domingo, 28 de fevereiro de 2010

Carteliando guitarras parte 2.

Continuando post anterior.

...No sabadão propriamente dito, após acordarmos lá pelo meio-dia, o Santto se grudou em preparar uma massaroca bala pra acabar com a fome do povo! Satisfeitos e bem roliços fomos ao estúdio. Hora de realizar o transporte das texturas. Posicionamos todos os amplificadores e efeitos na técnica Farrapos e como já havíamos acertado o posicionamento das caixas na noite anterior, somente retiramos todo material supérfluo da sala Maragato e trouxemos todos os biombos/rebatedores, que seriam alterados praticamente tema-à-tema para criar a ambiência planejada para cada um dos mesmo. Novamente volto a dizer, não pretendo usar nenhum reverb ou ambiência digital no álbum, com pouquíssimas exceções. Bem, aqui entram alguns detalhes bastante interessantes, e para que eu possa explicá-los melhor imaginem que este post será dividido em diversas partes contendo as técnicas e conceitos de cada trecho das captações desta sessão.

Parte 1:
Nesta primeira parte utilizamos basicamente o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head, os efeitos Fulltone Fulldrive 2 Mosfet e as guitarras Epiphone Les Paul Signature Slash e SG Custom, ambas devidamente reguladas e com cordas novas. O cabeçote tinha suas válvulas alteradas constantemente mas basicamente trabalhou com dois sets, o primeiro sendo um set com maior capacidade de ganho e mais aberto (ECC803, 12AX7, EL34), e o segundo sendo um set mais limpo, comprimido e fechado (12AY7, 12AU7, 6L6GC). Somente alguns poucos takes específicos foram captados utilizando um terceiro set, onde a seleção foi ECC803, 12AX7 e 6L6GC. Nesta primeira parte utilizamos exclusivamente a caixa Serrano Amps 2x12" Jensen C12N. A microfonação ficou basicamente fixa, Shure SM57, Cascade Gomez e o Manley Reference Cardioid como ambiência. Para alguns temas utilizei também meu Shure SM57 Transformerless. O Manley ficou quase que o tempo todo no Neve Amek Purepath CIB, enquanto o Gomez e os SM57 variavam entre o Universal Audio LA-610 e o Avalon VT737sp. Com a sala montada, utilizando o Manley como ouvido, circulamos dentro da sala até acharmos o ponto doce para a ambiência. Ferro na boneca!















Parte 2:
Basicamente o mesmo setup da parte 1, exceto pelas modificações de posicionamento do nosso microfone de ambiência, o Manley, e pelo uso do cabeçote Classman como pré-amplificador para o Orange Tiny Terror, recriando um timbre mucho loco que eu havia "sem querer" encontrado alguns meses atrás, e que cairia como uma luva para o tema em questão.











Parte 3:
Hora do terror minúsculo! Mesma coisa e mesmas modificações de praxe dos outros setups, ambiência, microfone de ambiência, seleção de microfones e pré-amplificadores, regulagens dos efeitos e cabeçotes. Para este setup adicionei um quarto microfone, o clássico Sennheiser MD421II. O Manley passou a ser endereçado ao Focusrite ISA428 com um Universal Audio 1176 no insert do pré-amplificador, enquanto os demais três microfones eram alterados entre os pré-amplificadores Avalon VT737sp, Universal Audio LA-610 e o Neve Amek Purepath CIB. Passei a utilizar a caixa Marshall JCM900A 4x12" e para alguns takes o Marshall Blues Breaker II.






E era isso! Terminamos essa primeira sessão lá pelas 23 horas com 50% da missão cumprida! Hora de descansar para a domingueira e terminar mais essa etapa. Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

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