quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

CarnaCartel da Cevada! Dia 2.

Sábado, dia 13.
...Não acordamos muito cedo não, eu ainda me encontrava meio em loop e estávamos cansados dos compromissos da semana, sem contar que ainda acumulávamos a carga da noite anterior, e por isso, somente lá pela segunda hora da tarde é que fomos nos encontrar para o "café" hehe. E começou bem. Frutas e umas torradas com omelete. "Ó, coisa saudável" vocês devem estar pensando... Bem, acabou por aí, 20 segundos depois e já estávamos de volta a missão de acabar com os 80 litros de cerveja que o pessoal trouxe hehe. Vamo que vamo! Hora de dar início as captações de bateria para o projeto.
Eu já havia decidido que não iria usar nenhum reverb ou ambiência artificial, exceto para efeitos artísticos. Pelo contrário, eu queria algo extremamente natural e real. Optei pela sala Chimango e posicionei o kit exatamente no centro da sala. A idéia era moldar a ambiência, a "quantidade" e como ela incidiria no som do kit somente com o posicionamento e com alterações das placas refletoras e dos biombos. Levamos umas boas horas acertando o setup sim, a escolha e casamento do input-list selecionado foi minucioso e detalhista. Digamos que começamos com uma sonoridade absurdamente real, natural e contemporânea. Durante as primeiras sessões de bateria, tema-a-tema, fazíamos as alterações necessárias na ambiência, na escolha dos pratos para o kit, na escolha da caixa, na afinação da mesma e dos tambores, na quantidade de damping aplicado, na seleção de microfones, posicionamento e pré-amplificadores dos mesmos, nos ajustes individuais destes... A ponto que não vou lembrar exatamente o que foi feito, mas é claro, também não vou deixar somente a curiosidade postada hehe.
O input-list total contou com a seguinte seleção de equipamentos:
4 caixas, sendo elas, uma Ludwig Supraphonic '69, uma RMV Bullet Custom Bapeva, uma Marcelino Barravento de Copaíba e uma Tama Starclassic Mapple.
O set de pratos alterou muito e usamos peças Sabian AA, HH e Signature, Wuhan Traditional e S, Zildjan Avedis e K e até um velho e "tosco" crash-ride da Zildjan ZBT.
O set de peles ficou entre duplo-filme clear com colagem larga e mono-filme porosas. Para as caixas, mono-filme porosas e para o bumbo, quando este foi captado fechado, usamos uma Powerstroke EQ3.
A montagem inicial ficou assim:
Bumbo: AKG D112 -> Avalon VT737sp.
Caixa: Shure SM57 ou o meu Shure SM57 Transformerless -> Neve AMEK Purepath CIB.
Esteira: Shure SM57 -> Universal Audio LA-610 e horas Digidesign/Focusrite C|24.
Tambores: Sennheiser MD421II -> Focusrite ISA428.
Hi-hat: M-Audio Pulsar II -> Focusrite ISA428 com um compressor Universal Audio 1176 sempre insertado.
Overheads: R0de NT5 em perfeito formato X/Y -> Digidesign/Focusrite C|24.
Ambiência: Shure KSM44 -> Digidesign/Focusrite C|24.

O Sasandro chegou pouco após nós termos iniciado atividades e aproveitou para ir conhecendo o pessoal. Após finalizada a montagem do kit partimos para o posicionamento e noooossa, graças a um acessório para mais fácil e preciso posicionamento de cápsulas em formato X/Y, que o Sasandro adquiriu para o audioFARM, obtivemos um resultado simplesmente impressionante. Mas eu já deveria ter-me acostumado que pequenos detalhes fazem diferença gritante, pois é o mesmo caso com meu chapéu de hi-hat. Como o Sasandro também havia trazido consigo algumas das novas aquisições para o estúdio, entre eles o M-Audio Pulsar II, obviamente aproveitei para testar a novidade e já pûs o Pulsar II na lida. Gostei muito da sonoridade dele e acabei por optar por ele e não pelo Shure KSM109, que era a cápsula que eu previamente havia escolhido para a empreitada.
Eram 9 horas da noite quando começamos a gravar e pouco a pouco os temas foram aparecendo. O viking Samuel Sbaraini mandou muito bem, sentou a mão, e, na vibe correta, após alguns takes e lá pelas 4 horas da manhã de domingo, demos por encerradas as atividades do dia. ZzZz.






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