sábado, 30 de abril de 2011

Ballahalls!

Então... Lá vai nóis travêis hehe. Mais uma parceria que vai ser muito bacana, já que de cara devo dizer que não tem como a experiência ser ruim com caras como esses da Ballahalls! O povo é muito gente boa, trouxeram chocolate, refri, salgadinho e não param de fazer piada hehe. Pois é, deixem-me apresentá-los e dizer "foi dada a largada!" para o pessoal da banda Ballahalls. Mais um projeto que o seu Ray-Z trás para estas bandas de cá e que fico honrado em participar. Confesso que nesse trabalho tô é na parte técnica mesmo. Tá eu explico. É um single e nessa sexta-feira foi a primeira sessão. O Ray já havia me mandado de antemão as trilhas guias e eu já havia preparado a tudo. Conversamos sobre a sonoridade e fiz então a seleção do input-list para captarmos a bateria. Como eu dizia, lá pelas 20 badaladas eu abria as porteiras do rancho pra receber o povo, Ray-Z, Eduardo Vandré, Ney Francisco e Digo Bonzanini. Kit montando na sala Maragato, caixa Ludwig Supraphonic, inner chamber brilhante, outter chamber mais dark. Muito da microfonação eu já havia feito antes do povo chegar, de forma que dado as demoras normais de uma sessão de bateria, esta foi muito rápida e já saiu editada! =) Mas vamos a parte técnica da coisa que foi acompanhada de perto pelo Ney que com olhos e ouvidos atentos não deixava nada passar! =)
Como ele tem estúdio também, e vai ler esse post hehe, eu esmiuçarei (é assim que escreve?) um pouco mais. Para o bumbo, fui de AKG D112, posicionei a uns 5 cm do centro da pele batedeira angulado olhando de cima pra baixo em mais ou menos 45º. O sinal enviei ao audioFARM Electronics A312 e não precisei mais nada, pad ativado, ganho alto e tava lá aquela "auto-compressão" mágica, gordo e bem definido ainda que orgânico e com aquela característica de "som familiar". Para a caixa peguei meu Shure SM57 sem transformador (te mostro como faz em nosso próximo encontro se tu te interessar). Pûs meu "chapéu-anti-hi-hat-dos-infernos" posicionado a 5 cm de altura e 5 cm "para dentro" da caixa olhando perfeitamente ao centro da pele batedeira. Optei assim pois eu queria usar o efeito de proximidade da cápsula uma vez que a Supraphonic é uma caixa com registro mais alto. Enviei o sinal ao Universal Audio LA610, que é uma excelente opção quando se usa um SM57 sem o transformador, já que retirá-los faz com que a impedância de saída do microfone caia lá pros 600 ohms e o LA610 lhe dá a opção de um casamento bem legal com a chavinha dos 500 ohms. =)
A esteira fui de SM57, dessa vez a versão normal, e enviei ao Avalon VT737sp que tô apaixonado com o som de esteira dele! Lindo e mega-detalhado. O opto-compressor dele com a característica naturalmente lenta soa muito bonito, neste caso, mais ainda "apertando" bastante e com attack mega-"rápido". Para explicar, como ele é lento, mesmo na configuração mais rápida ele não é veloz o bastante para machucar o transiente inicial do ataque da esteira. Experimenta saturar bem, mas beeeeeeem, a sessão de pré dele...
Para os tons, fui de Sennheisers MD421II sem atenuação e sem nenhum damping nos tambores, aproximadamente a 8 cm de altura e 5 cm "para dentro" do tambor olhando para o centro da pele batedeira, desse modo eu teria maior foco. O sinal mandei aos Focusrite ISA428 com impedância em 1400 do modo ISA110.
Para os overheads fui de Shures KSM109 com a cápsula atenuada e em X/Y 90º ao centro e próximo ao kit pois queria mais definição dos pratos e deixar a ambiência meio que uma exclusividade dos room mics. Esses, foram um par de Shures KSM44 em padrão omni posicionados em A/B com distância "precisa" de 1 para 3 do centro do kit, nesse caso, o bumbo. 45 cm do chão. Enviei o sinal à Digidesign/Focusrite Control 24 e então ao Universal Audio 1176 e ali esmaguei bem. Por último, um Rode NT5 procurando "olhar só pro hi-hat" usando assim o padrão polar dele pra tentar diminuir o bleeding do resto do kit. Só para dar definição ao hi-hat. O sinal mandei ao Neve Amek Purepath CIB, cortei bastante e comprimi bastante. Voilá!
Senta a mão aí! De resto foi fácil. Acertamos a mix de fones, fizemos alguns ajustes na guia e alguns takes depois eu já tinha o material necessário. Realizei uma rápida edição e Tã-rã! Missão cumprida!

Forte abraço e até a próxima!
Bring me sound and I'll make you music!








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Backingzando a Vera.

Então!
Essa semana foi muito legal e até que tenho algum material "fotado" para mostrar. Então antes que a memória escoe simbóra! Terça-feira, 13 badaladas e abriam-se as porteiras do rancho para receber a turma da Vera Loca. Mais uma vez aportavam por aqui o Fabricio Beck, o Mumu e o seu Ray Z. Missão? Adicionar umas vozes à um dos temas que mixei semana passada e mandar pro forno! Tal tema esse será o novo single da turma e assumo sem papas, tá muito foda! Bem, mas vamos as fotos. O pessoal já veio com uma idéia bem definida na cachola de forma que facilitou muito, taquei o Manley Reference Cardioid na sala Chimango pois eu queria uma textura diferente na ambiência dos backing tracks, posicionei tudo no centro e sem nada ao redor. Enviei o sinal ao Neve Amek Purepath CIB, depois ao Universal Audio 1176 e bóra! Começamos dobrando a voz principal, aliás, triplando a voz hehe. Depois sim o seu Mumu foi lá e sentou a goela. Com os ouvidos atentos do Fabricio e do Ray rapidão a missão estava cumprida e realmente os arranjos trouxeram outras cores aos trechos em que foram inseridos, ficou muito legal! Finalizei a mix e mandei ao forno... =)
Foi muito legal, como sempre, bater papo com o pessoal, mas nessa ocasião em especial foi muito bom falar à respeito de algumas idéias...

P.S.: Saturation curves FTW!!! ;)

Aguardem...
e fiquem atentos ao canal de notícias do povo www.veraloca.com

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!





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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Solando com a Teto e Muro parte 2.

...E no domingo?
Mais Teto e Muro, agora para que pudéssemos finalizar os solos do último tema que havía ficado em aberto na sessão anterior, de forma que a coisa foi bem rápida não levando mais que um par de horas. A empreitada começou lá pelas 14 horas e quase não fizemos modificações, exceto por ajustes no amplificador e pelo fato de que retiramos o Fulltone Fulldrive 2 Mosfet do sinal. De resto... O Foguinho sentou a lenha e mesmo nada mais foi alterado da sessão anterior, de forma que para informações mais técnicas, confiram o post anterior.

E foi isso. Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!






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Solando com a Teto e Muro parte 1.

Mazaaaaah!
Páscoaaaaa! Feriado? Que nada, como já diriam os amigos Nei Neto e Marcel Van Der Zwam. De forma que eu fiz o que? Gravei guitarras, mais precisamente, os solos do futuro álbum debut da banda Teto e Muro. Então, sábado, lá pelas 13 horas, e eu abria as porteiras do rancho para receber o Foguinho, vulgo Vinicius Guazzelli. Ele vinha atucanado e ansioso pra "aquele outro sinônimo para tico" e me presenteou com uma caixa de bombons!!! Logo em seguida juntou-se à nós o Guilherme Borsa. Então, fomos direto acertando a coisa. Dessa vez optei pela sala Chimango. O motivo principal era o fato da maior densidade da ambiência da sala. Como eu queria captar boa parte da ambiência, eu queria uma sala bastante densa. Dessa forma, deixei a sala totalmente aberta com a 4x12" Marshall JCM900A ao centro da sala. Para o transporte peguei o Cascade Gomez e enviei seu sinal ao audioFARM Electronics A312 com o Universal Audio 1176 vindo logo em seguida na cadeia do sinal. Peguei ainda um Shure SM57, sem transformador, e enviei o sinal ao Universal Audio LA610 e novamente com um 1176 lindo logo em seguinda na cadeia. O amplificador escolhido para a empreitada foi o Mesa Boogie Dual Rectifier Road King. Gravamos o sinal de forma totalmente crua e direta sem nenhum efeito, exceto pelo Fulltone Fulldrive 2 Mosfet. O objetivo era transportar da forma mais transparente possível a pegada e a sonoridade do Foguinho e do instrumento, com todas as "imperfeições", a naturalidade e a parte real da performance.
E assim foi! Conforme o tema pedia, alterávamos as regulagens. E daí foi fácil, o Foguinho sentou a lenha e só paramos no início da noite porque o Foguinho não tinha mais dedo, eu não tinha mais ouvido e meus coroas não tinham mais paciência pra esperar por mim ao churrasco do feriado hehe.

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!




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sexta-feira, 22 de abril de 2011

Um single saindo!

E na quinta-feira?
Arrá! Pontualmente as 14 horas e abriam-se as porteiras do rancho para voltar a receber a turma da Vera Loca, chegavam no primeiro comboio o Ray Z, o Hernan Gonzalez e o Luigi Vieira, pouco tempo depois seríamos acompanhados do Fabrício Beck e do Diego Dias. Missão? Fazer a revisão da mix que eu havia realizado uns dias atrás para o single que está por vir. Foi muito tranquilo e muito bom rever o pessoal e por o papo em dia. Começamos o trampo e fomos direto acertando as pontas do tema. Depois de tudo no seu lugar aproveitamos para captar algumas, sim, algumas dobras de voz. Preparei a sala Chimango, peguei o Manley Reference Cardioid, mandei o sinal ao Neve Amek Purepath CIB e em seguida ao Universal Audio 1176. Acertamos a mix de fones e chama na goela aí Fabrício! Gostei muito do casamento da sonoridade das vozes na sala Chimango com a voz principal captada na sala Maragato. Vou repetir! Acertamos estas trilhas, fiz uma hiper-thunder-mega-rápida masterização apenas para transporte e audição e voilá! Acho que temos o primeiro som vindo por aí! =)

Fiquem de ouvidos atentos! Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!





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Um bumbo que é uma tempestade!

É verdade!
Quarta-feira foi dia de captar as trilhas de bateria para o último tema da Teto e Muro. O nome do tema? Tempestade. O dia havida sido puxado, pedi ao Capanga, vulgo Eduardo Sarrafo, que ligasse ao Guilherme Borsa e pedisse ao mesmo que trouxesse algumas Heinekens. Abrimos as porteiras do rancho para receber o Guilherme e o Eduardo Polidori lá pelas 21 horas. Durante toda manhã e tarde passamos fazendo algo que o estúdio muito precisava... Limpeza e organização! Depois de, literalmente, semanas funcionando no modo non-stop, essa foi a oportunidade de pôr as coisas em dia. Após a limpeza me grudei em preparar a sessão. Eu já sabia o que queria e fui direto preparando o kit da forma que eu tinha em mente. Peles duplo-filme clear, caixa Ludwig Supraphonic afinada baixa, pouca atuação de esteira e um kit de pratos misto porém o com um hi-hat bastante brilhante e "berrão". Mais uma vez fui direto para a sala Maragato, desta vez porém, eu tinha uma idéia diferente de ambiência e alterei um pouco o posicionamento do kit pensando principalmente nos room mics, ou microfones de ambiência. A explicação para o restante do título do post porém, vêm em seguida. Parti para o transporte e de cara eu queria ouvir o audioFARM Electronics A312 no bumbo. Durante nossos testes iniciais ele se saiu bem, com características que qualquer som pesado iria adorar, de forma que agora eu veria ele em ação. AKG D112 enviando à ele. Na caixa um Shure SM57 sem transformador enviando ao Universal Audio LA610. Na esteira um Shure SM57 enviando ao Avalon VT737sp. Os tambores sendo captados com Sennheisers MD421II e enviando ao Focusrite ISA428. Os overheads sendo captados com Shures KSM109, com as cápsulas atenuadas, enviando aos pré-amplificadores da Focusrite/Digidesign Control 24. Os room mics, microfones de ambiência, foram um par de Shures KSM44 em padrão omni enviando à dois prés da Focusrite ISA428 com os compressores Universal Audio 1176 no insert dos canais. Pois bem, o posicionamento diferente que fiz do kit para melhor ajuste dos microfones de ambiência resultaram em uma sonoridade linda, mais planos, com uma melhor definição nos graves e menor captação de altas, ainda que com a mesma definição. Provavelmente eu volte à usar o posicionamento anterior em diversas situações futuras mas acredito que como fiz na quarta seja possivelmente meu novo ponto de partida pois gostei muito. O bumbo! Vamos ao bumbo! O A312 se tornou meu novo go-to sempre que eu tiver que captar alguma coisa vinda de um falante de guitarra, isso eu já havia dito em posts anteriores. Porém, agora ele é também meu go-to para o bumbo! Não, não é exageiro. Todo mundo sempre disse "API é lindo na bateria" e "este pré é o pré do rock", logo, ele teria que ser perfeito em bateria de rock correto? Porém, quando realizamos os testes, logo após montagem do protótipo... Ele se saiu bem, mas solado ele não chegou a ganhar da concorrência, de forma que o Universal Audio LA610 continuava meu favorito com o Neve Amek Purepath CIB em segundo lugar. Eu conseguia imaginar ele nos bumbos de um kit para o heavy metal, mas esse não era o caso. De qualquer forma, era ouvir pra crêer já que o Neve estava em stand-by... Pois então, na mix, ele ficou simplesmente assombroso! De forma que quase não pude acreditar a diferença! A compressão natural do pré-amplificador é mágica e consegue não trazer para cima o bleeding enquanto comprime forte de forma muito musical, e, com um noise floor negligente! O punch e a definição fazem os transientes pularem pra fora e o grave, que solado parecia deficiente, soou muito sólido e definido realçando perfeitamente as fundamentais do instrumento. Enfim estou apaixonado novamente! =)
O som ficou lindo, o Dudu matou a pau e rapidão tínhamos todo o material. Lá pela meia-noite encerrávamos a sessão!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!





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sábado, 16 de abril de 2011

Texturizando teclas parte 1...

Sexta-feira...
14 horas mais ou menos e eu abria as porteiras do rancho para voltar a receber o André Bertonchelli, mas calma, hoje ele não vinha para apertar teclas, e sim para me ajudar na texturização das trilhas MIDI para o disco da Teto e Muro. Foi um dia muito bacana pois fiz algo que não costuma acontecer com tanta frequencia. Começamos realizando uma boa edição nas trilhas para somente então iniciar a texturização. Eu explico. Eu separei as trilhas em dois tipos, trilhas sintéticas e orgânicas. Para as sintéticas acertamos os detalhes da timbragem e então busquei torná-las o menos plásticas possível, sempre tomando cuidado com o big mono. Para as trilhas orgânicas é que a coisa ficou interessante, nestas trilhas estavam instrumentos como os pianos rhodes, os órgãos hammond, os pianos wurlitzer, os sintetizadores moog, e todo tipo de piano elétrico. Acertamos a timbragem de cada um e em raríssimos casos em que eu queria um sinal stereo, nos quais mandei o sinal para serem processados diretamente ao Avalon VT737sp, fizemos os ajustes necessários e então enviei o sinal ao amplificador Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head, este, enviando à caixa 2x12" Serrano Amps e seus falantes Jensen dentro da sala Maragato sem qualquer ajuste na ambiência. Eu quero a sala e com som de sala. Objetivo? Dar vida às trilhas. Para o transporte ajustei o Cascade Gomez e o Shure SM57 sem transformador. Como o filho retornou à casa, enviei o sinal do Gomez à sua nova alma gêmea, o audioFARM Electronics A312. O filhote, ainda um protótipo, agora encontra-se com uma frente temporária de madeira e fui forçado a sorrir novamente ao voltar à ouvi-lo. O SM57 enviei ao Universal Audio LA610. E aí foi que começou a brincadeira... Trilha após trilha, sempre ouvindo o que o tema pedia e lendo nossas anotações, íamos fazendo os ajustes conforme o planejado, horas no amplificador, alterando os controles, low-cut, ativando ou desativando o loop de negativação, adicionando o Fulltone Fulldrive 2 Mosfet ao sinal ou não, alterando ajustes de equalização e compressão, adicionando ou retirando os Universal Audio 1176 como mais um estágio de compressão... Volto a dizer... O A312 é muito legal! A forma como ele se "auto-comprime" conforme o ganho aumenta faz com que muitas vezes eu nem sequer precisasse de um 1º estágio de compressão!
E ficamos nessa função, indo e vindo até o início da noite quando demos por encerrada a sessão para continuarmos amanhã.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!






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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Foram-se as teclas!

Ae!!!
De volta!
Pois bem, para aqueles que não sabem, semana passada inteira, incluindo o fim de semana, estive preso trabalhando no material para a 1ª edição do audioFARM Weekend e durante o início desta estive mixando uma larga quantidade de material de diversas bandas, de forma que somente hoje voltei a abrir as porteiras do rancho para receber alguém que não fosse para gravar. Era novamente hora de receber o Guilherme Borsa e o André Bertonchelli para a última sessão de captação de teclas para o disco da Teto e Muro. Os guris chegaram aqui lá pelas 10 badaladas da matina e logo saímos metendo ficha. Mais uma vez enviando o sinal MIDI diretamente para o Pro Tools de forma a realizar toda a timbragem e possíveis tratamentos posteriormente. Ficamos envolvidos na missão até lá pelas 19 horas, com uma breve pausa para o almoço perto das 14 horas. E daí sim, missão cumprida. Na próxima sexta-feira é dia de relizarmos a texturização dessas trilhas MIDI, atualmente pré-texturizadas. Hora de preparar e pensar os samples, os instrumentos virtuais e os amplificadores para o re-amp.

E foi isso! Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!


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terça-feira, 5 de abril de 2011

Seguimos...

E é claro que ainda não tinha acabado!
Domingueira era dia de receber novamente o pessoal da 21 Gramas. Desta vez porém, estavamos desfalcados, de forma que iniciamos o pré-registro do segundo tema. Bem, se eu fosse postar todas as fotos aqui da bagunça que os guris fizeram hehe... Enfim, embora pudesse parecer brinquedeira, a idéia era outra e me grudei em transportar o máximo de idéias para analisar o que funcionava e o que não. Linhas de guitarra, programações de bateria e linhas de vozes. Testes com texturas e até arranjos de backings tracks, de forma que na empreitada fomos até bem tarde. Mas seguimos e como ainda estamos em pré-produção continuo sem muito o que contar.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!





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Gravando as baterias da Emanuel.

Vamos que vamos que tá tarde o tempo urge e temos pressa!
Sábadão! E lá pelas 14 horas eu começava a função aqui no rancho. Missão da sessão? Captar as trilhas de bateria para o 1º tema da banda Emanuel. Pois bem, os guris, Samuel Lima, Bruno Latorre e o Felipe chegaram logo em seguida e tivemos bastante tempo para por o papo em dia enquanto eu organizava a sessão. Vamos então ao plano para que todos possam entender. A sonoridade que eu buscava era algo bem atual e moderno, muito brilhante e com muito foco. Com uma certa dose de plasticidade mas ainda orgânico. Porém isso vou acertar durante a mixagem. A Emanuel é uma banda gospel com requintes de heavy metal e que não pretende se prender a uma temática, estilo ou textura, de forma que pretendo explorar isto. Pois então, para tanto optei por um setup bem brilhante de pratos e criei um cubículo bem reflexivo de altas, com pouca densidade para manter bastante o foco dos instrumentos. Levei bastante tempo acertando a afinação dos tambores, do bumbo e da caixa, que desta vez optei pela RMV Bullet Custom de Bapeva. Depois ainda levei mais algum tempo acertando corretamente o damping nos tambores para que enfim eles estivessem soando como eu queria, e então parti para o transporte. Desta vez a coisa ficou assim. Para o bumbo, AKG D112 enviando ao Neve Amek Purepath CIB, ficou muito legal e consegui bem o som que tinha na cabeça com poucos ajustes no posicionamento. Na caixa utilizei meu Shure SM57 sem transformador e enviei o sinal ao Universal Audio LA610, ficou lindo também! Tenho percebido cada vez mais que no áudio, os opostos se atrae! =) A esteira enviei ao Avalon VT737sp com um SM57 padrão e daí veio minha surpresa, mas na verdade não sei porque fiquei surpreso ao ver o Avalon tirar o som mais lindo de esteira que já ouvi! Afinal, é um Avalon ora bolas! Para os tambores, Sennheiser MD421II enviando ao Focusrite ISA428 em impedância média. Os overheads em X/Y, usando Shure KSM109 enviei aos outros 2 canais do ISA428 aproveitando o excelente filtro de baixas da unidade. Os room mics foram os Shure KSM44 enviando aos pré-amplificadores da Digidesign/Focusrite Control 24 e em seguida aos Universal Audio 1176. Por último, o hi-hat, captado através de um Rode NT5 enviei a outro pré-amplificador da Control 24 e em seguida ao DBX 160A. Poucos ajustes aqui e acolá e pronto!
Senta a mão aí! E assim, foi. Não mais que um par de horas depois e alguns takes e eu já tinha o que eu precisava!

E foi isso!
Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!










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