segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Guitarras Eridanus. Parte 1.

Sábado passado...
De volta à ativa, vamos que vamos.
Agora foi a vez de voltar a receber o pessoal da banda Eridanus. Lá pelas 15 horas eu abria as porteiras do rancho para receber a parte nórdica da banda hehe, chegavam Roger Feilstrecker e Matheus Zambiasi para dar início ao registro das trilhas de guitarra para o EP da banda. Bem, eu tínha uma boa imagem de como a sessão procederia, um bom planejamento e um longo "input-list" para trabalhar. Começando pelas armas, uma Ibañez RG armada de captadores EMG do Matheus, minhas duas filhas, a Tagima T735 Special e a Epiphone Les Paul Signature, uma das filhotas do Leo Jamess (banda Draco), uma Epiphone Les Paul Custom armada de captadores Cabrera, e uma das filhas do Glauco Guimarães (banda Overvolt), uma Telecaster da Squier. Desde já um "valeu pessoal" pela mão! =)
Após o rápido bate-papo, eu e meu xará nos dirigimos a sala Maragato para brincar de timbrar enquanto o Roger trocava todas as cordas de todas as guitarras. Posicionei a 4x12" Marshall em uma área e em um ângulo que eu nunca havia posto até então. Procurei focar totalmente a sonoridade no timbre da guitarra e do amplificador, quase sem interferência da sala, estilão "bone-dry" mesmo, e por isso fechei quase ao limite a densidade e ambiência. Após ter o Mesa-Boogie Dual Rectifier Roadie King timbrado, parti para a microfonação. Sem mistério durante o transporte, mais uma vez optei tratar o sinal do Cascade Gomez no Universal Audio LA-610, casamento sonoro que me soa muito bonito. Mandei o sinal do meu Transformerless Shure SM57, posicionado levemente "off-axis", para o Avalon VT-737sp, mandei também o sinal de um Sennheiser MD421II para o Neve AMEK Purepath CIB, em posicionamento semelhante ao do SM57, e ainda mandei o sinal de um R0de NT5 para um dos canais do Focusrite ISA428. Ocorre que algumas semanas atrás, preparando o material para o blog e revisando o material de meus testes, me deparei com umas captações feitas através de uma técnica de microfonação bem peculiar e gostei muito. Continuei ouvindo o material em questão e descobri que o NT5 naquele posicionamento soava muito legal! Tudo pronto? Hora de começar, e daí não teve mistério. O Roger começou a longa empreitada e terminou por gravar 90% de suas bases e um de seus solos. Alternando entre as Les Pauls, a Ibanẽz e ainda a Telecaster, fomos captando o material trilha à trilha. Entre os temas e/ou camadas fazíamos pequenas alterações na timbragem dos amplificadores, pois na sequência passamos a usar também o Orange Tiny Terror, na regulagem dos pré-amplificadores e nos efeitos gerados no rack M-One da T.C. Electronics. Hehe, algumas horas depois, e quase sem sentir os dedos, foi a vez de arrancar o couro do Matheus. Mesma história, duas palhetas depois e chegávamos até a frase fatídica "não consigo mais abrir os dedos". Relógio? 3 horas da manhã. Resultado? Hmmm, sonzera, 50% do material guitarrístico pronto, muita foto e muito sono. Vejo vocês amanhã.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!










































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