quarta-feira, 30 de junho de 2010

Gaita wireless? Quase!

Segunda passada foi um dia de bastante trabalho aqui pelo rancho. Logo cedo comecei trabalhando nas edições do material do Cartel da Cevada e lá pelas 14 horas eu abria as porteiras para o Lucas Restori. Missão? Além de acertar umas pré-mixes de alguns temas, assistir ao jogo do Brasil contra o Chile. Após a vitória do Brasil, retomamos o trabalho e completamos a missão próximo das 19 horas. Questão de não mais que 1 hora depois, retornava o Rodrigo Bitarello, acompanhado do fotógrafo (e ex-aluno da 2ª turma do IGAP) Rique Barbo e do multi-instrumentista Jackson Rodrigues, acordeonista da Roland que vinha para registrar as trilhas de guitarra e gaita para o álbum debut da dupla Igor & Anderson Paraná. Bem, na noite anterior deixei preparada a sessão que rolaria na segunda. Comecei montando a rig de guitarra. Pré-selecionei os amplificadores Orange Tiny Terror e o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head. O sinal destes, dentro da sala Farrapos, era mandado diretamente à caixa Serrano Amps 2x12" localizada dentro da sala Chimango e microfonada com 1 Shure SM57 (modelo sem transformador) e 1 Cascade Gomez, estes, respectivamente enviando o sinal ao Avalon VT737sp e ao Neve Amek Purepath CIB. Quando o pessoal chegou o Rodrigo e o Jackson me apresentaram a idéia do que buscávamos e começamos fazendo o registro das trilhas com alto ganho. Muito dos sons ambos já haviam pré-programado de antemão na pedaleira Behringer V-Amp 2 e por isso fizemos um split no sinal para que além do som vindo do amplificador, gravássemos também o sinal já processado da pedaleira. Para estas trilhas utilizamos uma guitarra Jackson com captação Seymour Duncan. Barbadinha. O Jackson matou a pau e pouco tempo depois já tínhamos o material em mãos. Passamos para os sons limpos, e como de praxe, hora do Classman brilhar. Acertei sua atitude com válvulas JJ/Tesla ECC803 no 1º estágio e ECC802 no 2º estágio com 6L6 no poweramp. Optamos pela Tagima T735S e desfizemos o split, uma vez que não seria necessário o sinal processado da pedaleira. Lindo! Bora gravar. Novamente, pouco tempo depois e pronto. Hora da gaita! E daí que veio a parte fácil da coisa. Eu nunca havia gravado gaiteiro dentro da técnica e com tamanha facilidade. Armado de sua Roland, o Jackson simplesmente me entregou 2 cabos com sinal de linha contendo separados, teclado e baixaria. Pronto! Sem mix de fones, sem acerto de fase de microfones, sem vazamentos. O som estava ali já, pronto e configurado. Me impressionei muito com o instrumento e com tudo que é possível realizar com o brinquedinho hehe. E se até então tinha sido fácil, daí ficou ridículo. O Jackson desceu a lenha e trilha após trilha fomos cumprindo a missão, sempre sob o olhar atento da lente do Rique Barbo que clicava incansávelmente todo e qualquer movimento nosso para o making of do trabalho. Como sempre, com muito bate papo, bom humor e música, lá pelas 5 badaladas da manhã de terça, encerrávamos a empreitada. Missão cumprida... Até a próxima povo!

O Rique Barbo gentilmente me cedeu autorização para o uso de algumas das fotos da sessão, então lá vamos nós. Mais informações sobre o trabalho do Rique pode ser conferido em www.riquebarbo.com

Um forte abraço! Bring me sound and I'll make you music!

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