terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Percussão na medida!

Acabava o natal, eu retornava e no dia 27 de dezembro, terça-feira, eu já voltava a abrir as porteiras do rancho para voltar a receber o parceiro Rafael Martins, só que dessa vez ele vinha para captar as percussões pro álbum debut da banda Skabout. Pois bem, eu e o Martins já havíamos nos falado antes da gravina, ele havia ouvido as trilhas e tinha uma idéia do que seria feito, de forma que trouxe somente o necessário para sessão. O Martins é um músico talentosíssimo e uma cara fenomenal, o mais legal é que como um cara mais que experiente o Martins fez o que era necessário, linhas concisas que primavam pela excitação e mobilidade. Começamos a sessão com aquele bate-papo básico e depois demos algumas ouvidas discutindo algumas idéias, mas logo partimos para a captação do instrumento que mais mostraria as caras nesta sessão, as congas. Nas aulas da última turma do curso de Técnicas de Gravação do IGAP tivemos a oportunidade de experimentar diversos microfones e diversos posicionamentos nestas mesmas congas e lembro que naquela época havíamos gostado mais dos Shure KSM109, porém, como os Earthworks SR25MP ainda eram filhos novos, quis dar uma chance a eles e ouvir do que eles eram capazes, e eles não me deixaram na mão. Escolhi o Focusrite ISA428 como pré-amplificadores, apliquei um corte direto na ida lá pelos 100 ciclos e nada mais. Ainda aproveitei e posicionei o Cascade Gomez em uma das congas para fazer um efeito em uma das faixas, o sinal dele enviei ao Universal Audio LA610 e apliquei um corte também em 100 ciclos com o Manley Massive Passive. O Martins sentou a mão e não mais que um par de horas depois já tínhamos o material necessário. Depois foi a vez do Martins registrar um pandeiro de couro, o qual captei com dois pares de condensers, os KSM109 e os SR25MP, ambos os pares enviando ao ISA428 e também o Gomez como efeito. Fiz uma captação stereo para ter mais opções durante a mixagem. Depois foi a vez de captar uma queixada e outros efeitos, e para estes, além do Gomez, posicionei também o Manley Reference Cardioid e enviei seu sinal ao Avalon VT737sp e foi isso! Lá pelo fim da tarde o Martins se despedia e logo após fechar as porteiras pra ele voltei a sala Maragato para completar a sessão de percussão com mais algumas trilhas com algumas coisas que eu mesmo pretendia gravar, e assim o fiz, registrando algumas trilhas de caxixi, tamborim, um ovinho e meia-lua. Daí sim, após um longo e divertido dia eu encerrava a sessão com a missão cumprida.









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domingo, 25 de dezembro de 2011

Dreamsower!

Durante a época do natal deste ano eu e minha família fomos de mala e cuia à Santa Maria para casa dos meus tios Gilson e Ana para comemorarmos o natal e para passarmos alguns dias por lá fazendo aquela bagunça! Boa parte da patota estava por lá, vô, vó, pai, mãe, tios, primos, etc. É sempre muito massa pois todos eles são muito fodas! Quase todos os dias rimos mais do que alguns poderiam imaginar saudável, conversamos muito e claro, bebemoramos muito! Esse natal porém está aqui neste blog pois tem uma notícia muito músical, foi quando levei comigo um Shure KSM44, uma Avid MBox, meu fone de ouvidos AKG K702 e meu notebook com o Reaper instalado... Missão? Iniciar a produção do disco de meu avô Eurides Pahim Soares! Sim, este cidadão de 87 anos toca violão, violão-7 e cavaquinho desde seus 12 anos e é em muito graças à ele que hoje faço o que faço e estou onde estou. Por isso quero presentear-lo com a realização de um sonho com o qual ele passou a vida inteira desejando, a gravação de seu próprio disco solo de sambas e choros! Eu sei bem qual é o preço de ter seus sonhos despedaçados e arrancados pela raíz, de forma que eu não poderia ver isso acontecer sabendo que dependia quase que exclusivamente de uma única pessoa a iniciativa de realizar este sonho. Meu vô tanto faz parte de minha história musical quanto da história do audioFARM que lá em 2003, quando nascia o estúdio, ele foi um dos primeiros a entrar na sala Farrapos e posteriormente na Chimango para captar as primeiras trilhas para o primeiro disco produzido no estúdio, muito antes do mesmo abrir comercialmente, o de minha extinta e saudosa banda, a Chimaera. Na ocasião ele gravou umas trilhas de cavaquinho e violão. Na realidade, em 2002, ainda em construção, eu e os guris da Chimaera já havíamos nos mudado para dentro do que viria a ser a sala Maragato e finalizado ali, acampados e improvisados, as pré-produções para o disco. Poucos meses depois, com tudo finalizado, e, ainda que capenga mas com tudo rodando, foi que finalmente deu-se o início daquele disco... O primeiro. Mas agora que estão a par da história, e sabem o porque que levei uma mini estação à Santa Maria, a primeira etapa era captar todas as idéas do vô, todos os temas, licks, devaneios, letras e etc., para mais tarde organizar e estruturar as canções, compor e arranjar tudo, começar a pensar nos músicos, etc...
Vamos que vamos!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!

P.S.: Tudo está sempre conectado! Vale lembrar que foram meus tios Gilson e Ana que abrigaram a Chimaera em 2004 em nossa curta tour quando estivemos em Santa Maria.













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terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Baba cósmica!

E lá pelas 14 horas do dia 20 de dezembro, era uma terça-feira, e chegavam aqui pelo rancho o Felipe Grahl acompanhado da gatona Helimara Medeiros que vinha mais uma vez nos deixar babando! Essa mulher canta muito e é sempre um prazer tê-la por aqui. Ela vinha mais uma vez registrar alguns backing-tracks pro novo disco da Skabout e mais uma vez foi ridículo de fácil e muito divertido! Depois daquele bate-bola rápido me toquei a montar o Manley Reference Cardioid e o Sonntronics Sigma na sala Maragato de uma forma bem natural e neutra. A idéia era poder ter as duas características captadas com o mesmo take para que eu pudesse manipular conforme a necessidade, uma muito moderna e presente, a outra vintage e com mais sala. O sinal do Manley enviei ao Neve Amek Purepath CIB e então ao Universal Audio 1176. O sinal do Sigma enviei ou Universal Audio LA610, então ao Manley Massive Passive e na sequencia ao 1176. De resto, óbviamente foi só curtir a Helimara matar a pau! E claro ficou duka! Lá pelas tantas, me despedi da dupla e missão cumprida!


Forte abraço!
Life's too short for bad tones!










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domingo, 18 de dezembro de 2011

Foram-se as bases!

No dia 18 de dezembro, um domingo, eu abria as porteiras pra receber, para a quinta sessão de guitarras, o pilão, vulgo Wagner de Negri, para o álbum debut da banda Alcaphones. Dessa vez a coisa começava mais cedo, lá pelas 14 horas. Antes que alguém fale "creeedo! quinta sessão?" eu explico. O que ocorre é que o pilão, como bom moço trabalhador, só consegue chegar ao estúdio lá pelas 20 horas e tens geralmente que encerrar lá pelas 23 horas, o que se resume em pouco tempo de trabalho por sessão. Neste encontro, mais uma vez, manteve-se o transporte e configuração da sessão passada, sala Chimango, Marshall JCM800 enviando à sua caixa 2x12" sendo ouvida pelo dueto padrão Cascade Gomez e Shure SM57 sem transformador enviando, respectivamente ao audioFARM Electronics A312 e ao Universal Audio LA610, em seguida indo ao Manley Massive Passive e ao Universal Audio 1176. Depois vocês já sabem, o pilão trouxe sua Gibson Custom e sentou a palheta até cansarmos e daí sim, terminávamos as bases! Missão cumprida!

Forte abraço!
Life's too short for bad tones!




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sábado, 17 de dezembro de 2011

Préphajnt

Sábado 17 de dezembro e lá íamos nós de novo abrir as porteiras do rancho para mais uma etapa de pré-produção, continuando de onde paramos com o pessoal da banda Prophajnt. Obviamente veio a turma toda e como sempre, de ótimo humor, visto que não vi as horas passarem. Não tenho muito o que contar como ocorre com qualquer pré-produção, neste encontro registramos algumas idéias de uma forma menos informal e iniciamos a preparação de algumas guias, ou seja, estamos perto de encerrar esta etapa! Olhos abertos!

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!








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sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Death by the Colt

Na fim da noite do dia 16 de dezembro, uma sexta-feira, após um longo dia de mixagens era vez de abrir as porteiras do rancho para eu e o Foca, vulgo André Zinelli, recebermos os guris da Death by the Colt para captação de umas trilhas de guitarra. Neste projeto porém, eu sou mero espectador e era vez do Foca tomar conta do console e direcionar o projeto. Eu? Bati fotos, fiz piada e fiquei metendo pitaco só para ajudar os guris a acertarem o transporte, depois descansei um pouco e ficou tudo com eles. O que sei é que os guris optaram pelo Mesa Boogie Mark V, pela 4x12" com os falantes Celestion G12T, pela sala Chimango e fizemos o transporte utilizando o Cascade Gomez enviando ao audioFARM Electronics A312, então ao Manley Massive Passive e então ao Universal Audio 1176, e um Shure SM57 enviando ao Universal Audio LA610. Mais tarde sei que os guris utilizaram também o Nando Pontin AC15 para captar os timbres limpos e foi mais ou menos por aí! Não consegui bater muitas fotos também pois não fiquei tempo suficiente, eles sim, ficaram por pelo menos umas 6 horas na missão. Mas com o que tem, dá pra pelo menos registrar o momento para os autos da história do audioFARM!

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!









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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Guitarreando com as Morgans

Terça-feira, 13 de dezembro de 2011... Era lá pelo fim da tarde e eu abria as porteiras do rancho pra receber a Mick, vulgo Michelle Szarko, aquela que responde pelas guitarras da banda Morgan Le Femme e o Ray Z. Esta seria nosso primeiro encontro para captação das guitas mas e eu e o Ray Z já sabíamos como faríamos a coisa. Durante a sessão de texturização lembro que 3 amplificadores se destacaram, o Nando Pontin AC15, o Marshall JCM800 e o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head. Enquanto o Serrano seria o encarregado de quase todas as trilhas com som limpo do disco, o JCM800 cuidaria dos mais malvados e o AC15 tudo que estivesse entre estes extremos, ou seja, a grande maioria do material. A coisa foi bem unânime em favor dele pois é bem claro que captadores single-coils realmente brilham com ele. Como caixa optamos pela Serrano Amps 2x12" com falantes Jensen C12N e a guitarra desta sessão seria uma Fender Stratocaster. Os efeitos foram bem básicos, quando necessário usávamos um Ibanez Tube Screamer, um wah-wah da Vox, ou meu Fulltone Fulldrive 2 Mosfet e pronto. Fiquei com a sala Chimango dessa vez pois queríamos uma boa dose de um ambiência mais fechada, quente e curta, um clima mais vintage-jazzy poderíamos dizer. Optei por 2 microfones de fita e 1 dinâmico para a tarefa. O Cascade Gomez enviando o sinal ao Universal Audio LA610, o Shure SM57 (sem transformador) enviando ao Neve Amek Purepath CIB e o Sonntronics Sigma, bem mais afastado, captando a caixa e sala como um todo. Ficou lindo! Daí foi só sentar a palheta, e claro, a Mick não se mixou e matou a pau! Ao fim da sessão já tínhamos uma boa dose das guitarras captadas e daí declarávamos a missão da sessão cumprida!

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!





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domingo, 11 de dezembro de 2011

Drum Djun

"Práqueles" que me conhecem acho que não preciso comentar minha curiosidade em ouvir na prática meu filhos novos...
Domingo dia 11 de dezembro. 14 horas.
Na noite anterior montei o kit que a Srta. Gisele Moser, a guria que atende pelo apelido de Djun e dona da posição de baterista da banda Morgan Le Femme, iria usar. Eu planejava algumas mudanças conforme o andar da carruagem para que a sonoridade refletisse o que havíamos programado, mas óbvio... Eu queria ouvir os Earthworks SR25MP em ação então mudei este detalhe.
Fui de sala Maragato, comecei com o bumbo fechado microfonado por fora, peles duplo filme, caixa Ludwig Supraphonic '69 e um set de pratos mais dark. Depois a coisa mudou para um set mais brilhante e para um bumbo mais aberto e moderno. Mas tirando os detalhes de posicionamento e ajustes de peças a coisa ficou mais ou menos assim:
Bumbo quando fechado > AKG D112 > Universal Audio LA610.
Bumbo quando aberto > AKG D112 > audioFARM Electronics A312 > Manley Massive Passive.
Caixa > Shure SM57 transformerless > ora Neve Amek Purepath CIB ora Avalon VT737sp.
Esteira > Stock SM57 > outro Avalon VT737sp.
Tambores > Sennheiser MD421II > Digidesign/Focusrite Control 24.
Overheads > Earthworks SR25MP em X/Y (um X/Y estranho eu sei, mas como assim soou melhor que o tradicional resolvi deixar) > Focusrite ISA428.
Room > Shure KSM44 em AB > Focusrite ISA428 > Universal Audio 1176.

Então... Eu pensei que já havia escutado altas definidas e limpas antes. Eu estava errado! Perto da velocidade, definição e clareza dos Earthworks tudo que eu havia ouvido até hoje me parecia "saturado". A impressão que estes microfones me passaram é que não distorcem nem que a mãe deles peça, a resposta de fase e a coerência das coisas que ele está ouvindo é absurda. É um microfone muito detalhista, rápido, preciso e brilhante. Adorei pois, complementa bem os pares de condensers de diafragma pequeno que possuo e casou muito bem com o kit montado.

A Djun matou a pau e mesmo cansada registrou todas as 10 canções em uma única sessão! Vai ficar muito massa! Ouvidos atentos e um forte abraço!

Life's too short for bad tones!











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