domingo, 29 de novembro de 2009

Gravando vozes da Eridanus.

Domingueira. Solaço. Um dia bonito e agradável até eu me dar conta que eu odeio calor, e embora ame o sol, não suporto suar! Mas fica aí sol que tá bacana assim! =)

Mas enfim, no horário marcado, em torno das 14:30 horas chegavam o Matheus Zambiasi, o Sergio Paes e a dona Patrícia Baggio para o registro das vozes para o futuro EP da banda Eridanus. Um bate-bola rapidão, rápida revisão e logo começamos a montar a sala para o trabalho. Foi delicado. Bem delicado.
Acertar a sala e a ambiência foi fácil. Optei pela sala Chimango e preparei uma ambiência que eu chamaria de neutra. Neutra porque ela não ficou muito aparente nem escondida, e sua coloração não soava nem brilhante nem fechada. O registro da voz da Paty é um tanto quanto alto e algumas vezes pode soar um tanto quanto agressivo em algumas regiões do espectro, por esse motivo eu já sabia de cara que eu iria atenuar a cápsula do microfone, fosse ele qual fosse. Primeiro para evitar que os transiêntes mais altos e rápidos pudessem distorcer a cápsula e segundo, para que eu pudesse empurrar mais ganho no pré-amplificador de microfone para trazer mais corpo ao registro de voz dela. Inicialmente me programei para usar o combo Manley Reference Cardioid e o Neve AMEK Purepath CIB. Fizemos alguns testes, tentei algumas regulagens mas por fim, eu não estava gostando. Me soava muito agressivo, demasiadamente cortante e ríspido. Fui então para o Avalon VT737sp. Por mais incrível que pareça, a compressão valvular e a natureza do próprio compressor do Avalon amaciaram bastante o sinal de forma que após alguns ajustes de equalização e de posicionamento, tanto do microfone, quanto da Paty. A coisa começou a ficar legal! Por fim, chegamos a um registro bonito e honesto tanto da sala quanto da voz da Paty, pois eu queria evitar tratamento demasiado durante o registro. Isso levou algum tempo, e enquanto eu acertava as arestas já haviam chego o seu Roger Feilstrecker e a sua excelêntíssima senhora hehe. Começávamos a preparar o "mix" de fone para a Paty, que está beirando a surdez hehe. Após alguns acertos e mudanças, chegamos a uma "mix" na qual ela estava confortável e partimos então para a gravação dos temas.
6 horas e muitas tomadas, revisões e piadas depois, e, embora exausta e praticamente sem voz, a Paty terminava o registro das vozes principais dos 4 temas, em uma única tarde e dentro do cronograma. Mas ainda não acabou o trabalho dela não! Que venham os "backing tracks" e FX! =)

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!











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sábado, 28 de novembro de 2009

Guitarras Eridanus. Parte 3.

Mazaah!

Pois então. Hoje acabaram-se as captações das trilhas de guitarra do futuro EP da banda Eridanus. Logo no início da noite, lá pelas 20 horas, chegavam novamente Matheus Zambiasi e Roger Feilstrecker. Matheus tinha a tarefa de finalizar seus solos e gravar alguns outros efeitos, e para tanto veio armado de sua filhota. Logo que chegaram, um rápido bate-bola e nos grudamos a preparar o set da sessão. Escolhi desta vez a sala Maragato e posicionei a 4x12" JCM900 Marshall em um local diferente do que de costume. Optei por usar meu Transformerless SM57 e um Sennheiser MD421II para fazer o transporte, ambos no tradicional posicionamento levemente "off-axis" e bem próximo do falante, em uma ambiência com densidade mínima, bem focada mas ainda assim brilhante e aberta. Modificamos muito pouco a timbragem do Mesa-Boogie Dual Rectifier Road King desde a última sessão e acabamos por adicionar nada mais que meu compressor Digitech Main Squeeze, o rack T. C. Electronics M-One para gerar os efeitos e um pouco do reverb de molas do próprio amplificador. O som veio pronto. Ambos os sinais do transporte, o SM57 mandando para o Neve AMEK Purepath CIB e o MD421 mandando para o Avalon VT737sp estavam muito redondos! A sonoridade da sala, tudo fechou muito bem! Ficou muito legal! Daí foi hora de trabalhar e embora o material fosse bastante delicado obtivemos sucesso e registramos tudo dentro do cronograma. =)

E eras isso, agora é a vez da dona Paty!
Um forte abraço! Bring me sound and I'll make you music!












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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Transformerless SM57 e Cascade Gomez.

Mazaaah!
De volta aos testes.
Bem, havia algum tempo que eu havia finalizado um certo projeto e comprado o Cascade Gomez, porém, eu não havia tido tempo para realizar os testes comparativos necessários para futura análise. Pois bem, primeiramente pude testar o Cascade Gomez Michael Joly Edition com o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head. Como o Gomez é um tradicional microfone "ribbon", seu padrão polar de captação é um fixo figura de 8, e por esse motivo fiz alguns testes extras. Comecei usando-o em todos os posicionamentos e técnicas que considero padrões e tradicionais e, em seguida, refiz todos estes testes, porém, com uma ambiência totalmente fechada.
Impressões iniciais? Bem, quando se trata de guitarra, a sonoridade comparativa óbvia é o Shure SM57, e perto deste, o Gomez soa muito menos "colorido", soa muito menos plástico e artificial. Ele capta com muito mais fidelidade a sonoridade do amplificador/caixa, soando de forma muito mais real e com um espectro muito mais completo, porém, com muito menos "imediatividade" e menos "na cara" que um SM57 por exemplo, dado seu padrão polar. Eu tô amando pois o microfone é mais que impressionante! =)







Meses atrás, eu havia lido um artigo do Adam Johns falando sobre o próprio Michael Joly e as mágicas alterações e reparos que ele realizava em microfones. Conversando com umas pessoas e lendo alguns outros artigos descobri uma modificação que estava começando à tornar-se um tanto quanto popular entre os técnicos de estúdio. Trata-se da remoção do transformador de um clássico SM57. Pois bem, acompanhem meu raciocínio. Quando alguém estica a mão para pegar um SM57 é porque ele já sabe o que esperar dele, mas ao mesmo tempo, dada a multi-funcionalidade e custo-benefício do SM57, cada estúdio possui pelo menos uns 3 deles. Esse é meu caso e por isso resolvi realizar a cirurgia plástica, algo que eu não faria se eu não possuísse mais que um par. Realizar a modificação é chato e leva tempo mas não tem mistério.
Agora finalmente pude realizar os testes e tirar minhas próprias conclusões sobre os resultados da modificação. Para tanto, realizei todos os testes do Transformerless SM57 ao lado de um SM57 padrão. Bem, posso dizer que ele se torna outro microfone, uma vez que a sonoridade da versão sem transformador pouco lembra a sonoridade do SM57 padrão. É como ter um microfone novo! Enfim, ele soa mais aberto e captura uma faixa muito maior do espectro, principalmente nas frequências mais baixas. Soa mais neutro, menos "colorido" e sem aquele ganho tradicional na região médio-alta do SM57 padrão. Outro detalhe, é que a remoção do transformador faz o microfone perder 10dBs. Isso pode ser preocupante, porém, como o uso padrão de um SM57 inclui quase que exclusivamente fontes sonoras que já possuem alto SPL, aliado ao fato que os pré-amplificadores modernos possuem toneladas de ganho e são geralmente muito silênciosos, essa desvantagem praticamente desaparece. Eu gostei! Pois ganhei um microfone novo! =)







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segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Guitarras Eridanus. Parte 2.

Domingo...
14 horas, quase não deu tempo pra dormir hehe e já estávamos de volta ao trabalho. Logo ao começarmos, dei continuidade ao plano e de olho no cronograma e no relógio, tratamos de ir rapidão ao que interessava. Dei de mão no Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head, na caixa Serrano Amps 2x12" e no Fulltone Fulldrive 2 Mosfet, e chamei o Roger Feilstrecker e o Matheus Zambiasi para "tirarmos uns sons" do set que chamaríamos de clean/vintage. Obviamente fomos para a sala Chimango, e optei por deixá-la totalmente aberta, natural e brilhante, bem ao contrário da sonoridade do set que estava montado na sala Maragato, completamente seca, servindo de base para o som extraído dos amplificadores Mesa-Boogie Dual Rectifier Road King e do Orange Tiny Terror, previamente configurados e já posicionados dentro da técnica Farrapos. Fizemos um bom conjunto de sons e movemos o sistema para dentro da Farrapos, hora do transporte. Para tanto, fui do tradicional combo Shure SM57, este a versão de fábrica, e Sennheiser MD421II, ambos bem próximos dos falantes, pois já tínhamos bastante sala, e posicionados fora de eixo, mandando o sinal de ambos para dois canais do Focusrite ISA428. Ficou muito legal pois o Classman respeita muito a sonoridade original do instrumento e é absurdamente fácil de tirar som como eu sempre digo e volto a repetir. Com os sistemas montados, ambas as salas online e todo aquele arsenal na mão, os guris pareciam no paraíso, pois a um "switch" de "standby" de distância, encontravam-se ambos os sets. =)
Daí foi só botar a mão na massa e ir fazendo ajustes entre cada tema e/ou camada que íamos registrando. Horas alterando efeitos no T.C. Electronics M-One, hora alterando a timbragem nos amplificadores, hora alterando guitarras e captadores, hora alterando os pedais, hora... E assim, trilha a trilha, tomada pós tomada, finalizamos 90% de todo o material guitarrístico do EP, ficando, como planejado, uma última sessão para registro de alguns solos e efeitos. Mais uma vez, destaque para a sonzeira vintage/clean que extraímos! Claro, não posso deixar de mencionar que enquanto trabalhávamos, recebemos a visita do resto da trupe que ainda ficaram por algumas horas nos agraciando com a companhia. =)

E eras isso pelo finde!
Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!

P.S.: Óia a foto que os FDP me bateram! A última da lista ><








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Guitarras Eridanus. Parte 1.

Sábado passado...
De volta à ativa, vamos que vamos.
Agora foi a vez de voltar a receber o pessoal da banda Eridanus. Lá pelas 15 horas eu abria as porteiras do rancho para receber a parte nórdica da banda hehe, chegavam Roger Feilstrecker e Matheus Zambiasi para dar início ao registro das trilhas de guitarra para o EP da banda. Bem, eu tínha uma boa imagem de como a sessão procederia, um bom planejamento e um longo "input-list" para trabalhar. Começando pelas armas, uma Ibañez RG armada de captadores EMG do Matheus, minhas duas filhas, a Tagima T735 Special e a Epiphone Les Paul Signature, uma das filhotas do Leo Jamess (banda Draco), uma Epiphone Les Paul Custom armada de captadores Cabrera, e uma das filhas do Glauco Guimarães (banda Overvolt), uma Telecaster da Squier. Desde já um "valeu pessoal" pela mão! =)
Após o rápido bate-papo, eu e meu xará nos dirigimos a sala Maragato para brincar de timbrar enquanto o Roger trocava todas as cordas de todas as guitarras. Posicionei a 4x12" Marshall em uma área e em um ângulo que eu nunca havia posto até então. Procurei focar totalmente a sonoridade no timbre da guitarra e do amplificador, quase sem interferência da sala, estilão "bone-dry" mesmo, e por isso fechei quase ao limite a densidade e ambiência. Após ter o Mesa-Boogie Dual Rectifier Roadie King timbrado, parti para a microfonação. Sem mistério durante o transporte, mais uma vez optei tratar o sinal do Cascade Gomez no Universal Audio LA-610, casamento sonoro que me soa muito bonito. Mandei o sinal do meu Transformerless Shure SM57, posicionado levemente "off-axis", para o Avalon VT-737sp, mandei também o sinal de um Sennheiser MD421II para o Neve AMEK Purepath CIB, em posicionamento semelhante ao do SM57, e ainda mandei o sinal de um R0de NT5 para um dos canais do Focusrite ISA428. Ocorre que algumas semanas atrás, preparando o material para o blog e revisando o material de meus testes, me deparei com umas captações feitas através de uma técnica de microfonação bem peculiar e gostei muito. Continuei ouvindo o material em questão e descobri que o NT5 naquele posicionamento soava muito legal! Tudo pronto? Hora de começar, e daí não teve mistério. O Roger começou a longa empreitada e terminou por gravar 90% de suas bases e um de seus solos. Alternando entre as Les Pauls, a Ibanẽz e ainda a Telecaster, fomos captando o material trilha à trilha. Entre os temas e/ou camadas fazíamos pequenas alterações na timbragem dos amplificadores, pois na sequência passamos a usar também o Orange Tiny Terror, na regulagem dos pré-amplificadores e nos efeitos gerados no rack M-One da T.C. Electronics. Hehe, algumas horas depois, e quase sem sentir os dedos, foi a vez de arrancar o couro do Matheus. Mesma história, duas palhetas depois e chegávamos até a frase fatídica "não consigo mais abrir os dedos". Relógio? 3 horas da manhã. Resultado? Hmmm, sonzera, 50% do material guitarrístico pronto, muita foto e muito sono. Vejo vocês amanhã.

Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!










































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