terça-feira, 20 de abril de 2010

Carteliando guitarras parte 7.

Mazaaaah!
Pois é... agora sim estamos quase finalizando as captações! Na segunda-feira cinzenta e chorosa de ontem, lá pelas 20 horas, eu abria as porteiras do rancho para receber o Igor Assunção e sua morena, uma Epiphone SG. Dia de mais guitarras! Já estava começando a ficar com saudade do amigo então "perdemos" algum tempo trovando fiado e ouvindo alguns sons, mas logo voltamos a missão, leads e solos! Desde o início dos trabalhos a identificação do Igor com a sonoridade do Orange Tiny Terror foi muito grande, então eu meio que já imaginava como que seria o andamento da carruagem e deixei o cabeçote já pronto dentro da sala Farrapos. Posicionei a Marshall 4x12" JCM900A na sala Chimango e comecei a pensar o transporte. Mais uma vez, volto a reiterar, não pretendo usar qualquer reverb ou ambiência digital no trabalho, eu queria uma sonoridade lead muito "na cara" e bastante focada. Testei o caminho que costumo seguir e que já utilizei com sucesso em vários trabalhos, o uso de microfones captando digamos, "somente" a fonte sonora, e microfones captando a resposta da sala, a ambiência/reverb digamos. Posicionei os microfones e eles já estavam soando redondos porém, totalmente bone-dry de tão secos... Minha ambiência também estava perfeita... Ouvindo somente os close-mics, a coisa não funcionava... Ouvir somente a ambiência ficava muito legal, mas era difícil ter o controle que eu buscava... Buscar uma mistura entre eles me trazia de volta às texturas que criei para as guitarras base... E a coisa não misturava nem se destacava da forma que eu buscava. Resultado, fui por outro caminho. Retirei o microfone de ambiência e simplesmente abri a sala totalmente tornando a sala absurdamente viva. Como ambas as cápsulas fazendo o transporte possuem padrão polar cardioid fui cuidadosamente acertando a distância das mesmas dos falantes da 4x12" até obter a mistura na medida que eu buscava. Daí sim pintou o clima! Fiz esta preparação durante a tarde e quando o Igor chegou, o Shure SM57 sem transformador e o Sennheiser MD421II já estavam preparados e posicionados. O sinal do SM57 enviei ao Avalon VT737sp enquanto o sinal do MD421 enviei ao Neve Amek Purepath CIB. Daí foi fácil. Sentar a palheta, fazer pequenos ajustes entre um tema e outro... Um olho nas anotações, outro nos arquivos de produção e vamos que vamos. Logo juntava-se a nós o Richard Zimmer que vinha para dar pitaco e re-registrar uma trilha de baixo hehe. Ainda utilizamos minha Tagima Stratocaster T735S e o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head para algumas trilhas, e tirando um evento em especial, que ficará para a sessão de leads do Nando, missão guitarrística do Igor cumprida. Simbora seu Richard! O plano era simples e o pretendido éramos usar o baixo Schecter do próprio Richard, porém, não rolou... O que ocorreu é que a 1ª versão da sonoridade do baixo ocupava um espaço "X" no espectro, quando vieram as camadas de guitarras, e não havia mais o baixo, o espaço no espectro mudou drasticamente, de forma que o planejamento continuava o mesmo, mas o caminho que fizemos anteriormente não funcionava mais, seria necessário moldar a sonoridade do baixo as novas exigências. Novamente, acabou que fiz uso do instrumento do amigo Davidson que dava sopa aqui pelo rancho hehe. E, ele não nos deixou na mão, veio no baile e com toda a linguiça! Daí foi fácil, Avalon VT737sp, sentar o dedo, mas maneiradamente hehe, e após uns 3 takes já tínhamos todo o material necessário. Aí, as 4 horas da matina, encerrávamos a sessão.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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