domingo, 23 de janeiro de 2011

Mais DW e um som explosivo!

Mazaaah!
Quarta-feira, 9:30 da matina. Abriam-se as porteiras para voltar a receber o povo da Vera Loca. Nesse nosso segundo encontro seguiríamos captando as baterias para o disco, logo, mais DW! Dessa vez, além do seu Ray Z e do Luigi Viera, vieram apenas o Hérnan Gonzalez e o Mumu. Já sabíamos o que queríamos e então tratei apenas de re-criar a sonoridade da sessão passada. Recall sheets em mãos, tudo montado e posicionado, bora acertar o som. Para re-capitular, segue parte do post anterior:

"Optei pela sala Maragato e definimos o local do kit. A idéia era transparência pura. Queríamos o som do kit, exatamente o que ocorria dentro da sala e por isso meu foco ficou nos room mics. A idéia era também uma revisitação à uma era passada do rock clássico britânico... Algo a lá Stones. Ficou assim, o kit, uma belíssima DW Colector's de birch do Luigi e caixas ora Craviotto, ora uma Yamaha da série Precious Metal de alumínio, ambas lindas. Devo lembrar que fazia alguns anos desde que eu havia captado uma DW, mas enfim, para o bumbo, AKG D112 enviando ao Universal Audio LA610, para caixa top usei um SM57 sem transformador enviando ao Neve Amek Purepath CIB, a esteira usei um SM57 padrão e enviei o sinal à um dos pré-amplificadores Focusrite/Digidesign Control 24, para os tambores, com peles mono-filme porosas sem damping algum, utilizei os Sennheiser MD421II e enviei o sinal também à Control 24, para os overheads utilizei o par de Rode NT5 enviando o sinal aos Focusrite ISA428, e aqui uma coisa bem interessante que não costumo fazer muito, eu queria muito brilho nos overheads, além de querer muito brilho era só o que queria deles. Acertei de antemão a ambiência para enfatizar o brilho no receptáculo interno e aquele som a lá reverb room no receptáculo externo onde eu tinha os room mics. O ISA428, para quem não conhece a unidade, quando trabalhando na impedância do original ISA110 possui uma resposta de transientes muito rápida e específica. Quando em baixo ganho é como se ele filtrasse tudo exceto esses transientes muito rápidos, e no caso, os agudissíssimos, e isso era tudo que eu queria para devolver a "purpurina" ao som de sala+batera. Os room mics, meu fiel par de Shure KSM44 enviei também ao ISA428 com os Universal Audio 1176 insertados na unidade e ali sim, esmaguei bastante o som, taxa de 12:1 e pelo menos 8 dBs de GR. A bateria ficou linda e era basicamente room mics com um pouquinho dos close mics apenas para dar mais definição as peças."

Deste setup, fiz apenas algumas alterações instintivas... A primeira delas foi enviar o sinal dos room mics ao Focusrite ISA428 com os Universal Audio 1176 "insertados" no caminho ao invés de enviar aos prés da Focusrite/Digidesign Control 24. Obtive melhor resposta de graves e mais definição de altas, de forma que precisei menos ainda do close mic de bumbo, focando ainda mais no som dos room mics, mesma coisa ocorreu com os pratos. Lembrando que o objetivo é: Transparência total.
A última modificação sim, é algo que eu quero falar pois é uma daquelas coisas que acontece que geram histórias para contar, e eu tava bem louco pra escrever sobre isso. Eu conto.
Na sessão passada, como faço sempre, posicionei um microfone para listenback ligado diretamente à entrada dedicada à tanto da Control 24. Lá pelas tantas, enquanto conversávamos através do talkback <-> listenback, o Luigi estava tocando e o som que o microfone captou unido à compressão esmagadora do brickwall limiter contido no listenback criou um efeito mucho loco no som da bateria, imediatamente, e meio-que ao mesmo tempo, todo mundo saltou com a frase na ponta da lingua "é isso aí! Esse som!". Realmente tava muito do cajado a sonoridade e me toquei a tentar captar aquilo. Rote-ei a saída slate out (comunicação) da Control em uma tentativa frustrada e após uma hora tentando... Desistimos... Por hora... Eu disse que ia conseguir e consegui. Só não ficou mais parecido por falta de possuir o equipamento correto liberado para tanto mas aguardem-me.
Então, na sessão seguinte, esta sob qual escrevo, montei tudo + o mic mágico do listenback! Um Shure SM58 enviando ao Avalon VT737sp e em seguida ao DBX 160A. Em ambos os estágios, compressão esmagadora, e ambos os periféricos trabalhando como limiters basicamente. Confesso que tenho que desenvolver a técnica e irei, pois só ao mostrar o sinal extra misturado ao som da batera já foi o suficiente para ficarmos deleitados ao som e conversando sobre o assunto por muito tempo. Antes de finalizar o post porém, deixem-me escrever minhas observações. Este listenback possui uma característica muito rítmica, o que aponta para uma compressão de picos muito rápida e que acaba pulsando junto da música criando uma sensação de level pump audível, com muito punch, de forma que para recriá-lo acredito que seria necessário um compressor muito rápido atuando como brickwall sob os picos, um UA 1176 em 20:1 numa configuração extrema de rápida seria o ideal, seguido de outro compressor ignorando esses picos e fazendo o serviço de um expander e então sim um outro estágio mais automático, estilo VCA, deve ser o suficiente. Vou mandar um e-mail à AVID, dona da Digidesign, e ver se descubro a topologia elétrico do compressor. Como eu disse... Vou aprimorar essa técnica. Aguardem! ;)

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!








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