quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Fim de semana trabalhando em um certo projeto. Parte 3.

Começava a "dominguera"... David Amato tomou banho (!!!) hehe.
Era o dia que começaria a "via cruxis" do Tio Everton Acosta! Não que ele fosse ter qualquer problema em registrar as linhas, mas porque 90% do material a ser captado partiriam de sua execução... E tínhamos bastaaaaaaaaaante material. Louis Lima nos presenteou com uma foto preciosa para a álbum "Bora queimar o filme dos parcero!" hehe. Simbora. Obviamente, David foi consumido por seu mundo particular excluído em um canto escuro da sala Chimango. Só voltaríamos a vê-lo horas depois... =P

A primeira coisa que fizemos, foi levar os dois amplificadores que planejávamos usar para dentro da sala junto da caixa 4x12" que usaríamos, o Mesa Boogie Dual Rectifier e o Orange Tiny Terror, além dos efeitos.
Após acertar posicionamento e ambiência, hora de timbrar os bixos. Após um certo tempo, entre troca de guitarras, efeitos, canais e planejamento, terminamos com um par de timbres muito legais no Mesa e um terceiro muito legal no Terror. Hora do transporte. Optei por duas novidades, e tive duas excelentes surpresas! =D
Começando por usar um Shure SM57 que modifiquei. Trata-se de um Transformerless SM57, como tem ficado conhecida essa modificação, que resume-se em retirar o transformador do circuito do microfone, em breve, assim que me sobrar tempo, vou postar algo sobre ele e testes ;). Posicionamento "padrão", 15 cm do cone, "off-axis" e enviando seu sinal para o Avalon VT737sp. A segunda novidade foi a estreia de meu Cascade Gomez que realmente é um microfone único, com muita personalidade. Em se tratando de guitarra, muito transparente e que necessita uma intimidade maior que simplesmente "pôr na frente" do amplificador, dada a sensibilidade de sua cápsula e ao padrão polar fixado em figura de 8 como todo microfone de fita. O sinal dele, mandei ao Universal Audio LA-610. Por último, o clássico Sennheiser MD421II também em um posicionamento "padrão", 15 cm do cone, "off-axis", mandando o sinal para o Neve AMEK Purepath CIB. Atenção às fases e pronto. Após uma boa audição no material de referência e discussão da estratégia, fomos lentamente, eu o Rodrigo Bitarello e o Tio Everton, moldando cada um dos microfones visando buscar o som mais afudê que conseguíamos enquanto ao mesmo tempo direcionávamos o resultado para o que tínhamos em mente. Delicadamente, minuciosamente e atentamente fomos chegando onde queríamos e conforme íamos indo, eu já via o desaparecer das interrogações sobre as cabeças e o aparecimento de sorrisos. Algum tempo depois, munido de uma 7-cordas personalizada e muito bem preparada, demos início as captações. Como eu disse, era muito material e por isso usamos umas boas 6 horas ininterruptas de gravação. Ok, não foram ininterruptas hehe, pois tivemos alguns episódios como os "Changemen", ou "Andinomen", hehe. Infinitas piadas sobre o "braço" que nosso companheiro do cuador deixou de presente no trono hehe. Coisas do tipo.

Tá, de volta a parte séria. No geral, utilizamos quatro sonoridades diferentes. Após registrarmos as primeiras partes, partimos para captar alguns takes com o Orange. Alguns ajustes fino nos pré-amplificadores de microfone, adição de um pedal Cavalier Electronics Chimera agindo como um "clean booster" enquanto gravávamos o Orange, e também quando passamos a usar a minha Epiphone Les Paul Signature para fazer mais alguns "takes" e camadas. Após o termino das partes base, era a vez das linhas "lead" dos temas e decidimos por "gravar valendo" os efeitos. Adicionamos então um compressor Digitech Main Squeeze, um Wah-Wah Cry Baby e o rack de efeitos T.C. Electronics M-One gerando nossos tape-delays e ping-pong delays. Adicionamos um pouco do belo reverb de molas longas do Mesa enquanto fazíamos pequenos ajustes no "clean booster" do Chimera, na operação do compressor, e, no fim, acabamos por criar um belíssimo timbre de solo que encaixou perfeitamente nos temas e que deixou nosso Tio Everton muito feliz! Foi nessa hora que do nada aparece o Leo James da banda Draco no estúdio hehe. Semi-bebum e trazendo-nos um belíssimo presente, cerveja, gelada! Literalmente caímos dentro, e, de barriga vazia, logo eu e o Rodrigo estávamos rindo sozinhos e filmando tudo que era tipo de bobagem que podíamos ehehe. Quando chegou a hora da verdade, David abandou seu mundo privado para juntar-se ao resto dos mortais e ficar xingando seres que somente ele via enquanto murmurava coisas sem sentido nenhum durante o registro do seu solo! eehoehoehehoehoe. Com as sobrancelhas sempre em V, assim ó ><. ohehehoehoe Piadas à parte, após o Tio Everton terminar o seu cronograma, e o David terminar seu solo, com partes um tanto quanto delicadas, encerrávamos a sessão às 4 horas da manhã. Tá mole ou quer mais? =) Abrácios e até daqui a pouco para a última parte...












































0 comentários: