sexta-feira, 12 de março de 2010

Gravando Émerson e Tiago.

Mazaaah!
Agora sim uma notícia com bastante informação técnica, por isso resolvi postar junto da anterior. Mas vamos lá que o post é longo!
Nesta quinta-feira, as 10 da matina, abro as porteiras do rancho para receber o Andy e Mauricio, dessa vez porém, para gravar boa parte do material do single da dupla Émerson e Tiago. Como durante o fim de semana passada eu já havia gravado as baterias para o projeto, e durante a semana acertado as edições, era chegada a hora. Os arranjos incluíam baixo, guitarras, gaita, violões, percussões e algumas programações. Obviamente, começemos pelo começo.

Baixo:
Tínhamos algumas opções e eu tinha um som na cabeça. Desde algumas semanas atrás, eu havia pedido ao Andy que encarecidamente conseguisse um certo instrumento custom que ele havia utilizado para gravar alguns dos baixos do disco deles... E no fim, o pesado corpo sólido de mogno e captação passiva Bartollini fizeram a diferença e foi com ele mesmo que fizemos a captação das trilhas. Testei algumas sonoridades e acabei decidindo pela presença e característica mais rústica do Universal Audio LA-610 ao Avalon VT737sp. Depois disso foi barbada, muito groove, atenção ao arranjo e depois de sentar o dedo por alguns takes, missão cumprida. Rango e hora das guitarras.




Guitarras:
Rapidamente fizemos uma seleção do que usaríamos e partimos para acertar o input-list. Eu já tinha uma boa idéia do que eu buscava e por isso levei para dentro da sala Maragato o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head e o Orange Tiny Terror. Também possuíamos um belo arsenal de guitarras à disposição, mas a belíssima Ibañez Custom Shop do Mauricio foi a escolhida. Tínhamos duas texturas para cobrir, uma pouco mais limpa, com aquele "q" de overdrive, algo "crunchzão" e meio "fenderiano", porém, eu buscava ao mesmo tempo algo bem "crankeado". Optei enfim pelo Classman "nú e crú" para a empreitada e pelos falantes Jensen aos Celestion, logo optei pela caixa Serrano Amps 2x12" Jensen C12N. De válvulas usei Teslas, respectivamente 12AY7 e ECC802, com um par de Svetlanas EL34 no estágio de power. A combinação ficou muito legal! Hora de acertar a segunda textura, algo mais hi-gain, com bastante sustain e punch para as camadas lead de guitarras. Tiny Terror e a Marshall JCM900A 4x12" e voilá, foi muito rápido e direto. Optei pelo Tiny Terror para tanto, pois eu buscava uma sonoridade moderna porém com acento mais britânico e crú.  Para a microfonação porém, fui com o tradicional, pois não queria algo tão vintage assim, novamente, queria o rústico, porém contemporâneo, e fui de Shure SM57 e Sennheiser MD421II, usei novamente meu SM57 sem transformador, este, enviando o sinal ao Avalon VT737sp enquanto o MD421 enviava o seu ao Neve Amek Purepath CIB. Optei pela Maragato pois buscava a densidade da sala grande, porém acertei a "equalização" da sala para que soasse mais fechada, aqui também não pretendo utilizar ambiência artificial.
Hora de mover os amplificadores para dentro da técnica Farrapos e sentar a lenha! E aí foi tranquilo, não mais que alguns poucos takes foi tudo que levou para o Mauricio gravar todo o material que necessitávamos, tanto das camadas base quanto lead. Nada de descanso pra ele porém...










Violões:
Hora de registrar os violões. Eu buscava um certo detalhismo na sonoridade, porém com bastante corpo, e por isso optei pela ambiência menos densa da sala Chimango. Acertei a equalização da sala para reduzir reflexões mais altas e diminuir ainda mais a densidade, dando maior foco as cápsulas para a captura. Falando nelas, fui com meu combo, achei o ponto doce do instrumento e de onde vinha o som que eu buscava, e foi ali mesmo, finquei um Shure KSM109 e o Manley Reference Cardioid, este, enviando para o Neve Amek enquanto o KSM109 enviava seu sinal ao Avalon. Daí não teve erro, um belo instrumento, cordas novas e uma pegada muito na vibe. Ficou muito legal, detalhado e gordo! Senta a mão Mauricio!




Gaita:
Agora sim o Mauricio podia descansar e era hora do Andy voltar a trabalhar. "Cata a gaita lá Andy". Mesma sala dos violões, e mesma técnica na qual tiramos um belo som à aproximadamente uma semana atrás. Porém, dessa vez, não teríamos multi camadas de gaita, queríamos somente uma, grande, poderosa e espaçosa. Fui lá e posicionei mais duas cápsulas, um par de Shure KSM109, optei por eles aos Rode NT5 por soarem um pouco mais macios e neutros. Após achar o posicionamento correto, mandei o sinal deles à um par de Focusrite ISA428 com um Universal Audio 1176 "insertado" em cada canal. O sinal do Manley enviei ao Neve Amek e ficou novamente muuuuito legal, e, por último, o sinal da "baixaria", com o microfone JTS interno da gaita do Andy, para o Avalon. Ajustes... Mais ajustes e voilá! Muito legal!
E aí de novo foi barbada, o Andy com muito sacolejo moeu a pau e registrou as gaitas para pouco depois, às 20 horas, encerrarmos a sessão com a missão cumprida.
Hora das programações, percussões e depois enfim, vozes.






Era isso por hoje! Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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