segunda-feira, 14 de junho de 2010

O Exterminador de MU-TU-CAS!!

Aeeeeee!
Hoje, domingueira, era dia dar início à produção do futuro EP da banda Skabout. E logo cedo, lá pelas 14 horas, eu abria as porteiras do rancho para os amigos Felipe Grahl e Isaac Waszak. Após um rápido bate-bola, acerto de alguns detalhes e chegava Cesar Cogo, que de agora em diante passa a ser conhecido por aqui como "o exterminador de mutucas" hoeoheoheohehoe. Eu explico. Bem, como em qualquer rancho, por aqui as vezes... Aparecem criaturas... Hoje um bando de camotinhos resolveu tentar se apoderar do complexo... Tarefa que Cesar Cogo, ou, "o exterminador de mutucas", não iria permitir! Hehe. Enquanto ele estava inocentemente acertando os detalhes do kit, expliquei o caso e apontei os "monstros", falando o nome da criatura. Ele respondeu com um "que?", que foi prontamente ignorado por todos, neste momento ocupados olhando para cima procurando os "bicho"... Ele começou a procurar também. No meio do papo, sabe aquela coisa de quando alguém não lembra ao certo o nome de um troço, ele avistou alguns e, apontando, para delírio geral da nação, largou a fatídica "Ó ali tem outra..." breve pausa "...mutuca". OHEHOEOHEOHEOHEHOE.
E aí, obviamente, começou uma enxurrada de piadas que incansavelmente seguiram até o final da sessão muitas horas mais tarde, e piadas de alto escalão, de gabarito... "Cara elas só atacam se tu errar... Porque são mutucas musicais assassinas!", e coisas do nível. Confesso que perdi a que explicava o porque elas mutaram para "mutucas musicais assassinas albinas", como explicado no vídeo que em breve estará por aqui hehe. Foi foda! Literalmente me dói rir!

Bora pra parte técnica da coisa então, que aliás, hoje teve algumas coisas novas e bem legais. Na sessão de hoje registramos 2 temas e montamos um kit com um set de pratos mais para o lado brilhante. Hi-hat Zildjan A New Beat 13", crash Zildjan K Medium Crash 16", splash Zildjan A 8", china Zildjan A Medium China 16" e ride Zildjan Avedis Ping Ride 20". Como caixa optamos pela Tama Superstar 14x6,5" do Cesar, casco de mapple, aros die-cast, esteira super sensitiva, sonzeira! Os tambores de meu kit foram equipados com peles duplo-filme clear e afinados não muito baixos. Vamos começar com a sala. Optei pela sala Maragato e montei o kit próximo ao fundo da sala, junto da parede difusora de pedra. Eu procurava uma ambiência que embora densa fosse curta, sem reflexões óbvias e não tão brilhante quanto de costume, por isso aproximei o kit do difusor. Depois, com os rebatedores, acertei o restante da sala para aproximar da sonoridade de ambiência que eu procurava. Comecei com meus room mics, um par de Shure KSM44 a aproximadamente 45cm do chão, em padrão cardioid, enviando ao Focusrite ISA428 com um par de Universal Audio 1176 no insert do pré-amplificador. Peguei pesado na compressão da ambiência mas bem mais leve que de costume e gostei muito. Ficou muito bonito, natural, aberto, com muito punch e com uma separação stereo linda, o kit todo estava muito bem representado ali e em uma relação com a sala muito legal! Parti para o bumbo e comecei achando um som mais tradicional, macio ainda que bem presente e moderno com o AKG D112 mandando para o Avalon VT737sp. Adicionei ainda o Rode K2 pouco mais distante e procurei um som mais "natural" do bumbo. A cápsula condenser do K2 captou detalhes nas altas e baixas que a cápsula dinâmica do D112 deixou passar. A característica agressiva, unida à resposta valvulada do microfone, também trouxeram uma presença nas médias altas que ficou muito interessante, a mistura dos dois sinais agradou a todos. Daí era a vez da caixa. Naturalmente iniciei com meu Shure SM57 sem transformador. Pûs meu "chapéu-anti-hi-hat-dos-infernos", mandei o sinal ao Neve Amek Purepath CIB e procurei um som bem tradicional, porém com bastante punch e uma boa dose de compressão. Adicionei outro SM57, esse, o modelo de fábrica, e o posicionei de forma a usar a técnica de "shell mic'ing", microfonando o respiro do casco, mas olhando de "revesguêio", não ponham ele olhando diretamente para a lufada de ar. Mandei este sinal ao Universal Audio LA610 e aqui procurei uma sonoridade crua, aberta e natural, com pouca compressão e uma boa dose de esteira. Novamente, a mistura desses sinais ficou muuuuuuito legal, com muita presença, um ataque impressionante, muito orgânica e natural, punch e ambiência na medida certa! Adorei! Para os tambores fui do meu clássico, Sennheiser MD421II enviando ao Focusrite ISA428. Como teríamos poucos pratos e a imagem do kit estava perfeita na ambiência, decidi por microfoná-los individualmente. Para o hi-hat, Shure KSM109, cápsula atenuada, a agressividade dos transientes agudos mais rápidos do hi-hat tornam meio que obrigatória esta prática para evitar que a cápsula distorça. Enviei o sinal à um dos pré-amplificadores da Digidesign Control|24 e então ao DBX 160A. O china seguiu o mesmo caminho, porém sem o estágio de compressão, assim como o ride e o combo crash/splash, estes porém, sendo captados por um par de Rode NT5. Logo após acertar a montagem do kit, partimos à preparar as guias e então era hora. "O exterminador de mutucas" sentou a mão e rapidão já tínhamos todo o material necessário, e lá pelas 20 horas, encerrávamos a sessão.

E foi isso pela agradabilíssima domingueira. Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

0 comentários: