quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CarnaCartel da Cevada! Dia 4.

Segunda-feira, dia 15.
...Sono... Muito sono. Como estávamos à frente de nosso cronograma, decidimos pegar mais leve. Como sempre, pontualmente as 10 horas da manhã chegava o Sasandro sorridente e eu e o Richard Zimmer com olheiras hehe. O resto do povo ficou descansando até um pouco mais e nós nos grudamos à empreitada pois o Sasandro tinha os clicks do relógio contados. Rapidamente expliquei pro Sasandro qual era o plano e deixei ele trabalhar. Apresentamos as armas que seriam usadas à ele. Todos os instrumentos com cordas novas e regulados. E daí foi rápido. Algumas horas depois tínhamos 3 sons muito legais, e 3 características muito distintas.
Uma pequena pausa nesse ponto.
Desde a semana anterior eu vinha conversando com o Mr. Serrano Amps, André Serrano, sobre um certo som que eu havia ouvido no aniversário do amigo ainda em 2009. Som que eu lembro bem, o Serrano Amps Conquest, uma 4x10' e um Jazz Bass. Lembro também do André ter mencionado uma mudança na sessão de power do amplificador em questão. Lembro que quando perguntei sobre o som ele havia mencionado ter alterado para válvulas KT66. Enfim, aquele som... Não estava disponível já que o amplificador estava em uso =(. Mas isso não impediu de partirmos para outra solução tão peculiar quanto... Que tal uma timbragem single-ended para uma sonoridade de baixo? Porra, não consigia nem imaginar como isso soaria, mais motivos para fazermos acontecer hehe. Pois bem, estava traçado o plano, o Serrano disse para eu alterar todas as válvulas do meu Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head. Comecei por mudar as válvulas de power para um par de Teslas 6L6GC (sim, o Classman pode fazer isso através de uma chavinha que altera a BIAS para uso das 6L6 ao invéz das EL34). Posicionei no 1º estágio do pré-amplificador uma JJ 12ay7 e no 2º estágio uma JJ ECC802 (ou 12au7) que o André havia deixado esperando por mim antes de se mandar para a praia com o guarda do seu prédio. =) Optei pela sala Chimango dessa vez, com uma ambiência bem curta, pouco reflectiva e pouco densa, mas ainda assim presente e natural.
Gente. É bem difícil descrever, é muito diferente, é específico, todos ficamos trocando olhares com nítidas interrogações e exclamações. Eu tinha algo em mente, mas nem eu sabia exatamente o que fazer e "como" fazer com aquele som hehe. Deixei o instinto guiar e após pelo menos uma hora virando botões pra lá e pra cá, e testando diferentes microfones, cheguei ao resultado. Inicialmente, o som era "estranho" à nossos ouvidos, leiam corretamente a sentença, "estranho" é diferente de bom ou ruim. Quando misturado aos demais sinais que o Sasandro havia criado, nossa! Foi muito legal! Como o Sasandro disse, "Ele deu um meio muito animal!". Todos se olhavam, faziam cara feia e diziam coisas do tipo "bah, timbrera!".
Agora de volta ao ponto de corte.
O Sasandro começou timbrando o Schecter Damian-4 do Richard, e optou pelo Avalon VT737sp. Pequenos ajustes de pegada e de cordas e voilá. Depois foi a vez de timbrar o Fender Jazz Bass Special do meu amigo Celso Zanini da banda Overvolt, desde já lhe sou muito grato! Aqui a praia era roncar também, porém com uma característica mais vintage anos 70. Daí foi óbvio, optamos pelo Universal Audio LA610. Sonzeira. E por fim, após alguns testes, o Shure KSM44 foi o escolhido para captar sinal do amplificador enviando seu sinal para o Neve AMEK Purepath CIB, alguns ajustes e pronto. Tínhamos os 3 sinais que eu queria. Missão cumprida? Não. O problema agora não era mais splitar o sinal em 3... Mas ao fazer isso com os Direct Box passivos, estávamos derrubando muito o sinal e não conseguíamos a mesma timbragem que conseguíamos plugando o instrumento nos DIs dos pré-amps individualmente, mas eu queria os 3. Lá foi o Sasandro salvar a pátria e criar um splitter roots e direto para nós! Pronto. Agora era só atolar o ganho dos prés e controlar a relação sinal/ruído. A essa hora todos já estavam acordados e no estúdio. Lá pelas 14 horas nos despedimos do Sasandro e descemos para a bóia. Um massão xarope de primeira catigoria... Uma dormida até as 19 horas e daí sim estávamos novos, sorridentes e prontos pra dançar!
Daí foi moleza. O Richard matou a pau e entre pequenos ajustes nas regulagens dos prés, do amplificador e do baixo em si, um a um os temas foram indo, com muito groove, pegada e pulsação. Mais tarde da noite, foi hora do segundo churrasco do Carnaval, onde ainda contamos com a visita do amigo Leo Jamess da banda Draco para matar um pouco as saudades e dar uma alô para a turma, claro, nada haver com o churrasco e com a cerveja hehe. Muitas risadas, carne, cerveja e conversa depois, ainda retornamos para realizar a captação de mais alguns takes, para daí sim dizer, missão do dia cumprida.
Aqui outra pausa, agora para agradecer ao meu amigo Andi Castro da banda Eridanus, que gentilmente emprestou o seu pedal/pré Meteoro MPX-500 para gerarmos o drive e a saturação que buscávamos para 1 dos temas. Desde já meu muito obrigado!
Agora sim, eram 3 horas da matina e hora de ZzZz.














0 comentários: