terça-feira, 17 de novembro de 2009

Fim de semana trabalhando em um certo projeto. Parte 1.

Mazaaaaah!
Pois é, fazia algum tempo que eles não apareciam, e embora estando constantemente em contato eu já estava um tanto quanto saudoso e ansioso com a continuação do trabalho. Mas a demora acabou! E cá estou com multi-posts novamente. Sim, não pude postar durante o finde pois literalmente não paramos e só agora me sobrou um trechinho de tempo. Então bora bora que o tempo urge, a memória é curta e tenho bastante coisa pra contar.

Sexta-feira...
Vamos relembrar... Chuva! MUUUITA chuva. Tanta chuva que por estas bandas do rancho houve tempestade de trovão, falta de luz, queda de árvores, a estrada? Credo, um horror... Enfim... Após os andinos David Amato e Rogério Henrique se perderem no caminho até aqui (eles foram parar na RS-040), mesmo já tendo vindo uma vez, isso era próximo das 22 horas, consegui fazê-los chegar ao rancho sãos e salvos. Recomeçava a maldita chuva, e eu rezando, mesmo sabendo que seria inútil, que a CEEE fosse um companhia séria e que minha energia elétrica aguentasse o aguaceiro todo. Carro descarregado, enquanto o Rogério ia organizando o kit, eu e o Maurício Maciel já iamos preparando o transporte do som. Eu tinha uma idéia já estruturada na cabeça, e, ao contrário da outra vez, dessa vez já direcionei de forma mais concreta a sonoridade do kit para como esperamos o resultado final. Optei assim mais uma vez pela sala Maragato, ambiência moderada, pouca densidade e bastante foco.
Um bom par de horas depois e o kit estava montado e microfonado. Mais-ou-menos ao mesmo tempo em que chegavam os demais andinos, o Tio Everton Acosta, Rodrigo Bitarello e Louis Lima. Bate-bola, pá e pum, umas risadas, um rápido acerto de planos, umas cervejitas e assim ficou o input de bateria. Para capturar o bumbo, novamente fui com o combo Shure Beta 91 internamente, mandando o sinal para o Avalon VT737sp, e o AKG D112 externamente, microfonando a pele de resposta do bumbo em uma região onde eu encontrei um bom "punch" e corpo, mandando o sinal para o Universal Audio LA-610. A caixa foi captada com um velho par de Shure SM57s, tanto "top" quanto "bottom". O sinal do SM57 de cima, usando meu "chapéu-anti-hi-hat-dos-inferno", mandava seu sinal para meu Neve AMEK Purepath CIB, enquanto o SM57 de baixo mandava seu sinal para um dos canais da Digidesign Control 24. Para os 2 tons, Shure Beta 98, e para os 2 surdos, Sennheiser MD421II, todos enviando os sinais para os canais do Focusrite ISA428. Nos "overheads" novamente fui de XY, baixo, bem sobre o conjunto de pratos e não sobre o centro do kit, pois a idéia é que sejam os "microfones dos pratos" desta vez. Usei para tanto, um par de Shure KSM109 mandando os sinais para 2 canais da C|24. Após ouvir o som deles decidi por adicionar 1 R0de NT5 ao ride mandando o sinal para outro canal da C|24. Para encerrar, ainda utilizei um par de Shure KSM44 como "room mics", ou ambiência, afastado o suficiente apenas para apresentar a quantidade desejada de ambiência ao kit. O sinal destes também sendo mandados à C|24. Impedâncias casadas, a quantidade necessária de "damping" aplicado onde necessário, set de pratos, caixa e afinação acertada, começava a guerra... Com a CEEE! Após ajustada a mix de fone do Rogério, começamos a gravar. O material era delicado e nos tomou bastante tempo, mas foi mérito da CEEE o fato de termos encerrado as atividades de sexta mais cedo, lá pelas 3:30 da manhã com somente 50% do plano concretizado. Caía o mundo, sem luz, no barro. Foi um terror mas no fim conseguimos nos acomodar e descansar um pouco. O Tio Everton e o Tio Rogério foram educadamente "despachados" para outra "moradia" digamos, hehe, mas todo mundo jura que não tem nada haver com o fato de que reza uma tal lenda de que ambos são duas patrolas quando pregam o olho. hehe.

Abraço e continuo no próximo post.
P.S.: "ohehoehoehoe, não resisti. Tive que por a foto fonomenal do Rodrigo!".












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