quarta-feira, 29 de abril de 2009

Novo projeto. Novo som. Novo instrumento Parte II!

Ou parte zero para os que estão acompanhando hehe.
Agora sim retrocedendo a ampulheta e contando o início.

"Neste domingo, após receber toda a turma e com todo mundo já devidamente acomodado e aclimatado na pousada São Miguel, subimos ao estúdio e começamos a preparação do circo para o registro das trilhas de bateria. O Rogério Henrique e o Maurício foram direto para dentro da sala Chimango montando a criança. De cara já foi muito legal pois a seleção de equipamentos casou muito bem. O casamento sonoro da caixa ficou perfeito (por sinal, PUTA caixa!!!), toda a prataria também sentou muito legal com a sonoridade do kit e da sala, com excessão de 1 único prato que após ouvi-lo, trocamos por outro e "voilá"!

A captação foi um tanto quanto direta e neutra. Desta vez, como a característica dos tons do kit era um tanto quanto diferente do textura dos surdos, optei por utilzar os Shure Beta 98 nos tons e os Sennheiser MD421 nos surdos. Todos mandando seus sinais para o Focusrite ISA428 (tons usando impedância alta e surdos usando impedância baixa). A caixa e a esteira também foram moleza, Shure SM57. O "top" mantando para o AMEK CIB (com pouquíssima EQ e compressão) e o "bottom" mandando para o Universal Audio LA-610. Após alguns ajustes no posicionamento do bumbo, ficou AKG D112 -> Avalon VT737sp.
Tambores resolvidos, partimos para os pratos. Optei por uma captação XY um tanto quanto baixa, priorizando a captação dos pratos por zonas enquanto minimizava a influência da sala e tambores, uma vez que teríamos uma ambiência em estéreo e dedicada para o kit inteiro, e os overheads estariam fazendo a função meio que exclusiva de captar a prataria toda mesmo. Rode NT5 neles. Para o hi-hat e o ride optei pelos Shure KSM109 pela possibilidade de atenuar a cápsula e domar a agressividade dos transientes mais agudos. Toda essa galera indo para os prés Focusrite Platinum A da Control 24.
E para encerrar, pensei, pensei... e resolvi que ao invéz de captar a ambiência com 2 microfones e cápsulas coincidêntes, técnica mais tradicional para captação de ambiência estéreo, optei por um AB beeeem separado, em pontos-doce da sala, onde a sonoridade do kit estava muito legal! Optamos por microfones baixos para não enfatizar a captação da prataria e GOLAÇO!!! Sério, um dos melhores sons de sala que já fizemos, o kit todo ficou muito redondo, com uma imagem muito verdadeira e honesta, natural e muito equilibrada! Depois de levantado o som, feito alguns pequenos ajustes de posicionamento, damping, etc., Rogério meteu o braço e pouco depois tinhamos o material necessário. Que venha a baixaria!

Foi então a vez do seu Louis, hehe, não o Bobó, e sim o Lima. Antes de começarmos eu já vim preparado para a lenda que se criava em volta do "Tigrito"... Toda aquela aura de mistério...
Oo
É, aquele treco estranho fala, é versátil e tem muita personalidade! Tô falando do instrumento da foto hehe. Não teve muito erro, "splitamos" o sinal do baixo em 3 vias e captamos 3 texturas diferentes para nosso deleite e gama de opções. Um com o Avalon, um com o LA-610 e um com o ISA428. O Louis optou pelo utilização de 2 instrumentos, ambos muito legais, mas no final foi o "Tigrito" mesmo que matou a pau. Após pouco tempo... Missão cumprida!"

E a parte 2 vocês já viram. =)
Um forte abraço! Bring me sound and I'll make you music!




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