segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gravando Madelleine, parte 1.

Mazaaaah!
Fim de semana longo, cansativo mas muito produtivo. Sábado, vez da banda Madelleine começar a registrar o material para o futuro mini-EP da banda. Logo pela segunda hora da tarde, chegavam por aqui pelo rancho Jon, Matt e Yu~ki para o registro das trilhas de guitarra e baixo do projeto.
Antes de começar porém, preciso agradecer o amigo Davidson por permitir-me roubar seu instrumento e utilizá-lo nesta sessão, um belíssimo Jazz Bass que, desde que usei nas gravações do último trabalho do Davidson por aqui, eu já havia posto o olho gordo hehe. Então, de posse do instrumento do amigo, começamos os trabalhos pondo o Yu~ki à gravar. Eu já sabia bem o que eu buscava mas mesmo assim testei o Avalon VT737sp, o Universal Audio LA-610 e o Focusrite ISA428, mas como imaginava, desta vez, o Avalon voltou a brilhar e foi o escolhido para as trilhas principais de baixo. Sonzeira. Em um dos temas porém, havia uma linha de baixo com sonoridade mais peculiar e para esta, a coisa foi diferente. Escolhi o punch do ISA428 e "insertei" neste o rack T.C. Electronics M-One gerando os efeitos da trilha, em seguida, o sinal com os efeitos foi enviado ao Avalon onde fiz o tratamento final comprimindo e equalizando. Gravar foi o mais fácil, novamente o Yu~ki matou a pau e rapidão registramos todo o material necessário. Era a vez do Matt. Com sua Ibañez afiada preparei a sala Chimango para receber a 4x12" Marshall JCM900A. Preparei uma ambiência natural, curta, pouco densa e com muito pouca reflexão, a idéia era um som focado, up-front e moderno. Utilizamos o Mesa Boogie Dual Rectifier Road King e busquei uma timbragem mais "crankeada" que o normal para o estilo pois eu buscava uma agressividade com característica mais de garganta, growl. Mais tarde adicionamos à cadeia o pedal compressor/sustainer Digitech Main Squeeze antes do amplificador, principalmente para amplificar o feedback da guitarra e ajudar a "domar" a resposta de graves das 7 cordas do Matt. Para o transporte, optei pelo combo clássico, Shure SM57 e Sennheiser MD421II, porém utilizei meu SM57 modificado. O sinal do SM57 enviei ao Avalon VT737sp enquanto o sinal do MD421 enviei ao Neve Amek Purepath CIB. Sempre fico muito feliz quando percebo que ao abrir o sinal de cada um dos canais, o som já vêm pronto, muito bonito e redondo, com todas as características que eu buscava e com todos os controles ainda em flat. Novamente, gravar foi a parte fácil, o Matt também matou a pau e registrou todas suas trilhas muito rápido. Era a vez do Jon. Utilizei a mesma configuração de sala e transporte, porém, para suas trilhas, utilizamos o Orange Tiny Terror. Puta som! Mais uma vez ao abrir o sinal dos microfones, já estava tudo lá! =)
Era vez de gravar as trilhas clean, e obviamente, entrava em cena o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head com a seguinte configuração de válvulas: JJ Tesla ECC803 no 1º estágio, JJ Tesla ECC802 no 2º estágio, ambas válvulas de placa longa, e 2 EH 6L6GC no power amp do amplificador. Novamente, mesma sala e transporte. No loop de efeitos do cabeçote, insertei o M-One gerando todos os reverbs e demais efeitos necessários para essas trilhas. O Jon também sentou a lenha e rapidão, utilizando sua Ibañez e minha Tagima Stratocaster T735S, finalizou a sessão de trabalhos aqui pelo rancho próximo das 20:30 da noite. Missão cumprida, hora de fechar tudo, se despedir e preparar o próximo trabalho.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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