sábado, 24 de abril de 2010

Mais guitarras para o projeto Valentin. Parte 2.

Mazaah!
Hoje é sexta-feira... Traga mais cerveja...
10 badaladas da matina e eu abria as porteiras do rancho para receber novamente o Eduardo Rimoli e o Lucas Restori para continuarmos captando as trilhas guitarras. E hoje foi muito legal, fizemos muitos sons bacanas, mas técnicamente, nada de muito interessante não. Basicamente a mesma configuração da última sessão com alguns acrescimos. Hoje o Orange Tiny Terror trabalhou um pouco também, assim como os efeitos Fulltone Fulldrive 2 Mosfet e o Boss DS-2. Mais projeto Valentin e guitarras nesta segunda- e terça-feiras.

Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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Novos vídeos Serrano Amps.

Aeee! Post follow-up para noticiar somente.
Noticiar o que? Os dois últimos vídeos da Serrano Amps. Trata-se do vídeo demonstrativo do amplificador Serrano 18 e mais um vídeo demonstrativo do amplificador Conquest Custom Head. Ambos os vídeos apresentam meu amigo Eduardo Rimoli fazendo a demonstração dos amplificadores.
Pois bem, para manter a organização, atualizei os dois posts referentes aos respectivos amplificadores com os vídeos em questão, e deixo então aqui para vocês os links para os tais posts.

Serrano 18.
Conquest Custom Head.

Para mais informações sobre a Serrano Amps e detalhes destes amplificadores, visitem o blog da Serrano Amps.

Espero que curtam! Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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quinta-feira, 22 de abril de 2010

Gravando guitarras para Lucas Restori.

Mazaaah!
Então. Quarta-feira, 9 e 40 da matina e os guris impiedosamente me arrancam da cama... Falo do Lucas Restori e do Eduardo Rimoli, que por aqui chegavam para darmos início as gravações das trilhas de guitarra para o que por aqui ficou conhecido como projeto Valentin. Depois de conseguir recobrar os sentidos, que estavam inebriados pelo sono, nos mandamos ao estúdio. E a coisa embora demorada, foi bem direta, o Dudu, que veio armado de suas duas Gibson, uma Custom e uma Goldtop, se agarrou a trocar as cordas dos instrumentos, incluindo minha Tagima Stratocaster T735S. Mas deixe-me ir direto à parte técnica da coisa. Optei novamente pela sala Chimango, totalmente aberta, o que gerou uma ambiência muito natural e entregou aos microfones uma idéia de sonoridade muito "pronta" sem a necessidade do uso de room mic. Posicionei ambas as caixas onde elas estavam soando melhor e tratei de fazer o transporte. Para a 4x12" Marshall JCM900A, selecionei meu Shure SM57 sem transformador (aliás, quase não consigo mais voltar ao SM57 padrão), um Sennheiser MD421II e o Cascade Gomez, respectivamente, enviando seus sinais ao Avalon VT737sp, Neve Amek Purepath CIB e Universal Audio LA610. Para a caixa Serrano Amps 2x12" Jensen C12N também escolhi o combo clássico, SM57 e MD421, com o mesmo endereçamento. De posse das notas de produção, anotações e referências, começamos o garimpo sonoro em direção ao ouro, e acabou que esta primeira sessão iniciou-se com o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head com uma configuração de válvulas que usamos durante as pré-produções, JJ Tesla ECC803, JJ Tesla 12AX7 e EL34 no power amp do cabeçote... E entre as trocas de guitarras, ajustes de timbragem, seleção de caixa e efeitos de nosso T.C. Electronics M-One, plugado no loop de efeitos passivo do cabeçote, o resto foi somente gravar... gravar... gravar... E ficamos nesta função até aproximadamente às 20 horas quando demos por encerrada a sessão...

Foi um bom início. Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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terça-feira, 20 de abril de 2010

Carteliando guitarras parte 7.

Mazaaaah!
Pois é... agora sim estamos quase finalizando as captações! Na segunda-feira cinzenta e chorosa de ontem, lá pelas 20 horas, eu abria as porteiras do rancho para receber o Igor Assunção e sua morena, uma Epiphone SG. Dia de mais guitarras! Já estava começando a ficar com saudade do amigo então "perdemos" algum tempo trovando fiado e ouvindo alguns sons, mas logo voltamos a missão, leads e solos! Desde o início dos trabalhos a identificação do Igor com a sonoridade do Orange Tiny Terror foi muito grande, então eu meio que já imaginava como que seria o andamento da carruagem e deixei o cabeçote já pronto dentro da sala Farrapos. Posicionei a Marshall 4x12" JCM900A na sala Chimango e comecei a pensar o transporte. Mais uma vez, volto a reiterar, não pretendo usar qualquer reverb ou ambiência digital no trabalho, eu queria uma sonoridade lead muito "na cara" e bastante focada. Testei o caminho que costumo seguir e que já utilizei com sucesso em vários trabalhos, o uso de microfones captando digamos, "somente" a fonte sonora, e microfones captando a resposta da sala, a ambiência/reverb digamos. Posicionei os microfones e eles já estavam soando redondos porém, totalmente bone-dry de tão secos... Minha ambiência também estava perfeita... Ouvindo somente os close-mics, a coisa não funcionava... Ouvir somente a ambiência ficava muito legal, mas era difícil ter o controle que eu buscava... Buscar uma mistura entre eles me trazia de volta às texturas que criei para as guitarras base... E a coisa não misturava nem se destacava da forma que eu buscava. Resultado, fui por outro caminho. Retirei o microfone de ambiência e simplesmente abri a sala totalmente tornando a sala absurdamente viva. Como ambas as cápsulas fazendo o transporte possuem padrão polar cardioid fui cuidadosamente acertando a distância das mesmas dos falantes da 4x12" até obter a mistura na medida que eu buscava. Daí sim pintou o clima! Fiz esta preparação durante a tarde e quando o Igor chegou, o Shure SM57 sem transformador e o Sennheiser MD421II já estavam preparados e posicionados. O sinal do SM57 enviei ao Avalon VT737sp enquanto o sinal do MD421 enviei ao Neve Amek Purepath CIB. Daí foi fácil. Sentar a palheta, fazer pequenos ajustes entre um tema e outro... Um olho nas anotações, outro nos arquivos de produção e vamos que vamos. Logo juntava-se a nós o Richard Zimmer que vinha para dar pitaco e re-registrar uma trilha de baixo hehe. Ainda utilizamos minha Tagima Stratocaster T735S e o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head para algumas trilhas, e tirando um evento em especial, que ficará para a sessão de leads do Nando, missão guitarrística do Igor cumprida. Simbora seu Richard! O plano era simples e o pretendido éramos usar o baixo Schecter do próprio Richard, porém, não rolou... O que ocorreu é que a 1ª versão da sonoridade do baixo ocupava um espaço "X" no espectro, quando vieram as camadas de guitarras, e não havia mais o baixo, o espaço no espectro mudou drasticamente, de forma que o planejamento continuava o mesmo, mas o caminho que fizemos anteriormente não funcionava mais, seria necessário moldar a sonoridade do baixo as novas exigências. Novamente, acabou que fiz uso do instrumento do amigo Davidson que dava sopa aqui pelo rancho hehe. E, ele não nos deixou na mão, veio no baile e com toda a linguiça! Daí foi fácil, Avalon VT737sp, sentar o dedo, mas maneiradamente hehe, e após uns 3 takes já tínhamos todo o material necessário. Aí, as 4 horas da matina, encerrávamos a sessão.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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Follow up Lucas Restori.

Follow up Lucas Restori, projeto Valentin.
Ae!! Bem, como o seguinte post ficaria meio perdido e vazio em um contexto solo, vou uní-los em um só. Trate-se da gravação de mais algumas trilhas de percussão ocorridas na última sexta-feira e as gravações de mais algumas trilhas de baixo realizadas hoje pela manhã. Vamos ao 1º causo. Na sexta-feira em questão, realizei a gravação de mais algumas trilhas de percussão. Neste dia mais precisamente gravei carrilhão, pau de chuva e caixa tocada com vassourinhas. Para a caixa, utilizei minha Ludwig Supraphonic original de 1969 microfonada com um Shure SM57 que modifiquei removendo o transformador. Seu sinal foi enviado ao Avalon VT737sp. Para a esteira utilizei também um Shure SM57 porém este, o modelo de fábrica, e enviei seu sinal ao Neve Amek Purepath CIB. Após as trilhas de vassourinhas, montei um Shure KSM44 para registrar as trilhas de pau de chuva e de carrilhão. Optei pela sala Chimango com a mesma idéia de ambiência das demais sessões de percussão.

Hoje pela manhã, abri as porteiras do rancho audioFARM para meu amigo Thiago Siebert, que veio para realizar a gravação de mais algumas trilhas de baixo. Aproveitei mais uma vez o empréstimo forçado do baixo do amigo Davidson, hehe, seu belíssimo Jazz Bass, e capturei mais algumas trilhas antes de ter que devolvê-lo nesta próxima quarta-feira. Mais uma vez fica aqui meu agradecimento. Desta vez, o escolhido foi o Avalon VT737sp. Minha impressão é que geralmente o casamento Jazz Bass e Avalon funciona muito bem.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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segunda-feira, 19 de abril de 2010

Gravando Madelleine, parte 2.

Domingueira. 10 horas da matina e eu voltava a abrir as porteiras do rancho audioFARM para o povo da banda Madelleine, dessa vez para o Vini e o Jon. Missão do dia? Registrar as baterias do projeto. Novamente eu sabia que o demorado seria a preparação da sessão e não a gravação em si. "Mateus... Porque as baterias dessa vez foram gravadas depois dos demais instrumentos? Algum motivo especial?" Não, somente o fato de que pintou um compromisso para o Vini que o impediu de realizar seu registro no sábado. Mas vamos que vamos. Optei pela sala Maragato e eu já sabia como eu queria a ambiência. Como nas guitarras, eu iria atrás de uma sonoridade com muito foco. A ambiência teria de soar pouco densa, curta, pouco reflexiva e ainda assim brilhante e natural. Optei por peles duplo-filme clear com afinação baixa, escolhi a RMV Bullet Custom Bapeva como caixa do kit, bumbo com pele de resposta com furo e um set de pratos explosivos e brilhantes, composto de 1 crash Wuhan S 18", 1 crash Wuhan Traditional 18", 1 china Wuhan Traditional 20", 1 splash Wuhan Traditional 12", 1 hi-hat Wuhan S 14", 1 hi-hat Wuhan Traditional 14" e 1 ride Zildjan Avedis Ping Ride 20".
A seleção de microfones, técnica de microfonação e periféricos usados foi escolhido sempre tendo em mente uma sonoridade moderna, ainda que natural e não "plastificada". Ficou assim: O bumbo foi captado com 2 microfones, 1 Shure Beta 91 internamente, sendo enviado ao Avalon VT737sp, buscando uma sonoridade mais tradicional com muita presença e click, e 1 AKG D112 posicionado fora do bumbo, captando o punch do tambor. A caixa top foi captada com por 1 Shure SM57 utilizando meu chapéu anti-hi-hat, enviando seu sinal ao Neve Amek Purepath CIB. Para a esteira utilizei também um SM57 e enviei seu sinal à um dos canais da Digidesign Control 24. Para os tambores utilizei 2 Sennheiser MD421II enviando o sinal ao Focusrite ISA428, assim como o sinal dos 2 Shure KSM44, microfones que captavam a ambiência, porém nestes, ainda "insertei" um par de compressores Universal Audio 1176. Os overheads captei com um par de Rode NT5 em X/Y bem baixo sobre o kit, enviando o sinal à mais 2 canais da Control 24. Por último, para ambos os hi-hats, optei por um par de Shure KSM109 com a cápsula atenuada visando domar os transiententes agudos mais agressivos. Estes também enviei à mais 2 canais da Control 24. Apliquei um pouco de damping nos tambores e caixa, e pronto. Após mais alguns minutos e ajustes e o som estava muito bonito, bem focado, muito natural, com bastante projeção e foco, exatamente como eu queria. Golaço. Depois foi fácil. O Vini também matou a pau e rapidão, lá pelas 17:30 da tarde nos despedíamos e declarávamos missão cumprida. Hora de desmontar tudo novamente e preparar a recepção do pessoal da Start Select que chegava para dar continuidade às pré-produções.

Eras isso. Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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Gravando Madelleine, parte 1.

Mazaaaah!
Fim de semana longo, cansativo mas muito produtivo. Sábado, vez da banda Madelleine começar a registrar o material para o futuro mini-EP da banda. Logo pela segunda hora da tarde, chegavam por aqui pelo rancho Jon, Matt e Yu~ki para o registro das trilhas de guitarra e baixo do projeto.
Antes de começar porém, preciso agradecer o amigo Davidson por permitir-me roubar seu instrumento e utilizá-lo nesta sessão, um belíssimo Jazz Bass que, desde que usei nas gravações do último trabalho do Davidson por aqui, eu já havia posto o olho gordo hehe. Então, de posse do instrumento do amigo, começamos os trabalhos pondo o Yu~ki à gravar. Eu já sabia bem o que eu buscava mas mesmo assim testei o Avalon VT737sp, o Universal Audio LA-610 e o Focusrite ISA428, mas como imaginava, desta vez, o Avalon voltou a brilhar e foi o escolhido para as trilhas principais de baixo. Sonzeira. Em um dos temas porém, havia uma linha de baixo com sonoridade mais peculiar e para esta, a coisa foi diferente. Escolhi o punch do ISA428 e "insertei" neste o rack T.C. Electronics M-One gerando os efeitos da trilha, em seguida, o sinal com os efeitos foi enviado ao Avalon onde fiz o tratamento final comprimindo e equalizando. Gravar foi o mais fácil, novamente o Yu~ki matou a pau e rapidão registramos todo o material necessário. Era a vez do Matt. Com sua Ibañez afiada preparei a sala Chimango para receber a 4x12" Marshall JCM900A. Preparei uma ambiência natural, curta, pouco densa e com muito pouca reflexão, a idéia era um som focado, up-front e moderno. Utilizamos o Mesa Boogie Dual Rectifier Road King e busquei uma timbragem mais "crankeada" que o normal para o estilo pois eu buscava uma agressividade com característica mais de garganta, growl. Mais tarde adicionamos à cadeia o pedal compressor/sustainer Digitech Main Squeeze antes do amplificador, principalmente para amplificar o feedback da guitarra e ajudar a "domar" a resposta de graves das 7 cordas do Matt. Para o transporte, optei pelo combo clássico, Shure SM57 e Sennheiser MD421II, porém utilizei meu SM57 modificado. O sinal do SM57 enviei ao Avalon VT737sp enquanto o sinal do MD421 enviei ao Neve Amek Purepath CIB. Sempre fico muito feliz quando percebo que ao abrir o sinal de cada um dos canais, o som já vêm pronto, muito bonito e redondo, com todas as características que eu buscava e com todos os controles ainda em flat. Novamente, gravar foi a parte fácil, o Matt também matou a pau e registrou todas suas trilhas muito rápido. Era a vez do Jon. Utilizei a mesma configuração de sala e transporte, porém, para suas trilhas, utilizamos o Orange Tiny Terror. Puta som! Mais uma vez ao abrir o sinal dos microfones, já estava tudo lá! =)
Era vez de gravar as trilhas clean, e obviamente, entrava em cena o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head com a seguinte configuração de válvulas: JJ Tesla ECC803 no 1º estágio, JJ Tesla ECC802 no 2º estágio, ambas válvulas de placa longa, e 2 EH 6L6GC no power amp do amplificador. Novamente, mesma sala e transporte. No loop de efeitos do cabeçote, insertei o M-One gerando todos os reverbs e demais efeitos necessários para essas trilhas. O Jon também sentou a lenha e rapidão, utilizando sua Ibañez e minha Tagima Stratocaster T735S, finalizou a sessão de trabalhos aqui pelo rancho próximo das 20:30 da noite. Missão cumprida, hora de fechar tudo, se despedir e preparar o próximo trabalho.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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sexta-feira, 16 de abril de 2010

Mais vozes de um certo proj... Digo, Sun Chasky.

Mazaaah!
Nesta quinta-feira também foi dia de voltar a receber o Louis Lima, o Rodrigo Bitarello, o David "Bypass" Amato e o Victor Wichmann, o tio Everton, como medo de ser engambelado em vídeo para o mundo todo novamente, não veio... Covarde! E foi lá pelas 21 horas, no exato momento em que eu terminava minha janta, que eu me encaminhava para abrir as porteiras para o povo andino da Sun Chasky. Missão? Barbada... Engambelar o tio Everton, e gravar umas vozes ai... Vamos direto à parte interessante da coisa. Não é porque o tio Everton não veio que ele não seria engambelado novamente, pois acreditem, ele foi, por TELEFONE! ohehoeohe. Sim! O Rodrigo lançou o pavor no magrão com uma declaração bombástica, do tipo, "Cara! Perdemos tudo!" e para tanto ele respondeu com o fatídico "hã?!" para em seguida, pro delírio geral da nação andina, levar aquele lindo "pffffffff!" ohehoehoehoehoe. Pronto. Missão cumprida, hora de trabalhar. Mandaram o X do Louis errado ><. Mandaram o "s/ bife", eu disse, bi-f E, com um maldito EEEEE.
Tá eu paro...
Agora que eu já conhecia melhor a voz do Victor e já tinha uma idéia de como seria manipulado o resto do tratamento de voz, optei pela ambiência da sala Chimango, montei uma sala bem focada, pouquíssima ambiência, quase que um vocal booth e fui direto apanhando o Manley Reference Cardioid. Mandei o sinal dessa vez porém, ao Avalon VT737sp pois eu queria mais adição de harmônicos à cadeia do sinal além dos botões passivos do equalizador do Avalon. Em seguida mandei o sinal à um segundo estágio de compressão no Universal Audio 1176. Registrei as vozes bem próximas à cápsula para utilizar um pouco do efeito de proximidade, que geralmente procuro evitar. Mandei o Avalon equalizar antes de comprimir e acertei a equalização, uns 2 dbs lá pelos 10 KHz e uns 4 dBs em 32 KHz. Acertei os 2 estágios de compressão encadeados e nooooossa... Não tem outra palavra não... Ficou animal! Absurdamente na cara, com uma presença, punch, bite e brilho absurdos, quase sobrenatural, gostei muito! O resto foi fácil, o Victor mandou muito e rapidão levantávamos a placa de missão cumprida. E foi isso por essa quinta!

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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Mais percussões e uma "Pago-lua"...

Vamos que vamos que tô atrasado nos posts... De novo, culpa do cansaço.
Enfim. Quarta- e quinta-feira passadas foram dias que, entre as atividades realizadas aqui pelo rancho, trabalhei no projeto do Lucas Restori, aqui conhecido como projeto Valentin. Missão? Desta vez gravar mais percussões e o início de algumas programações de teclado. Vamos a parte técnica da coisa. Entre os instrumentos que utilizei para criar as trilhas de percussão que arranjei e registrei para os temas, estão uma meia-lua, dois shakers diferentes, entre eles o "tamboreco-ganzá-shaker" que ganhei do Sasandro e que, desta vez, em uma das trilhas, foi tocado de uma forma bem peculiar, meio que como um tambor mesmo, pode acreditar. O mesmo aconteceu com o instrumento que minha "auxiliar técnica" para a sessão, minha esposa, apelidou de "pago-lua", hehe, trata-se de uma forma bem diferente de tocar um pandeiro, uma meia-lua e um shaker, tudo ao mesmo tempo. Ainda utilizei dois caxixis diferentes, uma zabumba, tocada com vassouras e com baqueta, um molho de chaves, um agogô de madeira, tocado com uma boa dose de fúria com os dedos (doeu... bastante) e um velho chocalho que eu não usava há bastante tempo. O que aconteceu realmente de interessante porém, foi a absurda transparência que obtive ao tentar algo. Um amigo, também dono de um Cascade Gomez, um dos primeiros aliás (S/N 008 se não me engano), havia me dito que um dia foi gravar uma trilha e queria que a meia-lua dele soasse vintage. Ele pegou um microfone "anos 60", o Gomez, enviou à um antigo pré-amplificador Neve e tirou o som de "meia-lua vintage" que ele queria e me disse "foi o som de meia-lua mais legal que já fiz!". Como para alguns dos temas eu também queria uma sonoridade mais vintage de meia-lua, segui o conselho dele. Como para algumas outras eu buscava algo bem moderno e brilhante, adicionei também o Manley Reference Cardioid e enviei seu sinal ao Avalon VT737sp. O input ficou assim, Cascade Gomez; Focusrite ISA428 (usando a impedância do ISA110); Neve Amek Purepath CIB; Manley Reference Cardioid; Avalon VT737sp. Ambos os sons e suas distintas características estavam muito bonitos MAS, foi quando disparei os dois canais juntos que caí para trás. A meia-lua estava ali, em minha frente... Todos que lidam com áudio sabem o quanto isso é raro, o transporte PERFEITO! O som de meia-lua que estava sendo tocada dentro da sala Chimango era EXATAMENTE o mesmo que eu ouvia através das Genelec 8050A dentro da sala Farrapos! Foi muito legal e foi nesse clima que gravei tudo, com pequenos ajustes cada vez que eu alterava o instrumento. Quando foi hora da zabumba, troquei o Manley por um AKG D112, acertei o som e meti ficha. E foi isso!

Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

Obs.: Ok, a foto da Chelle é antiga, da sala antiga, mas foi de outra sessão de quando ela atacou de "assistente" e serve como exemplo.

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