segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Hell ya baby... Crush!

É
a letra de uma das músicas gravadas hoje da Teto e Muro. E tenho de emitir um sonoro puta que pariu! Vai ficar um petardo. Essa é uma de minhas músicas preferidas do trampo... Mas enfim, vamos ao causo. Eu lembro quando o James da Draco, há um tempo atrás lá no Eclipse Studio Bar, disse que eu ia me impressionar com os guris, eu nem conhecia eles direito. Ele tava certo. Os guris possuem um nível técnico altíssimo e mente aberta para que essa ferramenta possa ser aproveitada de forma correta. Tô rasgando essa seda toda porque como o Lucas da Overvolt, o Luigi da Vera Loca e outros animais (no ótimo sentido da palavra) que têm passado por aqui, têm feito de meu trabalho uma piada muito prazerosa pois me concentro em tirar som antes de qualquer coisa. O Eduardo Polidori, que chegou aqui às pontuais 10 badaladas acompanhado do Guilherme Borsa, foi o mesmo, trucidou a pinto (porque matou a pau é feio e aniquilou a pênis tá ficando feio também) e registrou temas de nível técnico bastante avançado com uma pegada muito massa! É, tô falando das gravinas de batera do pessoal. Direto ao input-list. Caixa, iniciamos com minha Ludwig Supraphonic '69 sem damping, duas cápsulas coladas uma na outra, Shure SM57 sem transformador enviando ao Neve Amek Purepath CIB, e Rode NT5 enviando à Digidesign/Focusrite Control 24. Um Shure SM57 tradicional, enviando à outro pré-amplificador da Control 24, captando o ventil da caixa e outro captando a esteira. No bumbo, 3 microfones, o Shure Beta 91 enviando ao Avalon VT737sp, o AKG D112 enviando ao Universal Audio LA610 e o Rode K2 enviando à mais um pré-amplificador da Control 24. Aqui uma curiosidade. Eu estava tentando desenvolver a técnica de "destroyed amb" porém, antes de começar a aplicar a compressão, fui ouvir se o sinal estava chegando corretamente e o som do bumbo estava maravilhoso... Tentei ignorar o fato e me ater ao meu estudo... Mas não consegui. Desliguei o DBX 160A e captei o som do K2 como estava e passei a enxergá-lo como um 3º microfone de bumbo. Para os tambores, peles duplo-filme clear sem damping nenhum e microfones Sennheiser MD421II enviando aos pré-amplificadores do Focusrite ISA428. Dois microfones Shure KSM44 captavam a sala (room mics) e enviavam o sinal a mais dois pré-amplificadores ISA428 com um par de Universal Audio 1176 "insertados". De overheads, em XY, utilizei um par de Shure KSM109 enviando aos pré-amplificadores da Control 24. Para toda a prataria fomos com um set bem brilhante. A idéia aqui não é alterar demais as peças do kit, mas deixar abertas as possibilidades com diversos microfones deixando sua característica registrada.
Mas enfim, foi isso. Depois de acertarmos os fones do Dudu a coisa foi moleza! E tema a tema íamos relembrando os arranjos e take a take o Dudu matou a charada. 15 horas da tarde. Missão cumprida!

Bora dormir! Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!






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domingo, 30 de janeiro de 2011

Baterias em alta voltagem parte 2!

Hoje,
domingueira... 10 da matina e de novo eu abria as porteiras do rancho, mas desta vez o Lucas Farias vinha solito no más. Bóra terminar de captar as baterias do disco da Overvolt!
Nem nos cumprimentamos direito e já saímos metendo ficha pois o tempo era curtíssimo! Tínhamos no máximo até as 14 horas pois o Lucas tinha compromisso profissional logo após. Para quem não leu o post anterior, o problema do tempo se concentra somente pelo fato do kit utilizado mudar a cada tema, e quando digo mudar, digo mudar mesmo. Então. Senta a mão aí!
Nesta sessão teve muita coisa legal, mas em especial, em certo ponto, foi o fato de voltar a tirar som do bumbo com uma pele totalmente fechada microfonando por fora, o casamento sonoro do bumbo, nossa seleção de pratos, da caixa Marcelino Barravento e das peles mono-filme porosas ficou espetacular!
Novamente o Lucas matou a pau e exatamente as 14 horas declarávamos missão cumprida!

Bora descançar e o Lucas trabalhar hehe.
Bring me sound and I'll make you music!







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Baterias em alta voltagem!

EXATAMENTE a um ano atrás eu me reunia com os guris da Overvolt aqui no rancho, confiram o último post da banda... Por trás dos panos muito aconteceu é claro, mas mesmo assim, fazia um ano. Mas enfim, enfim cabou-se as pré-produções e agora a coisa vai!

Sábado, 10 horas da matina e eu pontualmente abria as porteiras do rancho para receber o Lucas Farias, que mais tarde se juntaria ao resto da trupe, Eduardo Rimoli, Celso Zanini, Glauco Guimarães e Guilherme Paranhos.

Missão? Captar as baterias para o disco. E foi um trabalho delicado, cansativo, longo e muito interessante e divertido. A palavra aqui é sonzeira! Escolhi a sala Maragato. Na noite anterior voltei a analisar os temas, um a um, para re-organizar as idéias, trabalhar na conceitualização e texturização da coisa toda, enfim, preparar o plano. Ao finalizar, percebi que seria uma empreitada longa e complicada, eu queria extrair a sonoridade adequada à cada um dos temas. Então começamos.
Posicionamos o kit. Conforme meu check-list fomos seguindo uma ordem pré-determinada de canções e conforme elas iam vindo alterávamos o setup, crashes, splashes, hi-hat, ride, caixa, estilo de microfonação da caixa, signal chain de captação da caixa, estilo de microfonação de bumbo, pele de bumbo, quando usamos, damping de bumbo, signal chain de captação de bumbo, pele dos tambores, damping dos tambores, microfones de overhead, signal chain do meu "destroyed room mic"... Enfim, muita coisa mudava de música à música, de forma que tentar lembrar o que ia em que é impossível, embora algumas coisas permaneceram iguais, e foram elas os Sennheiser MD421II nos tambores enviando aos Focusrite ISA428 e os microfones de ambiência (room mics), Shure KSM44, enviando também aos pré-amplificadores Focusrite ISA428 com um par de Universal Audio 1176 "insertados" nos canais. Mas foi só, o resto mudava constantemente. O legal foi que pude desenvolver melhor a técnica do "destroyed room mic" como eu havia prometido, e fiz descobertas muito legais! A primeira é que o Rode K2 faz um trabalho diferente do Shure SM58 nessa situação, nem melhor, nem pior, apenas diferente. O mesmo digo dos prés Digidesign/Focusrite Control 24, Universal Audio LA610, Avalon VT737sp e Neve Amek Purepath CIB nesta função... Ok, ok, vocês vão perguntar "pô, mas assim tu não contou nada!", então eu conto. Para o meu gosto, e da forma como eu penso que é seria bacana a utilização dessa técnica, é necessário um compressor muito rápido, de forma a domar até o mais rápido dos transientes, de forma que o Amek Purepath se portou muito bem, no modo "& much more" e com os controles atuando o mais rápido possível, ficou muito bacana. Acho que um microfone como o SM58 aqui teria ficado lindo! O Universal Audio LA610 foi muito bem, muito bonito mesmo, com um punch absurdo e uma qualidade up-front muito legal, mas lento demais para sozinho cumprir a tarefa. Aqui o válvulado K2 e seu diafragma largo casaram legais, senão os transientes mais rápidos... O mesmo ocorreu com o Avalon, que foi para mim, o mais bacana de todos! O opto-compressor lento do Avalon em seu setup extremo, aliado ao alto poder de fogo das válvulas de todos seus estágios, aliado ao válvulado K2 e a musicalidade (e versatilidade) do EQ do Avalon, criaram uma qualidade granulada e pulsante muito, mas muito bacana para meu gosto!!! Senão... Os malditos transientes... Ou seja, para ficar realmente legal seria necessário mais um compressor rápido suficiente, estilo 1176, para dar conta do recado. Aaa, o DBX 160A também não foi bem sucedido nessa empreitada.
Resumindo toda a experiência até aqui, lembrando que comecei durante as gravinas da Vera Loca. Melhores combos até então, Shure SM58 + Neve Amek Purepath CIB e Rode K2 + Avalon VT737sp + algum compressor bem rápido.
Outra coisa que voltei a fazer foi captar a caixa com a técnica de captação do ventil utilizando um Shure SM57.

Bem, nesse troca-troca maluco, foram-se praticamente 14 horas de trabalho e lá pela meia-noite encerrávamos a sessão. E acreditem, a coisa foi rápida. Só não falhamos e nem demoramos mais porque o Lucas matou a pau e com uma puta pegada detonou as trilhas com ótimos takes! Hora de dormir pois na domingueira iniciaríamos às 10 da matina e teríamos somente até as 14 horas para terminar todo o restante, uns 40%...

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!







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Qual o peso da alma? 21 Gramas!

Mazaaah!
Tenho alguns posts pra acertar então melhor começar relembrando o domingo dia 23, do qual o animal aqui, no meio da atucanação, esqueceu de fotografar o início das pré-produções da banda 21 Gramas. Pois é, no início da noite, lá pelas 21 horas, começávamos a bagunça aqui no rancho. Deixem-me explicar o causo. Os guris da 21 Gramas, Marcelo Tavares, Douglas Dimmer, Rian Tavares, Bruno e Luiz Fernando, são pessoas muito bacanas e com uma sede de aprender invejável! Absorvem as idéias e se esforçam para apresentá-las, o que é muito legal! A 21 Gramas é uma banda que está no início da jornada, maturando o trabalho, as canções e os temas. O trabalho é delicado e muito bacana, pois como com uma argila, temos tempo para moldá-las e re-moldá-las até chegarmos à uma forma legal e sincera. Obviamente a estrada é longa e não adianta correr, vamos aos poucos tentando potencializar o que existe, a realidade da gurizada, ao invés de tentar simplesmente criar e entregar a cerâmica já pronta. Por isso digo, fiquem de olho!
Nesse ponto da jornada não tenho muito o que falar. Shure KSM44 em omni ao centro da sala "ouvindo" as idéias e experiências... Muitas experiências...
Voltando, o animal aqui esqueceu as fotos mas o Luiz Fernando não! Rá! Então seguem as fotos que ele fez e depois me enviou.

Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!








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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Um arsenal de guitarras parte 5!

Quarta-feira...
Mais Vera Loca... Mais guitarras... E mais novidades! \o/
Sim. Logo cedo apareciam por aqui o Ray Z e o Hérnan Gonzalez... E traziam consigo ainda mais coisas hehe, acredite, é possível. Bem, a este ponto, o arsenal que tínhamos era simplesmente incrível! Para quem perdeu os posts anteriores, vou relembrar.
Amplificadores: Marshall Plexi MKII, Fender Blues Deville, Orange Tiny Terror, Mesa Boogie Dual Rectifier Road King e Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head.
Guitarras: Gibson Les Paul Standard, Gibson Les Paul Custom, Gibson Flying V, Gibson E335 semi-acústica, Fender Telecaster, Fender Stratocaster, Brian May, Rickenbacker, Ibañez Artcore, Epiphone Les Paul Slash Signature e agora uma Danelectro Sitar-Guitar, Danelectro 12 cordas e mais uma Fender Telecaster hollow body toda customizada com um e-bender.
Efeitos: Nossa... São tantos que vou citar os mais bacanas. O Maestro Echoplex, o reverb de molas da Fender, um e-bow, um Digitech Whammy e zilhões de outros pedais...
Bem, o transporte permaneceu o mesmo. Íamos fazendo alterações e correções conforme as trilhas pediam e pouco à pouco íamos acabando com as trilhas. A esta altura era inclusive meio difícil escolher o que usaríamos hehe.
Bem, foi muito legal utilizar o e-bow... Whammy, o Echoplex, o reverb, a Sitar-Guitar que tem um som muito bacana e a guitarra de 12 cordas. Mas a Telecaster totalmente custom foi muito legal! E mais uma vez eu vejo que a E335 é A guitarra! =)
Lá pelo meio da tarde chegava o Mumu que além de fazer companhia e ajudar com os arranjos, ainda gravou uma trilha de guitarra, e até minha Epiphone com seus captadores open-coil encontrou uma brecha para fazer sua aparição em uma das trilhas do disco. Agora sim, acaboaram-se tudo referente à guitarras exceto os solos que terminaremos na quarta-feira que vêm...

E foi isso! Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!




































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