segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Baterias Eridanus. Multi-Post A.

Pois é... Blame the internet! Sim, a culpa não foi minha.
Como a maioria dos amigos aqui já sabe, me mudei para o rancho e por enquanto, a internet aqui tem me dado calafrios, para não usar outro termo.
Mas enfim, a culpa pela demora dos posts, e a culpa pelo multi-post é totalmente da beleza de serviço prestado pela Claro 3G, aliás, beleza de serviço e produtos diga-se de passagem. Noooooosa, fazia algum tempo que eu não usava algo tããão porcamente feito e com tamanho desleixo. Mas dexa eu desenrola porque isso não é rabo de "cop" (para bom entendedor meia... Mas práqueles que não são bons entendedores procurem o amansa burro) e explicar o causo...

Sexta-feira, 2 horas da tarde e era hora de dar início a jornada. O dia estava com aquela cara cinzenta e triste, a chuva choramingava suas lágrimas por dentre as folhas enquanto eu e o Mauricio Maciel, vulgo Feio, nos atracávamos de unha e dente na montagem do set de bateria para o registo dos temas para o futuro EP da banda Eridanus. Não sei em que ponto do dia isso mudou mas no fim das contas eu terminei suando bicas, enfim, o plano era simples porém intrincado. Dessa vez retornei para a ambiência da sala Maragato, acertei de forma que soasse bastante aberta e "airy" porém sem muita densidade. O 1o kit, que registraria 2 temas, seria um kit um tanto quanto moderno, porém bastante natural e "verdadeiro" digamos. Optei pelo uso de peles duplo-filme transparentes para os tambores com uma afinação baixa. Caixa escolhida: Ludwig Supraphonic '69 com a tradicional pele porosa mono-filme, dessa vez com uma afinação mais baixa do que normalmente utilizo. Set de pratos bastante brilhante com um hi-hat também bastante brilhante, o Wuhan S de 14". Input-list definido, kit afinado e montado, partimos para a microfonação. Começamos com os overs, a sonoridade dos "overheads" e dos "room-mics", ou ambiência, eram de suma importância para a tecitura que estava buscando e por isso partimos direto para eles. Um par de R0de NT5 em X/Y, 45o, perfeitamente perpendiculares sobre o bumbo e inclinados de forma a olhar bem para baixo, diferente de como costumo usar, mais frontal. O sinal destes sendo enviados à Digidesign Control|24. Dali era vez da caixa. Graças a alguns testes pude ir "meio-que-de-cara" no som que vagava pra lá e pra cá na minha cabeça e, pasmem, R0de K2! Natural, aberto, agressivo e "comprimido", porém sem soar demasiadamente "hyped-up". Um leve cuidado com o posicionamento e o efeito de proximidade, sinal sendo enviado para o meu Neve AMEK CIB (sem compressão só porque tu pediu Sasandro), e pronto, ficou muito legal! Mas eu queria mais, e por isso adicionei o tradicional Shure SM57, com o meu "chapéu anti-hi-hat-dos-inferno", mandando o sinal para o Focusrite ISA428. Bumbo. Aqui eu também estava atrás de uma sonoridade específica, aliás, duas. Alguns dias atrás pude fazer uns testes e optei por usar o bumbo com a pele de resposta e a tradicional abertura. Internamente posicionei o Shure Beta 91 tratando seu sinal no Avalon VT737sp e por fora, procurei na pele de resposta o local onde eu achei o som com maior "punch" e "pressão", taquei ali o AKG D112 e mandei o sinal pro Universal Audio LA-610. Nossa! Credo! E adjetivos dessa estirpe classificam o resultado. Muitas opções, muitas texturas, muitas sonoridades. \o/
Para os demais tambores sim, fiquei em dúvida, mas após ouvir o resultado de alguns testes, optei pelos Shure Beta 98 nos tambores de 10" e 12", e um Sennheiser MD421II para o surdo de 14", todos sendo mandados para o Focusrite ISA428. Um certo cuidado com o posicionamento e novamente não foi preciso qualquer tipo de "damping". Completando o kit, não sei porque, adicionei um Shure KSM109 para o hi-hat, mandando o sinal para a C|24, um Shure SM57 para a esteira da caixa, mandando também para a C|24, e, finalmente um par de Shure KSM44 como ambiência, bem distantes do kit, próximos do chão, equidistantes do centro do kit, mandando o sinal para a C|24. No mesmo instante em que terminávamos de transportar o som chegava o "homi" com a missão, e de carro novo! Mazaaah! Isso já eram passadas 10 horas da noite. Depois que baixou a poeira e a patota toda assentou o couro curtido pelo calor infernal, era hora de trabalhar. E foi assim que às 4 horas da manhã de sábado Sérgin, Rô, Matheus, Andi e Paty deixavam o audioFARM para continuar no outro dia, com outro kit...
















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