segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

"Nasceu!" - "É menino ou menina?" - "...Hmm... É... Um clássico!"

Bem... É com esse post que vou pré-inaugurar algo muito bacana.
Como essa história envolve muita gente, muitos acontecimentos, muito tempo decorrido e todas elas têm ou terão envolvimento direto sobre isto sobre o qual vou escrever, vou tentar contar a história de uma forma resumida, mas que explique tudo.

Bem, eu sempre gostei de elétrica e de eletrônica. Há muitos anos atrás conheci o Fernando Pontin durante um trampo com a banda dele, a Bandeira Preta, e naquela época o Nando estava se formando em engenharia elétrica, me perguntou se poderia usar seu trabalho de conclusão, um amplificador, nas gravinas. Ele me falou que estava montando o amplificador junto do seu mentor, um já tradicional hand-maker, mas para mim, na época, ainda desconhecido. Tratava-se de André Serrano da Serrano Amps. Ele montou seu o amplificador no que hoje é o design e visual tradicional da Serrano Amps e quando chegou com aquele head de madeira já me apaixonei, era um dos "protótipos" do que viria a ser o Serrano Amps Victory 45. Fiquei encantado. O tempo passou. O Nando foi à Inglaterra, trabalhou na Hi-Watt, voltou. Uns dois anos desde o último encontro e o Nando me liga. Vêm fazer uma visita e trás consigo 2 cabeçotes, um com um visual de "fogãozinho", com volume e tone, e um outro no gabinete de madeira, ambos com o logo da Serrano Amps. Ele plugou uma guita e tocou Back in Black do AC/DC. Foi paixão a primeira vista! Eu queria o som daquele fogãozinho! Não sabia onde, mas eu queria... Novamente um par de anos se passou, eu estava produzindo o 1º disco da banda Draco e, FINALMENTE, como era um trabalho que eu estava produzindo, decidi, quero o som daquele bendito fogão! Liguei ao Nando e lembro da resposta "...cara, acho que o Serrano converteu ele pra um amplificador de gaita e vendeu... Mas liga pro cara...". Liguei na cara-dura, me apresentei e expliquei. Recebi a confirmação triste. Desencanei e peguei um amplificador "parecido"... Meses se passaram. Liguei novamente pro Serrano. Contei a história, convidei-o à conhecer o rancho e disse "...quero o fogão!". Ele veio mas não trouxe o fogão. Conversamos por horas e dali em diante passamos a trocar e-mails quase diários até que ele disse "...ok, já sei qual amplificador tu quer!". Um par de meses depois e chegava o meu "fogão", mas não na carcaça do fogão e confesso que até me acostumar à idéia levou um tempinho... 1 ano se passou. Viramos parceiros. Aprendi absurdos, minha sede pela elétrica e eletrônica aumentou. Voltando no tempo... Enquanto isso tudo acontecia, aconteciam diariamente durante todos os dias da minha realidade unidades clássicas, como o Fairchild 670, o Pultec EQP-1A, o Neve 1073, os API 312, etc, não importa como, eles sempre aconteciam, fosse como plug-in, como review em uma revista, como equipamento usado em alguma produção clássica, como resultado de pesquisa no e-bay, enfim, lá eles estavam... Eu queria, e MUITO... Conversávamos Sandro e eu, mas as unidades originais? Sempre distantes... Mas eu queria, e MUITO. Conforme fui conhecendo e conversando com o Serrano, esse sonho passou a fazer um pouco mais de sentido... Pesquisei, encontrei material, continuei pesquisando, conversando, conheci pessoas, aprendendi... e eu queria, e MUITO. Falei com o Sandro. Vamos fazer? E começamos. Mandamos fazer placas, enrolar trafos com engenheiros renomados, conversamos com nomes importantíssimos, conseguimos projetos originais, pesquisamos... Mas estávamos em marcha lenta... Bem lenta. Aparece o Nando novamente. Meio sem jeito, falo, mostro, explico. Brilha algo no olho dele... E pronto! Eu e o Sandro tínhamos o novo parceiro, aquele que faltava!

Bem, acho que por aí é possível entender um pouco da história da coisa toda. Super resumo? Vamos fazer à mão os nossos próprios clássicos, os nossos Fairchilds, os nossos Pultecs, os nossos APIs, os nossos LA-2As, etc.

Segue então aí embaixo umas fotinhos do fogãozinho a lá AC15 feito pelo Nando, umas fotinhos do STR original do Serrano, que foi comigo, com o James e com o próprio André em nossa viagem à Expomusic de 2009, e fotinhos de nosso 1º protótipo de testes do que virá a ser o futuro audioFARM Electronics A312! =)

Espero que curtam, forte abraço!
Life's too short for bad tones!













2 comentários:

Fernando disse...

"Faltô stereo na voz" é genial! hauhauuhah... Tá bem contada a história na minha visão, hehehe. Uma coisa que não consigo responder pra mim mesmo é: porque não fizemos isso antes?

Abraço!

Nando Pontin

Mateus Borges disse...

Hehe, eu também não sei responder isso, mas agora vâmo que vâmo!