quinta-feira, 4 de março de 2010

Carteliando guitarras parte 3.

Eita.
Mal deu tempo de dormir, o sistema começava a fraquejar depois de 2 semanas ininterruptas de uma jornada quase tripla de trabalhos aqui pelo rancho. Bora bora!
Manhã, 10 badaladas e chegavam por aqui o Andy e Mauricio para passar a régua, em outras palavras, realizar a masterização do álbum de estréia da dupla. Fizemos os últimos ajustes nas mixagens e era hora de equilibrar o conteúdo harmônico no software Har-Bal, e depois, começar a masterização das trilhas propriamente ditas. E sério, não paramos nem por 1 segundo até a hora que encerramos, lá pelas 10 horas da noite, exceto na pausa de 1 hora para o almoço. Foi puxado mas missão cumprida e com um sorriso no rosto! Mas os dois não se despedem no audioFARM ainda não...
Chegava por aqui então o Igor Assunção para registrar o restante de suas linhas base de guitarra para o disco do Cartel da Cevada. Após aquele bate-bola rápido, uma rápida janta e bora carteliar aquelas guitarras. O plano já estava traçado, o material preparado, as anotações feitas e tudo basicamente timbrado. Exceto por alterações na ambiência da sala, na regulagem dos pré-amplificadores de microfone e suas respectivas cadeias de sinal, a coisa estava bem definida. Após registrar o último tema com o Orange Tiny Terror, era hora de mudar o setup. Pois bem, para manter o padrão da sessão anterior (referente às gravações de guitarra), aqui segue a configuração geral desta parte.

Parte 4:
Nesta última parte utilizamos o Mesa Boogie Dual Rectifier Road King e nenhum outro efeito. Utilizamos ambas as guitarras, a Epiphone Les Paul Signature Slash e a SG Custom. O cabeçote tinha suas configurações alteradas constantemente entre os temas, mas basicamente trabalhamos com 2 canais e 3 sonoridades. Optei pelo uso da Marshall 4x12" JCM900A e a microfonação ficou basicamente fixa, Shure SM57, Sennheiser MD421II, Cascade Gomez e o Manley Reference Cardioid como ambiência. Para alguns temas utilizei também meu Shure SM57 Transformerless. O Manley ficou todo o tempo no Focusrite ISA428 com um Universal Audio 1176 "insertado", enquanto o Gomez, os SM57 e o MD421 variavam entre o Universal Audio LA-610, o Avalon VT737sp e o Neve Amek Purepath CIB. Com a sala montada, utilizando o Manley como ouvido, circulamos dentro da sala até acharmos o ponto doce para a ambiência. Senta a mão Igor!

Lá pela meia-noite chegava o Richard Zimmer muuuuuuito bem acompanhado de algumas lindas cervejas para salvar a pátria!!! O sorriso reapareceu forte no rosto da gurizada e daí fincamos com força! =)
Um-a-um eles foram caíndo, devar e constante. Embora cansados, em nenhum momento, como de praxe, ficou desinteressante ou sem graça o trabalho e o papo. Algum tempo depois o Richard teve que se despedir e eu e o Igor continuamos metendo. Por fim, restava um último som "feio" e "estranho" que o Igor, "meio-que-sem-querer", achou durante as pré-produções. Desde que ouvi aquilo eu disse na cara dura, "eu quero isso!" hehe. Não tivemos dúvida. Para recriar aquele som, refizemos exatamente a sala e regulagem da pré-produção daquela noite. Sala Chimango, bateria montada num canto, caixa de baixo no lugar "X", caixa de guitarra no lugar "Y", Orange Tiny Terror com tal regulagem, etc, etc. Shure KSM44 em padrão omni no centro da sala, altura dos joelhos, Avalon VT737sp, guitarra Tagima 735S com o tone fechado... Voilá! Achamos novamente o tal timbre "feio"! =)
Após alguns takes do arranjo que o Igor havia criado naquela pré-produção em questão e sim, missão cumprida! Hehe, churrasquinho às 3 e 30 da manhã e cama! Que venha o próximo Brito! =)












Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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