segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Fundando bases com a Mandala.

Correeeeeeee!
Sim. Correria. Muita correria! E foi nessa quinta-feira que voltei a receber aqui no rancho, diversos amigos, de situações, bandas e datas diferentes. Não entendeu? Eu explico. Foi dia de voltar à receber a banda Mandala. Eu já havia trabalhado com a banda há muitos anos atrás durante a produção do 1º disco da banda, porém, de lá para cá, somente o Kiko Prata permaneceu firme e forte. Foi muito legal também reencontrar ele... O Tio Everton!! Sim, Everton Acosta, protagonista do famoso vídeo "engambelando o Tio Everton", que vocês vêem logo aqui abaixo! hehe.




Então, eu já havia trabalhado com o Tio Everton durante a produção da Sun Chasky e fiquei bem feliz quando surgiu a oportunidade de trabalhar novamente com o pessoal e poder reencontrar os amigos, além é claro, de conhecer os novos amigos, Nando Áres, Max Perera, ou Mr. Bomberman heehohe, e o Juliano Santanna. Enfim, nova banda, nova perspectiva, nova roupagem... E era para isso que nos reuníamos, para a produção de dois "novos-velhos" temas da banda, e nessa primeira sessão a missão era captarmos a fundação, bateria e baixo. O tempo urgia. Topei o desafio da produção em tempo recorde de forma que tive de pôr à teste toda a estrutura do complexo audioFARM. E agora posso dizer com peito cheio, estou orgulhoso de minha humilde central de trabalho. =)

Com a idéia para os sons já em mente, eu sabia que teria de usar toda a estrutura do estúdio, e praticamente de forma simultânea, para cumprir prazos e datas. Eu queria captar a dimensão praticamente pronta também, o que me daria um tanto mais de trabalho. Optei pela sala Maragato para o kit de bateria. Peles duplo-filme clear e damping médio nos tambores. Acabei utilizando 2 caixas distintas, a Marcelino Barravento Custom Copaíba, que cada vez mais me surpreende, e aparentemente à todos que cá estavam, e aquela que impressiona sempre, a Ludwig Supraphonic '69. O setup de pratos também mudou durante os temas, em um dado momento estávamos utilizando um setup composto de crashes,   Wuhan S de 18" e Wuhan Traditional de 18", um hi-hat Wuhan S de 14" e um ride Zildjan A Ping Ride de 20", e em outro momento passamos a usar um crash Sabian HH Dark Crash de 16" e alteramos o hi-hat para um Wuhan Traditional de 14". Montei o set e o restante do input-list de forma que eu tivesse um controle e foco grande sobre as peças do kit, enquanto ao mesmo tempo capturava uma ambiência grande, presente e bem "roomy". Eu queria filtrar bastante as frequências altas da sonoridade da sala, e com o posicionamento consegui eliminar bastante dessas frequências, a seleção de pré-amplificador completou a missão ao acentuar outras características que eu queria para o som da sala. Para o bumbo, em um primeiro momento, utilizei o AKG D112 mandando ao Universal Audio LA610, e num segundo momento utilizei o Avalon VT737sp. Para a caixa utilizei meu "chapéu-anti-hi-hat-dos-inferno" e um Shure SM57 sem transformador. Enviei o sinal ao Neve Amek Purepath CIB. Para a esteira utilizei um SM57 padrão e enviei o sinal à um dos prés da Focusrite/Digidesign Control 24. Para os tambores utilizei os Sennheiser MD421II e enviei os sinais à dois canais do Focusrite ISA428. Para os overheads utilizei um par de Rode NT5 enviando à mais dois canais do Focusrite ISA428 com os compressores Universal Audio 1176 no insert dos canais. Para o hi-hat utilizei um Shure KSM109 e atenuei a cápsula para comportar a agressividade dos transientes agudos mais rápidos, este sinal enviei à um pré da Control 24 e comprimi bastante utilizando um DBX 160A. E finalmente, para os room mics, utilizei um par de Shure KSM44 também enviando o sinal à um par de prés da Control 24. Finalizada a montagem do kit de bateria na sala Maragato, me fui a montar o setup de baixo na sala Chimango. Comecei procurando o posicionamento que mais me agradava na sala e ali posicionei a caixa 4x12" Marshall JCM900A. Levei então para dentro da sala Farrapos o cabeçote Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head e o pûs em bass mode novamente hehe. Teslas ECC803 e ECC802 no 1º e 2º estágios do pré-amplificador do cabeçote respectivamente. Svetlanas 6L6GC no power amp. Loop de negativação ativado e acertado para uso da ECC802. Hi-pass desativado. Pronto. Eu queria gerar 3 sinais distintos para os baixos, 2 sinais provenientes do amplificador dentro da sala, e um direto do instrumento. Para tanto ainda fiz uso do pedal pré-amplificador Meteoro MPX500. Para o transporte dos sinais do amplificador optei por utilizar o Cascade Gomez, preparado para enviar ao Avalon VT737sp e outro Sennheiser MD421II preparado para enviar ao Neve Amek Purepath CIB. O sinal de linha do baixo ficou em stand-by aguardando para ser capturado pelo Universal Audio LA610.
Dois setups distintos sendo utilizados simultâneamente em duas salas diferentes. =)

Quando os guris chegaram já estava tudo pronto. Bora trampar! Daí foi tranquilo, os guris moeram à pênis (matar a pau é feio), e embora fosse bastante material conseguimos cumprir a missão! Bora dormir pois ainda tínhamos a parte 2 para captar e as poucas horas de sono seriam importantíssimas.







































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