sábado, 21 de março de 2009

A Cura, Crazy Guns e testes.

Aee!

Antes de mais nada, deixem-me anunciar em primeira mão que "there is no more Tio Pedra". Em outras palavras, a banda Tio Pedra, em preparação para o lançamento do álbum de estréia da banda, decidiu por acarretar em algumas mudanças significativas em sua proposta artística e musical, entre elas a mudança de nome. Nasce então a banda A Cura.
A banda A Cura encontra-se atualmente em estúdio sob o meu acompanhamento pré-produzindo esse material e deverá entrar em estúdio para começar o registro deste primeiro trabalho, ainda não entitulado, muito em breve.

Ainda esta semana terminei as mixagens e masterizações do show ao-vivo da banda Crazy Guns, show este capturado na primeira apresentação da banda no Eclipse Studio Bar no final do ano de 2008.
E para trazer alguma notícia "fotada", trago mais alguns testes que terminamos de realizar ontem (sexta-feira) inspirados em um artigo do produtor Paul White do estúdio Sound-on-Sound de Manhattan com resultados... Impressionantes!

Resumindo, durante as mixagens de um disco bem famoso, ele se deparou com uma sinuca-de-bico e precisava solucionar o problema, digamos, em questão de minutos. O caso foi que faltou opções óbvias para a captação da ambiência de bateria, uma vez que TODOS os microfones que ele costumava usar para a tarefa estavam em uso, e sem o microfone de ambiência o kit estava soando muito "duro". Como a sala em uso do Sound-on-Sound foi construída sob o conceito "Box-in-the-Box", ele resolveu encarar a sala exatamente como o exemplo que costumo usar para explicar o conceito do "Box-in-the-Box", como um tambor, e, literalmente, "microfonou a sala".
Pois bem, as fotos vão mostrar melhor a técnica. Como as salas do audioFARM também são construídas sob o conceito, resolvi testar, confesso, com um certo (muito) receio, porém com muita curiosidade...

"Bah!" é uma palavra que resume bem o resultado. Como o próprio disse quando ele estava contando o "causo", o uso do MD-421 amaciou a reflexão direta das frequências mais altas. O que me impressionou foi a clareza, a definição, a pressão, a "transparência" do que estava sendo ouvido e principalmente o alinhamento de fase quando se "encosta" os "close-mics"...
Para os técnicos e curiosos de plantão, eu sugiro que testem, talvez vocês se surpreendam tanto quanto eu.

Para encerrar ainda fiz alguns testes de "vocal booth" na tentativa de simplesmente anular a sala para trabalhos digamos, mais voltados para publicidade e propaganda, e fiz algumas descobertas que estarei testando em breve... hehe... Digamos um "vocal booth", invertido. ;)

E eras isso por hoje!
Um forte abraço!
Bring me sound and I'll make you music!








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