sábado, 15 de agosto de 2009

Pianos e FX da Cura, parte II

Ae!
Como prometido, nessa sexta-feira abri os trabalhos recebendo novamente Davidson e Maicon da banda A Cura para finalizar a captação das seções de efeitos para o álbum debut da banda, que agora sim chega à reta final.
Começamos o a sessão registrando mais algumas trilhas de guitarra. Iríamos captar algumas camadas 'lead' e para estas eu não queria utilizar nenhum tipo de reverb digital, ao mesmo tempo eu não queria uma sala muito densa, na verdade, eu queria uma sala aberta porém com muito pouca densidade e por isso acabei optando pela sala Maragato. Após posicionarmos o Serrano Amps Classman 25 EL34 Custom Head, optei por utilizar a sala totalmente aberta e posicionei um Shure KSM44 à uns 20 cms da tela do amplificador, levemente fora de eixo, com a cápsula atenuada e em padrão 'omni'. "Ué? Porque não usou um microfone de ambiência misturado à um 'close' mic como de costume?" Bem, a impressão que eu tenho é que usando um 'close' mic e um mic de ambiência eu tenho uma sala com 'early reflections' mais pronunciadas, enquanto usando um 'close' mic em padrão omni e dosando a distância e posicionamento do amplificador, eu consigo uma sala com um 'tail' mais pronunciado. Por último, optei pelo uso de um microfone FET para a tarefa pois eu já tinha uma cadeia com harmônicos beeeem pronunciada, e um condenser de diafragma largo à um dinâmico do mesmo estilo pelo detalhismo e extensão de captação do espectro, principalmente nas altas, pois eu queria o "ar" da sala. Este sinal foi mandado ao Avalon VT737sp e bastante tratado ali, pude saturar bastante o sinal e obter uma boa dose de compressão e bastante corpo devido à atuneação da cápsula do microfone. Mais tarde, para outras linhas, das quais eu não queria o som "amp+sala", adicionei finalmente o clássico Shure SM57, levemente fora de eixo, mandando seu sinal ao AMEK CIB, também com bastante trato. Em ambos, dependendo das trilhas que registrávamos, faziamos pequenas alterações na timbragem do amplificador, da cadeia de efeitos, que incluiam um Line 6 POD XT Live e o Boss Turbo Distortion DS-2, e/ou na seleção de captadores da guitarra, que para a sessão foi minha Epiphone Les Paul Signature Slash.

E não foi só isso. Terminada a captação das guitarras, mudamos de sala, montamos um pequeno "vocal booth", posicionamos um KSM44 sem nenhum pop-filter dentro do cubículo, e terminamos a madrugada captando algumas trilhas de backing vocals com o auxílio do Universal Audio LA-610.
Hehe, e tivemos boas surpresas com a "experiência", e o sono nos presenteou com algumas pérolas do humor audioFARMEANO já tradicional por essas bandas hehe.

No mais eras isso, mais amanhã... Ou hoje! =P
Forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!














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