, vêm em seguida. Parti para o transporte e de cara eu queria ouvir o audioFARM Electronics A312 no bumbo. Durante nossos testes iniciais ele se saiu bem, com características que qualquer som pesado iria adorar, de forma que agora eu veria ele em ação. AKG D112 enviando à ele. Na caixa um Shure SM57 sem transformador enviando ao Universal Audio LA610. Na esteira um Shure SM57 enviando ao Avalon VT737sp. Os tambores sendo captados com Sennheisers MD421II e enviando ao Focusrite ISA428. Os overheads sendo captados com Shures KSM109, com as cápsulas atenuadas, enviando aos pré-amplificadores da Focusrite/Digidesign Control 24. Os room mics, microfones de ambiência, foram um par de Shures KSM44 em padrão omni enviando à dois prés da Focusrite ISA428 com os compressores Universal Audio 1176 no insert dos canais. Pois bem, o posicionamento diferente que fiz do kit para melhor ajuste dos microfones de ambiência resultaram em uma sonoridade linda, mais planos, com uma melhor definição nos graves e menor captação de altas, ainda que com a mesma definição. Provavelmente eu volte à usar o posicionamento anterior em diversas situações futuras mas acredito que como fiz na quarta seja possivelmente meu novo ponto de partida pois gostei muito. O bumbo! Vamos ao bumbo! O A312 se tornou meu novo go-to sempre que eu tiver que captar alguma coisa vinda de um falante de guitarra, isso eu já havia dito em posts anteriores. Porém, agora ele é também meu go-to para o bumbo! Não, não é exageiro. Todo mundo sempre disse "API é lindo na bateria" e "este pré é o pré do rock", logo, ele teria que ser perfeito em bateria de rock correto? Porém, quando realizamos os testes, logo após montagem do protótipo... Ele se saiu bem, mas solado ele não chegou a ganhar da concorrência, de forma que o Universal Audio LA610 continuava meu favorito com o Neve Amek Purepath CIB em segundo lugar. Eu conseguia imaginar ele nos bumbos de um kit para o heavy metal, mas esse não era o caso. De qualquer forma, era ouvir pra crêer já que o Neve estava em stand-by... Pois então, na mix, ele ficou simplesmente assombroso! De forma que quase não pude acreditar a diferença! A compressão natural do pré-amplificador é mágica e consegue não trazer para cima o bleeding enquanto comprime forte de forma muito musical, e, com um noise floor negligente! O punch e a definição fazem os transientes pularem pra fora e o grave, que solado parecia deficiente, soou muito sólido e definido realçando perfeitamente as fundamentais do instrumento. Enfim estou apaixonado novamente! =)
O som ficou lindo, o Dudu matou a pau e rapidão tínhamos todo o material. Lá pela meia-noite encerrávamos a sessão!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!





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