segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Auto-entrevista: Draco, Contramão.


Editorial:
"...Muitas vezes é difícil conseguir tratar de assuntos como produção musical, mixagem e masterização. Não que o blog não tenha espaço para tanto, muito pelo contrário, mas apenas que é difícil "fotar" e tratar do assunto. Quando conseguimos, mostrar os pontos interessantes é ainda mais difícil, visto que somente quem esteve por dentro dos detalhes dos projetos poderia saber tais minúcias...

E é por esse motivo que surge essa sessão. Para que possamos tratar de assuntos que exponham pontos interessantes sobre nossa produção musical, mixagem e masterização, de uma forma descontraída, diferente e objetiva.

Espero que curtam!"

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Mateus: Oi Mateus.
Mateus: Oi Mateus.

Mateus: Já te disseram que tu é muito bonito, simpático e modesto?
Mateus: Já. E para ti?

Mateus: Já também, muito obrigado.
Mateus: Não há de que.

Mateus: Então, eu sei que faz algum tempo, mas buscando nos arquivos da memória (e do blog), achei algumas coisas bem interessantes para perguntar. Vamos começar com a mais simples e direta delas. Qual o conceito utilizado para direcionar a produção do álbum?
Mateus: Foi muito óbvio e direto. Conheci a banda ao-vivo e desde os primeiros acordes ficou claro que a banda era uma banda de palco, a energia, a química, a 'vibe', tudo apontava somente em uma direção, fazer com que o disco soasse como a banda soava tocando ao-vivo, e foi essa a proposta que levamos adiante e que direcionou quase todas as decisões do projeto.

Mateus: Quase todas?
Mateus: Sim, pois também é preciso levar em conta decisões mercadológicas e eu sempre tive comigo a mentalidade de que, no momento que uma concepção desse estilo deixa de ser um 'charme', um 'tempero', e torna-se uma limitação, impedindo a extração do melhor da essência de cada tema, ela deve ceder espaço para outras concepções que melhor tratem o a questão.

Mateus: Tecnicamente isso se traduz em?
Mateus: Um esmero absurdo em todas as etapas da captação. Cuidado extremo aos detalhes técnicos e humanos dos registros, pois pode parecer absurdo, mas para manter a ideia de fazer a banda soar o mais próxima possível do ao-vivo, era necessário captar o som o mais 'pronto' o possível, de forma que soasse real e palpável, e por isso, não queríamos e não podíamos cometer nem o mais leve erro.

Mateus: Isso te lembrou algo não?
Mateus: Leu meus pensamentos, me impressiono como tu é esperto! Uma coisa muito importante e decisiva para a sonoridade do disco, foi que procurei deixar cada um dos músicos procurar o seu som. Conversamos bastante para que eu pudesse entender bem o significado de cada tema, o 'feeling' e a história por trás de cada um deles, e assim, ajudar na busca desses sons antes de decidir como seria feito o transporte dessas texturas para dentro do sistema, fazendo somente os ajustes necessários. E somente daí é que entrava a parte técnica, casamento da sala, seleção dos microfones, dos pré amplificadores, dos...

Mateus: Vamos à mixagem então, uma vez que a captação está bem coberta com os posts do blog e podem ser conferidos nesse link. Como foi feita a mixagem?
Mateus: Fiz as mixagens sozinho e quase tudo foi feito 'in-the-box'. Somente após eu finalizar a parte grossa das mixagens digamos, é que sentamos juntos para que a banda pudesse me auxiliar a lapidar os temas. Eu sabia bem para onde eu queria levar a mixagem, e como muitas das decisões musicais já haviam sido tomadas durante a captação, tudo já soava muito 'pronto' e óbvio quando iniciei a etapa. Dessa forma, foi muito rápido e muito mais questão de tentar tornar ainda mais bonito o que já tínhamos, criar tensões, trabalhar as texturas, o sound-stage, etc, que qualquer outra coisa.

Mateus: Muito obrigado Mateus pela entrevista interessantíssima!
Mateus: De nada. É sempre um prazer responder perguntas tão interessantes Mateus.

1 comentários:

Sasandro disse...

Eu morro e não vejo tudo!!!!
Muito boa a tua entrevista.