domingo, 9 de janeiro de 2011

Mixando Lasmbra com técnicas novas!

Hey peoples,

Hora de tirar o atrasado... 2011 começou, começou voando e agora está entrando nos eixos. Muita coisa atrasou devido à motivos de força maior que não cabem postar aqui no blog em detalhes pois não têm NADA de musicais. Resumo que eu estive doente e não pude exercer atividades corretamente por quase 20 dias, e, quando pude, quase sempre precisava de auxílio para tanto. Vamos à primeira notícia então. Durante uma parte da mixagem do tema que estou produzindo dos guris da Lasombra, eu me deparei com 2 trilhas de hammond, uma mais malvada e uma mais clean. Alguns já devem ter ouvido falar que originalmente, o pessoal tinha que ligar os órgãos em amplificadores. Outro detalhe, é que todos os engenheiros de mixagem aqui provavelmente já ouviram ou se depararam com a armadilha do "big mono", e como "todo" sinal de teclado é stereo, ao mixar os sinais acaba-se perdendo a noção espacial de o que está em cada lugar. Sem mencionar que as trilhas geralmente são frias e mortas, não parecem instrumentos reais... A dimensão não existe e é bem complicado re-criá-la... Quando existe, geralmente são feias e não se encaixam na mix, etc. Revisitei técnicas do passado então. Acreditem, NUNCA mais deixo de utilizar tal técnica. Com o amplificador apropriado, nesse caso o mega camaleão single-ended classe A Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head simplesmente aniquilou a pênis. Mandei o primeiro sinal, o mais malvado, para o amplificador. Nossa... Voltei a DAW e tornei o som mais limpinho. Voltei ao Classman e pûs uma válvula com mais atitude no 1º estágio. Achei o drive apropriado diretamente no amplificador. Credo, ficou simplesmente arrasador. Fiz o transporte utilizando um Cascade Gomez e enviando ao Universal Audio LA610. Voltei à válvula limpa e tratei da outra trilha. Nossa! Ficaram lindos. TODOS os problemas se resolveram, o instrumento pareceu tomar vida, a não linearidade das válvulas trabalhou, a dimensão apareceu, nesse caso, gosto muito da figura de 8 do Gomez para captar a sala junto do sinal, e agora era muito fácil panerizá-lo. Como eu não tinha a coisa real pelo menos agora eu tinha a coisa BEM parecida. Mais uma vez o Classman me surpreendeu, os controles de hi-pass, a possibilidade da alteração de válvulas e o incrível alcance dinâmico no modo single-ended deram vida às trilhas. Missão cumprida. O resultado é tão interessante que vou postar as amostras do antes e do depois aqui.
A segunda coisa muuuuito interessante foi que... Um dia, andando de carro, minha esposa, já muitas vezes citada aqui, Michelle Schons, sacou do nada uma geringonça que ligada ao acendedor de cigarros do carro criava uma rádio. Nessa geringonça tu pluga um pendrive contendo diversas MP3 e ao sintonizar essa tal frequência de rádio no próprio rádio do carro podemos ouvir às MP3 dentro do pendrive plugado na geringonça. Parece maravilhoso não? Mas é horrível. O sinal distorce em quase todas as ocasiões e é uma saturação insalubre. Porém, em uma certa música, essa saturação maluca deixou a voz linda!! LINDA! Bah, na hora tive uma idéia. Peguei as vozes do Felipe Dill, que são mega distorcidas, e tratei-as para que ficassem o mais parecidas possíveis com aquela da tal música, equalização e níveis. Fiz um bounce com elas, converti para MP3, pûs no pendrive, liguei no carro e voilá! Como eu imaginei a voz + saturação ficou um absurdo de massa. Não tive dúvidas. Estacionei o carro em frente ao estúdio, peguei o Shure KSM44 e microfonei 1 dos falantes do carro. Enviei ao Neve Amek Purepath CIB e gravei. Misturei os 2 sinais de voz, o original saturado e o mega-saturado vindo do carro, e a coisa ficou muito legal!!

Infelizmente não tenho fotos da segunda "técnica" que apliquei pois estava sem a máquina. =(
Mas segue foto da 1ª técnica ao menos.

Forte abraço,
bring me sound and I'll make you music!

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